Uma playlist para as crianças de mais de 40 anos

Feliz Dia das Crianças, gente!

Mas o que faz isso em um blog para pessoas que têm a partir de 40 anos? Já fomos crianças, ora essa, e a gente nunca deveria deixar de ser, pelo menos um pouquinho – fora que entre os leitores do blog muitos tem filhos.

Então vou deixar um presente para relembrar a infância dessa turminha: uma playlist no Spotify com aquelas músicas que passaram nas noites da Globo. Tem Pirlimpipim, Arca de Noé e Plunct Plact Zum da TV, Os Saltimbancos (do teatro) e Os Saltimbancos Trapalhões (do cinema). Ouçam e aproveitem!

E se você pudesse mudar o seu passado?

a dona da história

Já pensou, poder voltar ao passado e poder mudar o rumo que a sua vida tomou? Imagina poder reescrever a sua história e, em vez de, por exemplo, ter escolhido a profissão que você tem hoje, escolher outra. Ou não ter casado. Ou ter ido atrás da “pessoa da sua vida” e ter casado. É disso que trata a peça “A Dona da História”, que fui ver na última quinta-feira no teatro Apolo, ali no Recife Antigo. O espetáculo está em cartaz com Lívia Falcão e Olga Ferrário – mãe e filha, interpretando a mesma personagem aos 20 e aos 50 anos, que encontra consigo mesma e pode fazer essas alterações no passado (aos 20), que refletirão no futuro (aos 50).  A peça é de autoria do pernambucano João Falcão e já virou filme, em 2004, quando a personagem do enredo foi vivida por Marieta Severo e Débora Falabella.

A personagem – só são elas duas no palco – começa a elaborar outras alternativas de vida. Por exemplo “e se eu não tivesse ido ao baile onde Luís Claudio me pediu em casamento, mas eu acabasse o namoro com ele naquele dia?”, “e se em vez de casar e ter uma vida certinha eu tivesse ido ser atriz de teatro?” e por aí vai. Isso tudo é feito com muito humor.

Acho que todo mundo faz esse “exercício”, de pelo menos imaginar o que poderia ter acontecido se você tivesse escolhido outros caminhos. Na idade da gente, então, é que faz mesmo! A peça serve, inclusive, de ponto de partida pra pensar nisso – aliás, me reconheci em algumas situações da personagem. Se isso não serve pra mudar o passado, talvez sirva pra começar algo diferente hoje e, assim, mudar alguma coisa para o futuro. Bem, acabei de entrar nesses #novosquarenta, talvez sirva para que eu tenha #novoscinquenta.

Quanto à peça, ela está em cartaz de quinta a domingo, às 20h, no Teatro Apolo, até o dia 30 de março. O ingresso custa 20 reais (10 reais, meia entrada), sendo que na quinta-feira custa oito reais para todo mundo. Aconselho: garantia de boas gargalhadas e uma boa reflexão.

Mas, me diz aí: se você pudesse revisitar o seu passado, o que você faria diferente?