Receita: Brigadeiro de Caipirinha

brigadeiro de caipirinha receita

Semana passada tive o aniversário de minha prima Catarina pra ir e, além de presente e presença, me deu  vontade de fazer algo com cara de festa pra levar. Inventei de fazer um “brigadeiro de caipirinha”. Não olhei receita, fiz da minha cabeça e torci que desse certo – afinal, o pior que poderia acontecer era ter que comer de colher, já que dificilmente daria muito errado com leite condensado, né? Fez muito sucesso e quem viu a foto que postei me pediu também. Resultado: hoje fiz de novo, pra levar amanhã pra turminha do trabalho. Como não dá pra levar pra vocês todos que estão lendo, trago a receita aqui:

brigadeiro de caipirinha receita 1

Misturei numa panela uma lata de leite condensado com uma colher de manteiga e raspas da casca de dois limões (eram pequenos), daqueles comuns mesmo. Mexi no fogo até ficar em ponto de brigadeiro (de fazer bolinha) e coloquei um pouco de cachaça – não sei quanto, deve ser mais ou menos umas quatro colheres de sopa, talvez um cálice de licor – foi de olho mesmo, então coloca aí ao seu gosto. Volta ao fogo até que endureça novamente. Aí é o seguinte: não pode colocar a cachaça desde o início, ou nunca vai chegar ao ponto desejado e, do mesmo modo, provavelmente depois da cachaça não vai mesmo ficar muito durinho não. Coloquei em um prato untado e deixei esfriar na geladeira.

Quando estava frio, untei as mãos, fiz bolinhas e passei numa mistura de açúcar cristalizado com mais casquinha de limão raladinha. Se vir que tá difícil de fazer a bolinha, relaxa, que o açúcar ajuda a fazer e é só passar nele de novo, pra ficar bonitinho. Pronto, coloquei nas forminhas, levei pra festinha e foi sucesso total entre família e amigos. Agora é colocar em prática um outro docinho alcoólico aqui, que estava pensando – quando fizer, também trago a receita ao blog. ;)

Receita: Torta salgada com massa de grão de bico

torta salgada com massa de grão de bico

Tenho aproveitado minhas férias (vão até dia 14, portanto podem me convidar pra passear, viajar, me divertir rs) para, entre outras coisas, cuidar da saúde. Depois escrevo um post mais detalhado, mas estou tentando seguir (com uma escapadinha ou outra, rara) uma alimentação cheia de restrições, uma dieta, por causa de uma gastrite bem braba. Entre outras coisas, a minha médica gastroenterologista (ufa!) me disse pra tentar evitar trigo branco, desses comuns.

Ainda escorrego e como, vez perdida, um pãozinho francês, por exemplo, mas aproveitei as restrições pra conhecer alguns ingredientes autorizados que tinha vontade de experimenta, como a farinha de grão de bico. O grão de bico em si é uma coisa que já gosto bastante, mas como estava afim de fazer uma torta salgada há dias, queria usar farinha de trigo e já tinha visto farinha de grão de bico lá no Empório Vegetal, resolvi comprar e fazer a substituição.

Antes de dizer a receita, queria contar umas coisas boas sobre o grão de bico pra vocês: é rico em fibras, ajuda a controlar o nível de glicose, tem poucas calorias e, uma das coisa mais sensacionais: tem triptofano, que ajuda a produzir serotonina, que é aquela substância que dá uma sensação de bem-estar em alegria. Vê que coisa boa! Se sentir assim, vale lembrar, deixa a gente até mais jovem e disposto! Não são os únicos benefícios dessa leguminosa – faz aí uma busca no Google e vai achar vários outros benefícios.

Mas vamos a receita:

Não tem. Desculpa, gente, mas não tem uma receita certinha, com medidas e pronto. Apenas fui testando coisas e usando o que havia na geladeira mesmo. Mas vamos lá, relembrar:

  • Duas xícaras e mais um bocadinho de farinha de grão de bico
  • Uma xícara de água morna
  • Sal
  • Azeite

Misturei tudo até virar uma massa que não fique muito grudada nas mãos – então vai acertando o ponto aí. Depois untei e enfarinhei (com a farinha de grão de bico mesmo) uma forma de aro removível pequena e forrei com a massa de grão de bico. Aí fui colocando o que tinha:  um bocado de frango desfiado, rodelas de cebola, cenoura ralada, e duas colheres de sopa de um requeijão de soja sabor provolone (juro) que comprei. Mas, olha, pode ser requeijão comum, palmito, queijo, ovo cozido, atum…vê aí o que você tem pra colocar na torta e coloca. Temperei com sal e cúrcuma (por isso o recheio tá amarelinho). Misturei, coloquei por cima da massa e salpiquei noz moscada por cima. O pulo do gato foi cobrir o recheio com dois ovos batidos. Pronto, foi ao forno até que o palito que coloquei no meio saísse praticamente limpinho e a borda já estivesse firme, mas sem queimar.

Pronto, ficou bonita e uma delícia! Vai fazendo aí, do seu jeitinho, inventa algo e depois me conta. Bom apetite!

P.S. Tem muita gente que faz a massa cozinhando o grão de bico e passando ele no processador depois. Mas, como a massa existe, resolvi fazer de modo mais prático.

