Oficina do Sabor e Varanda lançam pratos da Boa Lembrança

Comer um prato gostoso e ainda levar pra casa uma lembrança que faça alusão àquela comida. É assim a dinâmica da associação da Boa Lembrança, que reúne restaurantes de várias partes do Brasil. Eu acho bem bacana, depois de comer algo bom levar pra casa o prato (louça) pintado com os ingredientes, assim nunca esqueço o que comi naquele lugar.

Camarão ao Coco Oco, do Oficina do Sabor

Esta semana teve um lançamento dois-em-um, de dois (ótimos) restaurantes, de uma vez só: o Oficina do Sabor, em Olinda, e o Varanda, que fica em Fernando de Noronha. Por questões de logísticas e pela amizade dos chefs das duas casas, César Santos e Auricélio Romão, o evento aconteceu no Oficina. O prato deste, aliás, é delicioso: Camarão no Coco Oco, fruto de experiências que César fez com a fruta ao longo dos últimos meses. Leva camarões, molho de coco do chef, legumes e é acompanhado por arroz de curry e purê de banana comprida (da terra).

Santo’s Santos Cesar, do restaurante Varanda

O prato de Auricélio para o Varanda já mostra a que veio antes mesmo da gente saborear: que perfume maravilhoso! O “Santo’s Santos Cesar” é uma homenagem que o chef faz ao amigo César Santos e traz uma releitura de pratos com peixes envolvidos na folha de bananeira que se encontra em Noronha: papillote de filé de peixe e camarão sobre cama de banana comprida e tomate, ao molho perfumado com leite, gengibre e curry. Sabor delicado e uma sensação de estar sendo maravilhosamente perfumada por dentro.

Tanto aqui no continente quanto lá no arquipélago há uma certeza: os pratos comprovam, mais uma vez, que os dois chefs são mestres na alquimia dos aromas e sabores.

No Oficina tem lagosta a gosto!

Lagosta Coral - uma enorme e deliciosa entrada

Lagosta Coral – uma enorme e deliciosa entrada

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Lagosta é um prato muito fino, né, gente? Mesmo que a gente more no litoral, assim como eu, não podemos dizer que é um prato trivial, do dia a dia, normalmente ela é servida em ocasiões especiais mesmo.

Mas como eu acho que o dia especial é aquele que a gente resolve que quer que ele seja assim, achei excelente o convite pra conferir o cardápio do Festival Lagosta a Gosto, do restaurante Oficina do Sabor, dentro da proposta (maravilhosa) do projeto Sabores de Pernambuco da casa. Era uma terça e resolvi que seria a “terça feliz de ver gente bacana”, já que sabia que encontraria outros amigos por lá.

Lagosta Tropicália

Lagosta Tropicália

Veja só, um cardápio com entrada e prato principal à base de lagosta e, ainda, uma sobremesa divina (tudo de côco, que eu amo!) por 88 reais, tá ótimo, não tá?  Ainda dá direito a uma taça de vinho, pra brindar esse dia feliz! Se for com amigos, faz como eu: combina de a outra pessoa pedir um prato diferente, prova um pouquinho pra já ter ideia do que pedir na próxima vez que for (são três opções de entrada e três de principal). Tudo combina bem com quela paisagem incrível que o Oficina do Sabor proporciona (sério, vá até a varanda!).

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Aquele momento em que a sua sobremesa é, na verdade, cinco sobremesas de côco

Aquele momento em que a sua sobremesa é, na verdade, cinco sobremesas de côco

Não é uma baita programação? Então se liga, que o festival Lagosta A Gosto vai só até o dia 10 de setembro! A propósito: eu pedi o hambúrguer de lagosta de entrada e o clássico Lagosta ao Thermidor como prato principal e amei!

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“Comida Di Buteco” Recife mostra campeões

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Ontem eu fui à festa de premiação do festival gastronômico Comida Di Buteco daqui do Recife. O concurso, que acontece em outras 19 cidades brasileiras tem uma dinâmica bacana: é escolhido um boteco de cada lugar e, depois, entre esses, é escolhido o melhor do país. Nos concursos locais leva-se em conta fatores que fazem o sucesso de todo boteco: petisco gostoso, bebida gelada, atendimento atencioso.

Quem acompanha o Instagram do Novos40 (segue aí!) viu o resultado, que postei ontem em tempo real. Quem não viu, repito de novo aqui:

  • Em terceiro lugar, Whiscritório, com o petisco carré suíno
  • Em segundo lugar, a Bodega de Seu Artur (mais conhecido como “Bar do Artur”), com o famoso cupim recheado
  • Em primeiro lugar, uma surpresa e um prato bem simples: deu Confraria do Seu Perninha, com o feijão preto com patinho e costela suína.

A surpresa é que Seu Perninha também foi campeão da edição 2015, no Recife. Nem ele acreditava que ganharia: “Eu não esperava. Não com esse prato, tão simples”, me disse  o “seu Zé Perninha”, em conversa, ontem. Mas, logo na sequência, ele mesmo mostrou o “segredo do sucesso” da casa: “a comida é boa, a bebida é gelada e o atendimento é rápido e atencioso”. E o que mais a gente quer num boteco, né, gente? É isso mesmo! Agora ele vai levar o prato pra competir com botecos de outros estados.

Uma coisa que todos os donos de botecos comentavam era como o festival aumenta a quantidade de clientes das casas. Isso é bem bacana e que me faz ter um carinho especial pelo Comida Di Buteco, já que normalmente os donos são pessoas simples e é comum que seus estabelecimentos sejam a única ou, pelo menos, principal fonte de renda da família – seu Perninha mesmo ressaltou que os filhos trabalham com ele. Ou seja: se o movimento aumenta, a renda também sobe. Isso é muito legal! Eu curti bastante ser jurada do festival.

Bem, a edição local do Comida Di Buteco 2016 acabou, mas se você quiser conhecer os botecos que participaram, tem a lista completa aqui.