Uma playlist para as crianças de mais de 40 anos

Feliz Dia das Crianças, gente!

Mas o que faz isso em um blog para pessoas que têm a partir de 40 anos? Já fomos crianças, ora essa, e a gente nunca deveria deixar de ser, pelo menos um pouquinho – fora que entre os leitores do blog muitos tem filhos.

Então vou deixar um presente para relembrar a infância dessa turminha: uma playlist no Spotify com aquelas músicas que passaram nas noites da Globo. Tem Pirlimpipim, Arca de Noé e Plunct Plact Zum da TV, Os Saltimbancos (do teatro) e Os Saltimbancos Trapalhões (do cinema). Ouçam e aproveitem!

Os Anos 80 estão de volta

Imagem: canal Viva

Se tem um canal feito para matar as saudades é o Viva. Canal de TVs por assinatura, passa principalmente programas antigos da TV Globo, como novelas de outros tempos. Mas, recentemente começou a passar um programa especial que é a cara aqui do blog: “Os anos 80 estão de volta”.

Trata-se, na verdade, de uma série de 11 episódios, gravados em 2015, com momentos marcantes da década de 80 para a música, TV e moda, entre outros. Rock n Rio, Chacrinha e TV Pirata, claro, são alguns dos destaques da série. Achei divertido rever algumas coisas e ver o que algumas pessoas que eram destaque daquela época têm a dizer a respeito, como Evandro Mesquita e a saudosa Elke Maravilha. Vale a pena ver de novo (opa, aí é outro programa). Passa no canal Viva aos domingos, às 18h.

Aqui dá pra ver a chamada do programa.

Aquelas séries com referências aos anos 80 e 90

Vibes retrô sempre rolam, de tempos em tempos, né? Mas ultimamente tem acontecido uma coisa bacana nas séries de TV: referências a décadas que a gente, de 40 anos, conhece bem por ter vivido!  Dá uma olhada:

Stranger Things

Quem assina Netflix, provavelmente, viu. A série se passa em 1983 e faz referências a vários filmes de sucesso da própria década de 80, como ET, Conta Comigo, Contatos Imediatos e outros. Aqui tem um vídeo com as várias referências, bem bacana:

References to 70-80’s movies in Stranger Things from Ulysse Thevenon on Vimeo.

The Get Down

the get down

Essa série, novinha em folha, também da Netflix, vai um tiquinho de nada mais longe do tempo: 1977.  O ambiente é o bairro do Bronx, em Nova York, bem decadente e violência e marginalização em alta. A série tem foco na cena musical: a disco dancing começava a dar lugar ao hip hop. Claro que, por esse motivo mesmo, do hip hop, a pegada de mostrar os movimentos sociais e políticos, discursos e ações (como o grafite e outros elementos da cultura underground) aparecem com bastante força. Muito bacana, ver mais ou menos como eram as coisas quando o ritmo tomava seu lugar no mercado.

Unbreakable Kimmy

unbreakable kimmy

É uma comédia bem nonsense. A trama se passa em torno de Kimmy, que, depois de ter sido sequestrada e passar 15 anos presa em um esconderijo subterrâneo com outras mulheres e um pastor doido, volta ao mundo real, muda-se pra Nova York e tem que reconstruir a sua vida, se adaptando ao que há de novo. Como quando Kimmy foi sequestrada ela ainda era uma adolescente, ela é um bocado boba e faz muitas referências a coisas da década de 90, como a série Fraisier, o filme Rei Leão ou o uso de muitas cores neon/fluor. Eu gosto de humor nonsense, mas a série ainda tem outras pegadas bem bacana: uma é a do otimismo e outra, que a personagem “prega”, de você ser o que quiser ser, desde que seja pra ser feliz.

Apenas um Show

apenas um show

Passa no Cartoon Network, mas acho bem o tipo de “desenhos para adultos” (como Simpsons, Futurama e outros, sabe?). É daqueles programas tão psicodélicos que ~tenho pra mim ~que esse pessoal toma/fuma/bebe/cheira/come/passa no corpo ~uma coisinha~ quando faz os roteiros. Só pode ser, minha gente! Pode conferir, que tem muitas referências aos anos 80, especialmente ao cinema.

Então é isso, se dá aquela nostalgia, mesmo de tempos em que éramos apenas crianças, mas que nos trazem coisas à memória, basta ligar a TV ou Netflix ao seu alcance pra, pelo menos na sua imaginação, reviver aqueles momentos.

Mãe, tô na Globo!

bom dia PE entrevista

Essa última semana foi bem pesada pra mim. Quer dizer, não que tenha sido uma semana ruim, apenas com muito trabalho, que não me deixava com tempo livre ou disposição suficiente pra atualizar o blog. Isso justo na semana em que apareci ao vivo na Globo, poxa!

Pois é, fui entrevistada pro Bom Dia Pernambuco, pra falar sobre “Como ganhar dinheiro com blogs”, junto com Claudia Bettini, do blog Corujices. Foi bem bacana, não deu tempo de falar tudo que poderia sobre o assunto, apesar de ter sido uma matéria longa, mas foi bem bacana. Quem não viu, clica AQUI pra conferir!

As Mulheres de 50

Fantástico mulheres 50 anos

Viram a série que estreou no Fantástico ontem, sobre mulheres de 50 anos? É em homenagem ao cinquentenário da Globo, mas de uma forma bem bacana: mostra algo bem parecido com o que tento apresentar aqui no Novos40: pessoas que mostram sua jovialidade, planos e tudo mais, contradizendo aquilo que se achava até pouco tempo atrás: que depois que a pessoa entrasse na fase dos “enta” estaria cansada e se não tivesse colocado os sonhos em prática até ali, os esquecesse.

