Envelhecer e o Dilema da Beleza

aging

Li hoje um artigo do The NY Times, que achei bastante interessante. Escrito por Debora L. Spar, presidente da Barnard College, Faculdade de Artes que fica em Nova York, a acadêmica tem opiniões fortes, é feminista, inteligente como é de se esperar e traz à tona um dilema: conciliar feminismo e vaidade.

É assim: quem vive o chamado “pós-feminismo” (entenda, o feminismo já posto em prática):  ao mesmo tempo em que muitas mulheres não assumem se submeter a procedimentos cirúrgicos ou estéticos, não se aceita com facilidade os vincos nos rostos, peitos caídos ou fios brancos, por exemplo. Algumas até não fazem plástica, mas fazem preenchimentos com restylane, usam botox ou, pelo menos, pintam o cabelo – como se isso fosse tão diferente assim!

Mas se as mulheres lutam pra serem donas do próprio nariz não estariam no direito de fazerem o que quiserem? Ou será que fazendo isso não praticam indulgência pra agradar à sociedade? Será que se umas deixassem de fazer outras também não se sentiriam livres para seguir o exemplo? Mas quem teria coragem de começar e deixaria as rugas tomarem conta do rosto, sendo atriz famosa de cinema ou uma super executiva, por exemplo?

É esse o dilema idade x beleza que a autora traz e, como ela mesma diz, “trivial, mas, mesmo assim, doloroso”. E, digo mais, é cruel, porque ainda vivemos pensando nisso de “o que os outros pensam”, mesmo sem querer.

Aconselho a leitura. Ele está aqui. Se você não lê em inglês, copia, cola aqui no Google Tradutor que consegue. ;)

Plástica pra quê? – Entrevista!

cirurgia plastica

Esta semana tive um papo bem interessante com o cirurgião plástico pernambucano Ernani Coelho Alencar. Como as cirurgias têm sido cada vez mais procuradas para corrigir alguns problemas ou retocar partes do corpo para que as pessoas sintam-se melhores consigo e, ainda, estão mais acessíveis, achei por bem trazer essa conversa pra cá. Até porque depois dos 40, de acordo com o próprio médico, temos um público que já sabe no que quer ou não mexer no corpo e com poder aquisitivo pra fazer essas intervenções.

cirurgião plástico ernani coelho alencar

Vamos à entrevista

O que as pessoas com mais de 40 anos normalmente buscam quando pensam em fazer cirurgia plástica estética?

Hoje em dia as pessoas, especificamente, as mulheres de 40 anos são muito diferentes do que eram há alguns anos. Elas têm muito cuidado com o corpo, frequentam academia e fazem dieta. Entre os 35 e 40 algumas estão no pós última gravidez, então querem “arrumar a casa”, cuidar do que ficou fora do lugar, tirar o excesso de pele. É quando muitas colocam próteses nos seios e fazem lipoaspiração, este último também bem comum entre os homens, que querem tirar aquela gordurinha que não sai com facilidade na academia. 

Entre os 40 e os 50 anos é um momento de transição, em que algumas começam a se preocupar também com o rosto. No corpo, continuam as lipo, mas algumas, quando colocam as próteses de mama também já fazem a mastopexia, que é suspender os seios.

Quanto custa, em média, fazer uma cirurgia plástica, hoje?

Depende do local, da extensão e do que vai precisar, mas hoje, com 20 mil reais você faz plástica do que quiser, mesmo as combinadas (cirurgia de mais de uma parte do corpo, como próteses + lipoaspiração). É bem mais acessível do que muitos pensam. 

O que você destacaria de diferente entre as pessoas de 40 anos de hoje de um tempo atrás?

Há pouco tempo quem tinha 40 anos parecia mais com uma pessoa de 50. Hoje quem está por volta dos 40 anos de idade se confunde facilmente com quem tem 30 anos, especialmente no corpo, já que se cuidam bem. Como se cuidam mais, a pele é melhor e os resultados das cirurgias também se mostram cada vez melhores. A próxima geração, que hoje está começando os 20 anos, deveria ficar mais atenta aos de 40 de hoje, porque o sedentarismo e a obesidade estão aí, então é melhor se ligar logo. 

Quais são os motivos que levam alguém a passar por uma cirurgia plástica estética depois dos 40 anos?

Porque querem se sentir bem consigo, vestir uma roupa provocante, por exemplo, e se sentir bem. Algumas dessas pessoas até quiseram fazer antes, mas não tinham condições financeiras ou mesmo diziam que seria melhor “esperar” – por exemplo, erradamente se dizia que só poderiam fazer algum procedimento de mamas depois que engravidassem e tivessem filhos, quando até podem fazer antes. Os homens hoje também têm menos receio de assumir a própria vaidade. 

Depois dos 40 começam a se preocupar com o rosto. Na verdade, depois dos 45 anos vêm preocupações com rugas, linhas de expressão, flacidez do rosto.

O que mudou nas cirurgias plásticas de rosto?

A forma de fazer as cirurgias mudou, as técnicas são diferentes, menos invasivas. Aliás, de modo geral, as cirurgias são menos traumáticas e de recuperação mais rápida. No rosto, a pele não fica tão esticada, os resultados são bem mais naturais do que eram há algum tempo. Não ficam todos com um rosto padrão de quem fez plástica, tem-se um resultado bonito e harmônico, que é o que todos querem. Não querem ficar parecidas como uma pessoa famosa, mas apenas melhorar o que são. 

