Um dia de luxo e relax no day use do Enotel Porto de Galinhas

Você sabia que pode ter um dia de luxo e lazer em um bom hotel sem estar necessariamente estar hospedado no lugar? São os Day Use, que vários lugares adotam, para que a pessoa possa usufruir da estrutura de lazer do espaço. Na sexta-feira passada mesmo eu passei o dia com amigos do trabalho no day use do Enotel Resort Spa de Porto de Galinhas, aqui no litoral sul de Pernambuco – resort onde eu já havia ido, há alguns anos, mas que nunca havia visitado nesse esquema.

Cada resort ou hotel tem um tipo de day use, em que estão inclusos serviços que acham mais convenientes ao hóspede temporário. No caso do Enotel achei o mais vantajoso, em todos os sentidos: por 250 reais, simplesmente all inclusive, ou seja: usufruir das piscinas (muitas!), quadra, campo, além de todas as comidas e bebidas (inclusive importadas) do lugar. Diversão e satisfação certas!

Pra quem quer se dar ainda mais prazer, pode escolher, a partir de 80 reais, um dos programas do Leger SPA do resort e partir para o total relax! Aqui você vê o “cardápio” do day spa do Enotel…já começo a sonhar com esse relaxamento de novo só de olhar!

O Enotel foi recentemente ampliado e conta com quase 350 quartos, restaurantes temáticos, bar, boate, fitness center, quadras, campo de futebol, várias áreas para crianças e um sem número de piscinas – incluindo de ondas e de correntezas, daquelas pra ficar relaxando com a sua boia.

Eu e meus amigos do trabalho tivemos no Enotel a melhor confraternização de todos os tempos! Um dia inteiro usufruindo das piscinas, com bebidas e petiscos o dia inteiro, almoço, música, alegria, em um ambiente extremamente organizado e funcionários super prestativos e zero estresse. Se você, do alto dos seus Novos40, procura um lugar pra festejar, relaxar, ficar bem em uma das mais belas paisagens do Brasil, recomendo muitíssimo o lugar.

Serviço – www.enotelportodegalinhas.com.br/

Impressões sobre a Casa Cor Pernambuco

Há anos eu não visitava a mostra Casa Cor Pernambuco – edição estadual da maior mostra de decoração e arquitetura do país. Este ano, aqui no Recife, ela está em um casarão do século XIX, no elegante bairro das Graças, zona norte da capital pernambucana. Visitei a casa na semana passada e devo voltar outras vezes, pra rever detalhes, mas resolvi enumerar coisas que me chamaram mais atenção num primeiro momento:

  • O dourado voltou com tudo! Está nas torneiras, luminárias, lustres, almofadas e até em papeis de paredes. Vai dos tons mais discretos àqueles bem suntuosos, pra não deixar dúvidas que quer reinar. Mas, ao contrário do que possa parecer, não ficou over nem brega, está bem dosado em quase todos os ambientes, de modo elegante e sofisticado.
Ambiente de Zezinho e Turíbio Santos na Casa Cor (foto: fanpage do escritório dos arquitetos)

Ambiente de Zezinho e Turíbio Santos na Casa Cor (foto: fanpage do escritório dos arquitetos)

  • Enquanto muitos arquitetos e decoradores parecem ter medo de pesar na mão, e acabam optando pelo clean excessivo, Turíbio e Zezinho Santos – que trabalham juntos pela primeira vez na Casa Cor – trazem um ambiente quase kitsch. Veja isso como um elogio, pois senti o lugar como divertido, com sentimento, com cores, daqueles onde você até esquece que está numa mostra de decoração e é capaz de tirar os sapatos, sentar no tapete, encostar no sofá de estampa de samambaia e ficar escutando música e batendo um papo, de boas.
  • Não tem ambiente “fraco”. Se fosse uma competição seria bem difícil escolher um melhor. Todos se esmeraram em fazer o melhor.
  • Muitos ambientes têm sistema de automatização. Telões que parecem descer de lugar nenhum, aparelhos que podem ser programados para ligar e ser desligados antes mesmo que eu chegue em casa, temperatura do jeitinho que a quantidade de convidados que está na casa pede…enfim, uma gama de possibilidades que até pouco tempo atrás era inimaginável e que pode nos trazer muito conforto, comodidade e até segurança. Uma dessas empresas é a Morhar, que está em nada menos do que oito ambientes da Casa Cor Pernambuco! Vale curtir a página da empresa! ;)
  • Eu moraria lindamente no loft do hóspede de Humberto e Analice Zírpoli.
Foto: Gleyson Ramos para Casa Cor (fanpage Casa Cor)