Bem, como boa parte do que falaram no programa de ontem foi de coisas que começaram a vivenciar quando essas cinquentonas estavam na ”casa dos quarenta” e como a gente ainda vai chegar lá, acho que tem coisas que podem servir de lição pra gente, pra ter uma ideia do que pode encontrar no caminho e até dicas do que fazer nesse caminho até lá. Vê lá no site da Globo Vídeos como foi o primeiro episódio dessa série, que tem Fernanda Torres (maravilhosa!) como uma das apresentadoras.

Já estou ansiosa pelos próximos episódios!

P.S. Confesso que morri de inveja da entrevistada que saltou de para-quedas. É um sonho que tenho desde criança, quando ia ao aeroclube com meu pai e que ainda não realizei. Isso que quero muitíssimo fazer agora, #depoisdos40.

Babilônia: amor em qualquer idade

beijo babilônia fernanda montenegro natália timberg

Entre muitos assuntos que pipocam nas redes sociais – e como tem pipocado assunto! – um se tornou destaque desde ontem à noite: o beijo das personagens de Natália Timberg e Fernanda Montenegro, logo no comecinho da nova novela da Globo, Babilônia.Claro que o auê todo, com toda justiça do mundo, foi principalmente por ser a representação de um relacionamento gay, de longa data, por duas das maiores atrizes brasileiras.

 Mas esse casal também traz um outro tema bem relevante para a TV: o amor na terceira idade. Veja bem: as atrizes – e as personagens, creio – tem mais de 80 anos de idade e se beijam, trocam carinhos, andam de mãos dadas. Elas se amam! Lembrei que um dia desses, por acaso vendo BBB (não é coisa de “intelectual-não-vejo-BBB, é só porque no horário estou vendo CSI ou Criminal Minds mesmo rs) tinha uma das participantes dizendo que a pernambucana Mariza, que tem 51 anos não aguentaria mais uma noite de sexo “seria pra matar a velha”. Não sei de que planeta vem a menininha que falou isso, mas, se ela chegar aos 50, coitadinha.

Pessoas mais velhas, assim como as mais novas, amam, procuram amor, fazem sexo, se apaixonam e querem curtir tudo isso. Não há idade pra coisas assim! Espero que Babilônia coloque isso em evidência!

Imagem: GShow

Os anos 70 de volta à TV: Boogie Oogie!

bo

Quem está na “casa dos 40” hoje nasceu pela década de 70, correto? Então pode celebrar: vamos ver esse período em que nascemos e/ou começamos a nossa infância na TV, através da nova novela das seis da Globo, Boogie Oogie, que estreia hoje.

A novela, que, pelo que dizem, será bem clássica, daquelas com humor, romance e mistérios, se passa em 1978 – eu tinha quatro anos de idade, portanto. Não lembro de muita coisa daquela época, claro. Mas lembro de, mesmo bem pequenininha, de algumas roupas, brilhos e cores bem fortes. Os mais velhos devem lembrar mais, claro. Os mais novos, mesmo não tendo vivenciado o período, sabem do que se trata e que é um visual divertido.

A primeira coisa que pensei foi na novela Dancin Days, que passou na TV justamente em 1978 e foi hit na época, inspirando a moda, festas e até comportamentos, já que era o início dos tempos de Gilberto Braga na TV, que trouxe uma novidade: a alta classe e a classe média em conflito. Porém, o autor de Boogie Oogie, Rui Vilhena, nega a influência daquela novela que teve Sônia Braga como grande estrela, no papel de Julia Mattos, na trama atual. Mas as homenagens existirão, basta olhar a foto abaixo, com “look Julia Mattos”, que não deixa negar.

boogie oogie dancin days

A outra coisa que pensei? “Meu Deus, a década em que nasci já é considerada ‘novela de época!”. É engraçado –  ou assustador e estranho – constatar isso, não acham? Mas é a constatação mais óbvia: o tempo passa e logo, logo teremos novelas “de época” com mega ombreiras e roupas neon, retratando os anos 80. É assim mesmo.

Bem, Boogie Oogie promete, já que a sua chamada já diz muito: “a festa vai começar!”. O que eu sei é que pensei logo nas minhas meias dancin days, que usei quando era bem criança, mas lembro que eram soquetes douradas com vermelho e que suavam pra caramba os pés! Estou doida pra ver muita cor e brilho pelas ruas e muito som de “discoteca” nas festas da vida. Preparados para entrar na pista?

P.S. Vale lembrar: era o período da ditadura militar, mas não sei se isso estará presente na novela, por isso me detive a escrever sobre cores, ritmos e alegrias. ;)

Mulheres 4.0

 

Imagem: Rede Globo

Imagem: Rede Globo

Como noite de domingo lembra Fantástico, achei por bem trazer uma série bem bacana que o “show da vida” fez no ano passado: a “4.0”, com mulheres que acabavam de entrar na casa dos quarenta anos. Lembram disso? Amor, saúde, gravidez, cuidados com a beleza e vários outros assuntos entravam nos bate-papos, sempre sob a ótica das mulheres de quarenta anos de idade (ou que estavam quase lá ou, ainda, que já haviam passado desse número).

Angélica, Isabel Filardis, Danielle Winits e outras mulheres, não famosas, participavam dessa conversa e contavam como estavam encarando essa nova fase e surpreendiam muita gente, que ainda não havia se ligado que as “quarentonas” de hoje são bem diferentes daquelas que muitos tinham como referência, de décadas passadas. Se você não viu esse quadro quando passou na TV, clica aqui que você pode conferir tudo (ou rever, pra quem quiser relembrar).