Por onde normalmente começam?

Normalmente é por algo simples, que não é cirurgia, como o botox. Hoje talvez poque popularizou, há quem fale mal de botox, digam que se usa sem precisar, mas é algo fantástico, nem cirurgia tem resultados tão bons e pode ser feito a cada seis meses, sem problemas.  Depois partem para outras coisas, como levantar pálpebras. 

O que destacaria nesse público de 40 anos?

Homens e mulheres, quando chegam nessa idade, sabem que não têm obrigação de dar satisfação a ninguém – se quer fazer, faz, não precisa pedir autorização a ninguém e nem precisa da opinião alheia. O paciente faz a cirurgia porque quer o melhor para si, querem se sentir bem consigo mesmos. Se há algo que incomoda, vão a um cirurgião plástico e mudam. 

É isso, gente. Não entendam a entrevista como um incentivo para que façam cirurgias plásticas, mas apenas um esclarecimento de como estão as coisas hoje e o que outras pessoas de 40 anos têm feito. Se está feliz do modo que está hoje, maravilha! Se tem vontade de fazer uma plástica, procure um bom profissional, cheque todas as referências e vá.

É lembrar que isso não vai resolver todos os seus problemas e que seus 20 anos não voltarão assim – mas, afinal, nós somos #Novos40, não precisamos voltar no tempo, precisamos é viver bem conosco!

  • O cirurgião plástico Ernani Coelho atende no Recife e em Caruaru e Petrolina. Você acha os contatos dele aqui.

Bridget Jones, Renée Zellwegger e o tempo

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No início dos anos 2000 eu era fã da Bridget Jones, personagem principal de dois livros escritos por Helen Fielding, que depois se tornaram filmes também bem-sucedidos. Assim como muitos leitores daquela época, fiquei entre a ansiedade e a apreensão, doida pra ler, quando soube que, 14 anos depois, Helen havia escrito um novo livro sobre a personagem: “Bridget Jones: Louca pelo Garoto”. Depois de toda essa expectativa eu o li e…não curti muito.

Talvez apenas não tenha me identificado, já que em “…louca pelo garoto” Bridget já tem mais de cinquenta anos (eu poderia jurar que tínhamos mais ou menos a mesma idade, só depois me liguei que eu devia ter 20 e poucos quando li os livros em que ela estava com 30 e poucos), é viúva (nem casei) e tem dois filhos pequenos, enquanto eu não tenho nenhum.

A impressão é que ela se tornou uma pessoa que não amadureceu: é relapsa com o trabalho e, em boa parte da história, também com os filhos. Parece mais preocupada com o próprio corpo e em como manter o namoro com o tal garotão do título (caso você não saiba, vou dizer algo que, a essa altura do campeonato nem é spoiler: Bridget ficou viúva) . Isso sem mencionar que a autora parece um pouco obcecada com vômito, gases e outras coisas assim. Enfim, não vou dizer que o livro é todo ruim, mas demorei um bocado pra achar partes que gostasse – até encontrei, mas, de modo geral, achei decepcionante.

Eu acho, que assim como Bridget, também há muita coisa em mim que não mudei e coisas que preciso amadurecer, mas eu creio que hoje seja melhor em vários aspectos, desde aquela época. Amadureci e melhorei em vários aspectos, entende? Por mais que esses nossos #novos40 (ou 50, no caso da personagem) nos permitam mais liberdade para ser imaturos, não se pode exagerar e a estrela do livro demora pra compreender isso.

Mas, enfim, se você leu os livros 1 e 2, acho que deveria lê-lo, apesar das críticas negativas – as minhas não foram as únicas – mesmo que seja de curiosidade em saber como continuou a saga da personagem. Não vá com muitas expectativas, mesmo que elas sejam apenas de gargalhar muito. Mas, se sair uma quarta parte, compraria apenas por pura curiosidade e nada mais. Se a sua opinião ao ler for diferente da minha, comenta aqui no post!

Falando em Bridget…

renée zewlegger 2014 bridget jones

Esta semana a atriz Renée Zelwegger, que estrelou os dois filmes sobre Bridget Jones, reapareceu em público, após um longo sumiço, e chocou muita gente. É que o rosto dela está tão diferente que houve quem não reconhecesse. Não tenho nada contra quem faz peelings, plásticas, aplicações e qualquer outro procedimento para se sentir bem com o próprio rosto ou corpo. Desde que esteja dentro de um limite razoável e a pessoa esteja feliz, acho ótimo, até. Mas nessa eu também estranhei bastante: ela não está apenas quase irreconhecível, ela aparenta estar bem mais velha do que realmente é – ela tem 45 anos, mas parece ter bem mais de 50, não acham? Bom, ela diz estar feliz, então ok, mas tudo que eu pensei quando vi a foto dela foi “já pode fazer o papel da Bridget cinquentona, inclusive a cena em que coloca Botox e não sai exatamente como queria”. rs

Em resumo: eu acho que Renée e Bridget tem algo em comum: o tempo não lhe foi muito favorável E você, o que acha dessa polêmica toda com as transformações do rosto dela? Além disso, você acha que curtiria um novo filme da trama? Aguardo os seus comentários!