Foto: Gleyson Ramos para Casa Cor (fanpage Casa Cor)

  • Os jardins da casa estão cheios de várias obras de arte popular que são do acervo pessoal do arquiteto Carlos Augusto Lira. Não é a todo momento que se tem o privilégio de ver essas peças, portanto, aproveite.
  • Falando nisso, o Sebrae está com uma loja para venda de obras de arte de artistas plásticos pernambucanos, dentro da Casa Cor. Talvez você perceba algo diferente algo do que está acostumado em relação a arte popular: peças contemporâneas. Desejei várias coisas por lá.
  • A Casa Cor é uma mostra que reúne arquitetura, decoração, paisagismo e tem vários outros profissionais envolvidos – pedreiros, marceneiros, artesãos, encanadores…fiquem atentos aos detalhes.

A Casa Cor está aberta ao público, com ingressos a 38 reais (19 reais a quem paga meia entrada). Mais que uma mostra de decoração, é sobre como vivem pessoas, é também para despertar ideias criativas e até para despertar também novos modos de pensar nosso jeito de viver – afinal, é sobre isso também que trata esse blog, não é? Veja mais na página da Casa Cor Pernambuco no Facebook.

Noite para dançar no Recife: Camaleão

noite dançar recife camaleão

Quando falo a respeito do blog pra pessoas de 40 anos é bem comum que alguém me peça pra fazer um post sobre lugares pra sair pra dançar, mas que não seja “cheio de gente novinha”. A verdade é que não sou de “sair pra dançar” e, nas raras vezes que faço isso, não me importo muito se está cheio de novinhos ou de gente bem mais velha, desde que eu esteja com meus amigos – e tá ótimo. Então posso ir pra uma Odara e pra um Clube das Pás (nunca fui, mas adoraria), que tá legal.

Mas, se é pra falar de um lugar “da night” recifense onde você certamente encontrará o povo entre 40 e 50 anos, este é o Camaleão. O bar existe há décadas e tem a seguinte proposta: lugar pra beber e dançar. A casa tem DJ e o som é, majoritariamente, de músicas (quase totalmente gringas…não lembro se tocou música brasileira) dos anos 80 e 90. Muito rock e pop, geralmente.

Então pode contar com gente soltando o gogó e dizendo “eita, lembro dessa!” e relembrando de momentos bacanas de anos passados.  É um lugar que já existe há tanto tempo que é comum que a gente se espante com um “nossa! ainda existe???” quando alguém convida pra ir pra lá.

O Camaleão cobra entrada (fui na sexta-feira da semana passada e estava por 25 reais), então já vá prevenido pra somar isso à conta do que vai consumir por lá. Se você tiver menos de 40, talvez fique entre os “caçulas” da casa. Sim, tem bastante gente paquerando e sendo paquerada, justamente por causa do tipo de público que o Camaleão recebe, mas não é nada ostensivo ou constrangedor. Pode ir de boa, que o objetivo ali é, principalmente, se divertir, cantar, dançar, de boas, tranquilamente, e passar bons momentos.

Pronto, já fica a minha sugestão pra você programar a sua night. Se liga na fanpage do bar pra ver a programação!

No Oficina tem lagosta a gosto!