Receita pra ficar mais jovem: filme de super-heroi

xmen apocalipse

capitão américa guerra civil

batman_vs_spman

Eu amo ir ao cinema, mas estava indo pouquíssimo nos últimos tempos – acho que de um ano pra cá, sei lá por qual motivo. Mas só ontem percebi um certo padrão: os últimos três filmes que fui ver em uma sala de cinema foram de super-heroi. “Superman x Batman”, “X-Men Apocalipse” e “Capitão América: Guerra Civil”. E que sensação boa, a de ver esses filmes!

Não vou me ater a qual achei melhor, por quem eu torci – herois x herois tá bem na moda, né? – ou a comparação das histórias nos filmes às dos quadrinhos, especialmente porque nunca fui muito de ler quadrinhos com histórias dos “super” – eu lia mais os da Disney e do Maurício de Sousa mesmo. Mas os filmes de Superman (especialmente os de Cristopher Reeve, da minha infância), os Batman da adolescência e até os desenhos dos Superamigos também de quando era criança fazem minha criança interior gritar de alegria e entusiasmo em mim a cada cena de ação. Como isso é bom! É um momento de pensar só naquilo ali mesmo, não cabe mais nada. Uma tensão que alivia a alma. Acho que até saí um tico mais jovem de cada sessão dessas.

Então, fica a dica pro caso de você estar atordoado nessa vida adulta que a gente leva, do peso da rotina: dê-se um tempinho de nada e corre pro cinema (Capitão América e X-Men ainda estão em cartaz), acesse seu Netflix ou qualquer outro meio da sua preferência e alcance e vá ver um filme de super-heroi. Se entrega à experiência, grita com o vilão, até aplaude no final, se der vontade. Pronto, é praticamente um soprinho de juventude na sua existência. . ;)

Os benefícios da Sardinha (+ receita de boteco)

Imagem: Comida di Buteco

Imagem: Comida di Buteco

Uma coisa que sempre me fascinou  – a ponto de eu ter pensado em ser nutricionista, um dia – é ver o que certos alimentos podem fazer pela saúde e beleza das pessoas. Um alimento que muita gente nem imagina que pode fazer tão bem é a sardinha.

A gente fala tanto no ômega 3 do salmão, tão caro, que nem se liga que a sardinha, peixinho bem mais barato, fácil de encontrar e que rende boas receitas, também é fonte de muita coisa boa: proteína, cálcio, vitaminas A, C e do complexo B, selênio, ferro e magnésio. Bom para o cérebro, para o coração para reduzir pressão e colesterol e até para a beleza! Não é à toa que esse peixinho foi eleito como um dos 150 alimentos mais saudáveis do mundo.

Então eu fiquei bem feliz quando a organização do festival Comida Di Buteco me enviou uma receita maravilhosa, de Sardinha ao Molho de Tomate, do Bar Sem Nome, que fica no bairro do Janga, aqui pertinho do Recife. Vê que delícia:

Ingredientes
1 quilo de sardinhas frescas
1/2 quilo de tomates
1 xícara (chá) de azeite
1 cebola picada bem miudinha
Sal
Limão
Alho
Louro
Pimenta do reino a gosto

Modo de preparo
Limpe as sardinhas, tempere com limão, alho, louro, sal e pimenta-do-reino. Ponha azeite no fogo e frite a cebola picada; junte os tomates e, quando estiverem bem derretidos, passe numa peneira. Volte ao fogo com as sardinhas temperadas e deixe cozinhar durante 30 minutos em fogo brando.

Simples, né? É isso mesmo e por isso tão gostoso! Isso acompanhado de uma cervejinha fica uma coisa maravilhosa, viu? Me animei pra fazer o prato no final de semana – quis compartilhar a receita com vocês antes mesmo de fazer, que é pra dar tempo de vocês também prepararem. Mas, caso você não queira preparar, corre lá no Bar Sem Nome, que esse é o prato servido por ocasião do Comida Di Buteco e o festival já acaba neste final de semana! Aproveita! É isso – bom final de semana. ;)

Lição de uma dançarina de 102 anos: boas lembranças

Essa senhorinha na cama é a Alice Baker, de 102 anos. Durante a época do Harlem Renaissance (Renascimento Harlem), movimento cultural que aconteceu nos Estados Unidos entre o final dos anos 1920 e inicio dos 1930, que atraía atenções para a cultura negra e seus artistas, ela era dançarina.

Então levaram para Alice alguns vídeos em que ela aparece dançando em várias apresentações – uma coisa realmente linda! Eis que ela não só se reconhece, como se anima bastante e acha tudo fabuloso! Mas fiquem atentos ao que ela diz: “Eu costumava dizer para mim mesma: ‘eu estou sendo paga para fazer algo que eu gosto de fazer e que faria de graça, simplesmente porque eu me divertia fazendo“.Aliás, em outro momento do vídeo (no 3:25), quando perguntada sobre o que sentiu em ver a si mesma dançando, nos vídeos, ela responde> “Eu gostaria de poder sair dessa cama e fazer tudo de novo“.

Enfim, investir em bons momentos, em fazer coisas que se gosta, como se pode ver, é importante não só no presente, mas também para ter boas lembranças no futuro! Uma boa lição para quem, com nós, está nesse início de fase dos anos “enta”. Que a gente cultive cada vez mais bons momentos, assim como os de Alice, para sorrir bastante, mais tarde.