100 Anos e Correndo

Foto: Purpose2Play

Foto: Purpose2Play

Ida Keeling é americana do Bronx (NY) e é corredora. Mais que isso: ela é campeã norte-americana nos 60 metros rasos, entre mulheres de 95 a 99 anos. Ida tem 100 anos! Ela está prestes a participar de uma competição de 100 metros rasos e espera, assim, espera estabelecer um novo recorde para mulheres acima dos 100 anos. Nem sempre ela competiu – afinal, quando criança, não havia muito espaço para meninas negras praticarem esportes.

Aliás, ela não teve uma vida fácil: passou, junto com a família, pela Grande Depressão americana, já adulta perdeu o marido ainda bem jovem, criou os filhos sozinha, foi ativista, perdeu dois filhos, enfim, passou por barras bem pesadas. Quando menina ela já corria, mas só foi voltar a fazer isso e levar mais a sério quando já estava com mais de 60 anos de idade.

Ela corre, é campeã e não pretende parar tão cedo! Daqui dos meus humildes 42 anos quase sedentários (especialmente se comparar com a vida de Ida) só penso que ainda está em tempo de começar a minha vida de atleta, mas que eu deveria começar isso “correndo”! Olha aí o vídeo que o NY Times fez com ela e vê se você não sente o mesmo!

Lição de uma dançarina de 102 anos: boas lembranças

Essa senhorinha na cama é a Alice Baker, de 102 anos. Durante a época do Harlem Renaissance (Renascimento Harlem), movimento cultural que aconteceu nos Estados Unidos entre o final dos anos 1920 e inicio dos 1930, que atraía atenções para a cultura negra e seus artistas, ela era dançarina.

Então levaram para Alice alguns vídeos em que ela aparece dançando em várias apresentações – uma coisa realmente linda! Eis que ela não só se reconhece, como se anima bastante e acha tudo fabuloso! Mas fiquem atentos ao que ela diz: “Eu costumava dizer para mim mesma: ‘eu estou sendo paga para fazer algo que eu gosto de fazer e que faria de graça, simplesmente porque eu me divertia fazendo“.Aliás, em outro momento do vídeo (no 3:25), quando perguntada sobre o que sentiu em ver a si mesma dançando, nos vídeos, ela responde> “Eu gostaria de poder sair dessa cama e fazer tudo de novo“.

Enfim, investir em bons momentos, em fazer coisas que se gosta, como se pode ver, é importante não só no presente, mas também para ter boas lembranças no futuro! Uma boa lição para quem, com nós, está nesse início de fase dos anos “enta”. Que a gente cultive cada vez mais bons momentos, assim como os de Alice, para sorrir bastante, mais tarde.