Lagosta Coral - uma enorme e deliciosa entrada

Lagosta Coral – uma enorme e deliciosa entrada

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Lagosta é um prato muito fino, né, gente? Mesmo que a gente more no litoral, assim como eu, não podemos dizer que é um prato trivial, do dia a dia, normalmente ela é servida em ocasiões especiais mesmo.

Mas como eu acho que o dia especial é aquele que a gente resolve que quer que ele seja assim, achei excelente o convite pra conferir o cardápio do Festival Lagosta a Gosto, do restaurante Oficina do Sabor, dentro da proposta (maravilhosa) do projeto Sabores de Pernambuco da casa. Era uma terça e resolvi que seria a “terça feliz de ver gente bacana”, já que sabia que encontraria outros amigos por lá.

Lagosta Tropicália

Lagosta Tropicália

Veja só, um cardápio com entrada e prato principal à base de lagosta e, ainda, uma sobremesa divina (tudo de côco, que eu amo!) por 88 reais, tá ótimo, não tá?  Ainda dá direito a uma taça de vinho, pra brindar esse dia feliz! Se for com amigos, faz como eu: combina de a outra pessoa pedir um prato diferente, prova um pouquinho pra já ter ideia do que pedir na próxima vez que for (são três opções de entrada e três de principal). Tudo combina bem com quela paisagem incrível que o Oficina do Sabor proporciona (sério, vá até a varanda!).

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Aquele momento em que a sua sobremesa é, na verdade, cinco sobremesas de côco

Aquele momento em que a sua sobremesa é, na verdade, cinco sobremesas de côco

Não é uma baita programação? Então se liga, que o festival Lagosta A Gosto vai só até o dia 10 de setembro! A propósito: eu pedi o hambúrguer de lagosta de entrada e o clássico Lagosta ao Thermidor como prato principal e amei!

Clica aqui pra acessar a página do Oficina do Sabor no Facebook.

Turismo em Paulo Afonso e arredores do Velho Chico

paulo_afonso novos40 claudiagiane1Como viajar é bom, né? Fazia tempo que não aproveitava uns dias de folga pra fazer isso, mas foi o que fiz no feriadão de Tiradentes: fui para o Vale do São Francisco, aquela área linda que aparece na novela Velho Chico. Apesar de não ser tão longe do Recife, só havia ido ali uma vez, ainda criança, para o casamento de um tio – aliás, só havia ido à antiga Petrolândia (hoje inundada) e à usina hidrelétrica de Paulo Afonso, mais nada.

Como minha amiga Verônica, com quem eu trabalho, tinha a mesma vontade de ir àquela área e nadar no Velho Chico, fomos juntas. Primeiro passo: escolher que cidade seria a nossa base.  Aliás, pra quem não sabe: Paulo Afonso fica na Bahia, mas a área ali é como um grande círculo, já que é bem pertinho (do tipo que se confunde) com Petrolândia (PE), Delmiro Gouveia (AL), Canindé do São Francisco (SE) e até Piranhas (AL) – são algumas cidades do chamado “Vale do São Francisco”.  Escolhemos P.A. porque é a maior dentre essas, então seria mais fácil achar lugar pra hospedagem, empresas que fizessem os passeios, facilidades de que precisaríamos.

Primeiro passo – Passagens para Paulo Afonso

Compramos as passagens (ida e volta, logo, claro) de ônibus, pela Progresso, que faz a viagem Recife-Paulo Afonso diariamente, em ônibus leito (fomos nesse, excelente), executivo e comum (tivemos que voltar neste, por causa do horário…não é desconfortável, mas extremamente cansativo). Aliás, fizemos a compra das passagens com bastante antecedência, já que, com quatro dias de folga e, ainda, a fama proporcionada pela novela, poderia ficar difícil achar o que precisava, depois.

