Conheça os “perennials”, as pessoas “sem idade”

Mulheres de 40 anos e mesmo 50, em grande número não se sentem de “meia-idade” – o que a gente já havia colocado aqui no blog algumas vezes, de outras formas, foi comprovado em pesquisa do Telegraph. A pesquisa foi feita com mais de 500 mulheres no Reino Unido, mas creio que reflete bem o que se passa aqui também.

Vi essa matéria no Telegraph graças à amiga Sam Shiraishi, do ótimo A Vida Quer, ela mesma na casa dos 40, como eu. Uma pesquisa mostrou dados interessantes: mais de 2/3 das mulheres que responderam acham que estão nos melhores anos de suas vidas, 59% sentem-se vibrantes e jovens como nunca e 84% apenas não se define pela idade. E, ainda, 80% acham que a sociedade não as vê como realmente são.

Muitas dessas mulheres não aparentam a idade que têm e não se identificam minimamente com o termo “meia-idade” como hoje se define. A pesquisa foi feita pelo grupo Super Human e uma das fundadoras, Rebeca Rhodes, acha que as empresas têm muito foco nos chamados millenials, mas esquecem o grande poder de compra de quem tem mais de 40 anos – algo grave, levando em conta que no Reino Unido 1/3 dos trabalhadores estarão acima dos 50 anos.O resultado? As mulheres mais velhas acabam usando produtos que foram desenvolvidos ao se pensar nas mulheres mais jovens.

O termo “meia-idade” está ficando obsoleto. As pessoas que têm por volta de 40 e 50 anos hoje são conhecidas como “perennials“. Pessoas de todas as idades, que têm amigos também de todas as idades, que curtem tecnologia, que sabem o que está acontecendo no mundo, são criativas, colaborativas, enfim, vivem de fato o mundo. Até o jeito de se vestir dessas pessoas não se identifica com o de “mais velhas” – até porque as que se sentem assim acabam por aparentar mesmo com mais idade. Não é que elas tenham que se vestir como “jovens”, mas usam um tipo de roupa que não tem idade, simples assim. As atrizes Julianne Moore, Emma Watson e Julia Roberts estariam nesse grupo “sem idade definida”.

As novas mulheres entre 40 e 50 anos têm mais confiança em si mesmas para trabalhar e emitir opinião, são ambiciosas (de modo positivo) e gostam de novos desafios, são ativas. No mesmo caminho, as empresas começam a definir seus clientes pelas preferências deles, não pela idade que têm – sem idade, como os perennials, cuja tradução, aliás, faz todo o sentido: são perenes. E, assim, as definições limitantes são ultrapassadas.

* A matéria completa sobre o assunto está aqui