Tem aeroporto em Paulo Afonso, mas acho que só tem vôo de Salvador pra lá, hein – pelo menos foi o que achei na internet (fora quem tem seu próprio jatinho, claro rs). Obviamente você também pode ir de carro – as rotas saindo daqui do Recife são essas.

Segundo passo: hospedagem em Paulo Afonso

Também por causa  da possibilidade de não encontrar vagas, reservamos logo um hotel. Foi nosso maior investimento, já que escolhemos, por conveniência e conforto mesmo, o maior e mais caro hotel de P.A., o San Marino. Valeu a pena, o hotel é confortável, limpo, tem um café da manhã excelente (também tem almoço e jantar – este, buffet livre, a 22 reais). Além disso, o lugar é no centro da cidade, o comércio fica logo atrás. Aliás, devo dizer que reservar o hotel com antecedência foi acertadíssimo: estava acontecendo um encontro de motociclistas na cidade bem neste feriado e todos os hoteis ficaram lotados. Mas, sim, existem outros hoteis por lá, como o Belvedere e o Executive, então vale a pesquisa.

Terceiro passo: os passeios

Aconselho que marquem tudo antes de ir. Tivemos uma grande sorte: a Grace, que nos atendeu no San Marino, organizou os nossos passeios, como um “extra” do hotel. Não sei se faz isso sempre – suponho que sim, mas é bom perguntar. Apesar de ter vários atrativos turísticos, tivemos um pouco de dificuldade de nos fazermos entender o que queríamos ver e nos passarem informações precisas, sugestões do que seria melhor em pouco tempo e valores dos passeios. Isso se dá principalmente por um motivo: não estávamos de carro.

Assim,além de valores para ter um guia ou o ingresso de um atrativo, também tínhamos que acrescentar aí o valor para um táxi, um carro com motorista. Valeu muito isso tudo, até porque não dá pra chegar de ônibus comum ou a pé em grande parte dos atrativos. Não foi algo complicado, conseguimos resolver com a ajuda do pessoal do hotel (novamente), mas, se possível, vá de carro ou alugue um por lá.

Pra facilitar pra vocês, farei o que não encontrei antes de ir: um roteiro turístico em Paulo Afonso e arredores, no Vale do São Francisco. Se prepara que lá vem textão – ou melhor, um post gigantesco, quase um mini-guia.

Paulo Afonso

1º Dia – Ida para Paulo Afonso 

Como disse, fomos de ônibus rodoviário, tipo leito, pela Progresso. A passagem custou cem reais. O viagem sai do Recife às 23h30 (na verdade, atrasou meia hora) e chega lá mais ou menos seis horas e meia depois. Dormi a viagem quase toda, então o que posso dizer é que foi tranquilo (rs).

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2º Dia – Chegada em Paulo Afonso + passeios

Chegamos mais ou menos às seis e meia da manhã em Paulo Afonso e pegamos um táxi para o San Marino (dez minutinhos, apenas). Aconselho perguntar antes por quanto fica a corrida (não vi taxímetros!). Bem instalada no hotel, conversei com a Grace (gerente ótima do lugar) a respeito de passeios – e ela simplesmente articulou todos eles pra gente.

Como não havia a opção desse serviço no site do hotel, aconselho que, caso fique hospedada por lá, envie um e-mail e combine logo tudo. Basta dizer o que mais interessa (no meu caso: catamarãs com banho no rio São Francisco era a prioridade máxima) e pronto, tudo esquematizado. Não sai mais caro do que fazer isso passeio por passeio e evita qualquer estresse – havia ligado pra um grupo que organiza passeios antes, mas foi bem difícil entenderem que eu estava sem carro e não sabia os caminhos por lá. Tudo resolvido no próprio hotel, fomos ao nosso primeiro passeio:paulo_afonso novos40 claudiagiane 2016 3


Complexo hidrelétrico de Paulo Afonso – Era o único lugar em que lembrava de haver estado, um dia, em Paulo Afonso, ainda criança, quando fui ao casamento de um tio, na antiga Petrolândia (hoje inundada). Para visitar o lugar pagamos 140 reais (para duas pessoas) pelo guia com carro para nos levar lá e contar toda a história do lugar. O complexo de usinas tem duas coisas impressionantes: a própria natureza, com os cânions, cascatas, plantas, mandacaru em flor (“fulora” muito por lá, coisa mais linda!)  e a capacidade humana de fazer algo tão gigantesco.  Eu pensava principalmente em como, há décadas, quando aquela região era praticamente só mato e água, sem os equipamentos que temos hoje e totalmente sem segurança, foi possível começar aquilo tudo, o legado que deixaram! Uma coisa engraçada – estávamos lá na parte de cima do cânion, onde fica a hidrelétrica e ouvimos alguns gritos – eram uns meninos pulando na água, fazendo das piscinas naturais com dezenas de metros de profundidade o seu parque aquático – naquele calor todo e com a toda a expectativa em entrar no rio, eu meio que invejei, não vou mentir (rs). Enfim, vale a visita guiada, é bom conhecer a história da grande “usina de energia do Nordeste”.  Nos caminhos de ida à hidrelétrica e volta ao hotel fizemos um city tour rapidinho por outros pontos de Paulo Afonso – merecia um pouco mais de tempo, mas havíamos chegado neste dia, demoramos no complexo hidrelétrico e já havia outro passeio marcado para o período da tarde. Tente fazer isso com mais tempo.

  • Almoço – Como havíamos chegado neste dia, já tínhamos ido à hidrelétrica e precisaríamos sair rapidinho, almoçamos no próprio  San Marino. O almoço é à parte da hospedagem, claro. O hotel tem um restaurante com buffet no peso, aberto a todos, mesmo que não esteja hospedado. Gostei bastante.trilha_mochila paulo_afonso delmiro_gouveia alagoas deck são francisco velho cico claudiagiane novos40 2016
  • Passeio para Angiquinho + Trilha Mochila – Pode colocar o biquíni por baixo da sua roupa, que esse passeio termina em banho de rio, oba! Mais uma vez pagamos o guia + motorista pra ir (não lembro o preço – socorro! – mas acho que saiu mais de 100 reais por pessoa, viu?). Angiquinho é a primeira hidrelétrica da região, na cidade de Delmiro Gouveia – o nome é homenagem um dos pioneiros na industrialização do país. Queria ter conhecido melhor a cidade, pois foi lá que nasceu minha (já falecida) avó (paterna) Maria, no tempo em que a cidade se chamava “Pedra”. A usina foi criada para fins particulares – levar energia à indústria do próprio Delmiro, mas acabou fazendo muito mais. Praticamente só há ruínas, algumas casinhas e um ou outro maquinário por lá, mas, se no moderno complexo de Paulo Afonso eu já fiquei boba em como conseguiram fazer aquilo tudo, no começo das obras, ali fiquei de queixo caído só de imaginar que foi construído muito antes, sem suporte de CHESF nem nada. Pra quem ficou curioso, o Angico é uma árvore.  Favor não confundir com a Grota de Angicos, local onde morreu Lampião e quase todo o seu bando – esta fica em Sergipe e dá pra visitar através da Rota do Cangaço, que, infelizmente, não deu tempo de fazer. Mas em Angiquinho há uma gruta no meio de um cânion onde dizem que o rei do cangaço pode um dia ter se escondido. ATENÇÃO: para visitar Angiquinho é preciso estar acompanhado de um guia com autorização pra entrar na área – não basta ser credenciado. A que nos acompanhou se chama Quétila e eu recomendo muito, pode perguntar por ela onde ficar hospedado, que é bem conhecida por lá.  De lá fomos ao Trilha Mochila (, área às margens do rio São Francisco, que funciona como um parque, quase um clube – tem áreas para trilhas e, lá embaixo (lembre: área de cânions), junto ao rio, tem uma estrutura bacana de deck, serviço de bar, chuveiro – é aqui onde os barcos catamarãs saídos de Paulo Afonso param para os passageiros mergulharem no São Francisco. Lá estão sendo construídos chalés para, no futuro, quem quiser se hospedar por lá e até um tipo de carrinho para descer e subir a mega-ladeira que quem chega por terra enfrenta pra chegar ao rio – né brincadeira não, gente, são uns 90 metros de lá de cima até embaixo, em uma ladeira super-íngreme, não dá pra descer de carro ou moto (o único que enfrenta isso com um veículo é o Walter, dono do lugar, com uma camionete 4×4 onde peguei carona pra subir, morta de medo – mas a descida já havia me dado um estirão na coxa que durou toda a viagem rs). Aquele mergulho na prainha formada pelo Velho Chico…que coisa maravilhosa!
  • Jantar – Estávamos mortas de cansada – lembrem que viemos da viagem direto pro agito, era só nosso primeiro dia por lá! Então não fomos atrás de nada típico, nos contentamos em ir à delicatessen Boa Massa, que tem uma pizza ótima. Depois só descanso pra poder passear mais no dia seguinte.

 

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3º Dia – Catamarã de Paulo Afonso

Existem passeios de catamarã saindo de vários lugares, na região: Canindé do São Francisco, Piranhas e Paulo Afonso, os mais conhecidos. Foi dia de fazer o passeio que sai de P.A. O passeio custa 60 reais por pessoa – você contrata lá no Núcleo de Apoio ao Turista (grave esse lugar, é aí onde você consegue todas as informações que precisa), pertinho de onde eu estava hospedada e é de lá mesmo de onde saem as vans que levam até o cais de onde saem os barcos.Que coisa linda, passar entre os cânions gigantescos, ver aquela água verdinha, se ligar na profundidade daquilo ali. Aí  eu sou lembrada de que muitas daquelas áreas não eram como é hoje – lembre que ali é região de hidroelétricas, o que significa que houve inundações, o rio teve que mudar de curso, ciclos foram fechados e outros abertos. É tudo magnífico!

Dentro do catamarã há venda de petiscos e bebidas. Quando chega lá no Trilha Mochila, onde já havia ido, há uma parada para o banho de rio e aproveitar a estrutura do lugar – é mesmo melhor chegar de barco do que descer a ladeira andando, viu?.  O passeio todo dura entre três horas e meia a quatro horas – como saímos às 10h e pouco, a volta já se deu no meio da tarde, então não dava pra marcar mais nada. Fomos bater perna pelo comércio de Paulo Afonso mesmo – maior do que esperávamos, com lojas populares e algumas de grife.  Só não é fácil achar lugares que vendam souvenir, infelizmente (eu amo, mas não comprei nem unzinho).

Jantar – Havíamos pensado em conhecer algum bar ~de balada ~ de Paulo Afonso,mas como precisaríamos estar de pé às 5h e pouca da manhã no dia seguinte, pra fazer o passeio de catamarã por Xingó, ficamos ali por perto do hotel mesmo. Logo atrás do San Marino há um calçadão com vários barzinhos e um deles, bem simples, chamou nossa atenção: o “Pedaço da Bahia” só tem um prato no cardápio: acarajé! Com algumas variações, como com ou sem camarão ou caruru, por exemplo, mas era só isso. Casca fininha e crocante, bem recheado, muito bem temperadinho, foi excelente! Melhor parte? O acarajé completo com um refrigerante saiu por uns dez reais, mais ou menos (lá só aceita dinheiro vivo, nada de cartão ou tíquete-refeição).

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4º Dia – Catamarã em Xingó 

Esse era o grande passeio pelo qual esperávamos, eu e minha amiga: passeio de catamarã pelo rio São Francisco por Xingó – área de cânion que foi inundada depois da construção da hidrelétrica de Xingó, em Sergipe. A saída do catamarã é da cidade de Canindé do São Francisco, a 76km de Paulo Afonso. Isso é um problema pra quem não tem carro, que era o meu caso, pois como chegar lá? Bem, o passeio no catamarã custa 90 reais (vale muitíssimo), mas contando com um carro com motorista e guia pra lá, pode somar ai mais uns 240 reais (para as duas pessoas). Mas nós tivemos uma grande sorte: Grace, nossa “salvadora da pátria” do hotel San Marino, conseguiu pra gente duas vagas em uma excursão que havia chegado de Natal e faria justamente esse passeio – não nos cobraram nada, foi uma “carona” mesmo, só precisamos pagar pelo passeio de catamarã. Mão na roda, não foi?

É nesse passeio que você mais sente a grandiosidade do rio São Francisco. A lotação do catamarã é de 250 pessoas e ele tem guia narrando todo o caminho, serviço de bar, chuveiro e tem térreo e primeiro andar. Ele vai primeiro por um braço do rio, pra depois entrar nele de fato. Tem música especial pra esse momento e eu chorei de emoção, confesso. Em uma gruta no meio do cânion há uma imagem de São Francisco de Assis, o padroeiro do rio (no dia do santo, em 04 de outubro, acontece uma procissão de barcos ali que, imagino, deve ser uma coisa linda). O passeio vai até uma área segura para mergulhar, com piscinas naturais, devidamente cercadas e com redes embaixo, para que todos mergulhem. A piscina de crianças tem 1,5m de profundidade e a de adultos, até 10 metros. Tem coletes salva-vidas e boias tipo “espaguete” para todos. Lá também tem um passeio de barquinho a remo (10 reais) pra você chegar ainda mais pertinho do rio e dos cânions.

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Volta do catamarã ao ponto original, o restaurante Karrancas, onde almoçamos (38 reais, buffet livre – achei bem mais ou menos, viu? Talvez a la carte seja melhor). Lá também tem aluguel de equipamento para praticar stand up paddle e até passeio de helicóptero (140 reais, pouco mais de cinco minutos – não fui).

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De lá, uma ida até Piranhas (AL), cidade que serve de cenário para muitas cenas da novela Velho Chico (cheguei até aqui sem ter falado nela!) e que, de verdade, parece mesmo cenográfica, de tão linda e colorida. Lá nós visitamos o Museu do Sertão, que conta parte da história do cangaço, a central de artesanato (é a terra do bordado, mas, sinceramente, não tinha quase nada disso) e o mirante, de onde se tem uma vista espetacular! Experimente o sorvete de rapadura que vendem lá!

Pronto, daí foi voltar pro hotel – jantamos lá mesmo (22 reais, com buffet livre, muito bom!) e fomos descansar, exaustas do dia puxado e feliz.

Eu e minha amiga Verônica, já planejando a próxima viagem

Eu e minha amiga Verônica, já planejando a próxima viagem

5º Dia – Volta pra casa e planos para as próximas viagens

Voltamos para Recife – ônibus comum, com zilhões de paradas no caminho, bem cansativo, mas o leito só sairia à noite, com chegada na capital pernambucana apenas na manhã de segunda-feira, então não ia rolar. Viagem cansativa, mas tranquila – chegamos bem, é o que importa.

Na volta pensei em coisas que queria ter feito em Paulo Afonso e arredores, mas não deu tempo de fazer, como a Rota do Cangaço, visita à Casa de Maria Bonita, trilha do Umbuzeiro e talvez até bungee jump na ponte metálica D. Pedro II (que liga Paulo Afonso a Delmiro Gouveia, com 62 metros de altura). Mas pensei, principalmente, em como a viagem foi ótima, como o rio São Francisco é maravilhoso e, claro, em como quero viajar mais, conhecer novos lugares, perto ou longe daqui – e contar tudo a vocês. Espero que aproveitem essas dicas. Me contem de suas viagens, depois.