Aquelas séries com referências aos anos 80 e 90

Vibes retrô sempre rolam, de tempos em tempos, né? Mas ultimamente tem acontecido uma coisa bacana nas séries de TV: referências a décadas que a gente, de 40 anos, conhece bem por ter vivido!  Dá uma olhada:

Stranger Things

Quem assina Netflix, provavelmente, viu. A série se passa em 1983 e faz referências a vários filmes de sucesso da própria década de 80, como ET, Conta Comigo, Contatos Imediatos e outros. Aqui tem um vídeo com as várias referências, bem bacana:

References to 70-80’s movies in Stranger Things from Ulysse Thevenon on Vimeo.

The Get Down

the get down

Essa série, novinha em folha, também da Netflix, vai um tiquinho de nada mais longe do tempo: 1977.  O ambiente é o bairro do Bronx, em Nova York, bem decadente e violência e marginalização em alta. A série tem foco na cena musical: a disco dancing começava a dar lugar ao hip hop. Claro que, por esse motivo mesmo, do hip hop, a pegada de mostrar os movimentos sociais e políticos, discursos e ações (como o grafite e outros elementos da cultura underground) aparecem com bastante força. Muito bacana, ver mais ou menos como eram as coisas quando o ritmo tomava seu lugar no mercado.

Unbreakable Kimmy

unbreakable kimmy

É uma comédia bem nonsense. A trama se passa em torno de Kimmy, que, depois de ter sido sequestrada e passar 15 anos presa em um esconderijo subterrâneo com outras mulheres e um pastor doido, volta ao mundo real, muda-se pra Nova York e tem que reconstruir a sua vida, se adaptando ao que há de novo. Como quando Kimmy foi sequestrada ela ainda era uma adolescente, ela é um bocado boba e faz muitas referências a coisas da década de 90, como a série Fraisier, o filme Rei Leão ou o uso de muitas cores neon/fluor. Eu gosto de humor nonsense, mas a série ainda tem outras pegadas bem bacana: uma é a do otimismo e outra, que a personagem “prega”, de você ser o que quiser ser, desde que seja pra ser feliz.

Apenas um Show

apenas um show

Passa no Cartoon Network, mas acho bem o tipo de “desenhos para adultos” (como Simpsons, Futurama e outros, sabe?). É daqueles programas tão psicodélicos que ~tenho pra mim ~que esse pessoal toma/fuma/bebe/cheira/come/passa no corpo ~uma coisinha~ quando faz os roteiros. Só pode ser, minha gente! Pode conferir, que tem muitas referências aos anos 80, especialmente ao cinema.

Então é isso, se dá aquela nostalgia, mesmo de tempos em que éramos apenas crianças, mas que nos trazem coisas à memória, basta ligar a TV ou Netflix ao seu alcance pra, pelo menos na sua imaginação, reviver aqueles momentos.

Advanced Style – o documentário

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Vocês já viram o documentário Advanced Style? É de 2014, mas vi ontem, na Netflix. É um trabalho do fotógrafo Ari Seth Cohen, que tem um blog de mesmo nome, que mulheres de idade bem avançada mesmo – “advanced age” – com muito estilo – daí o “Advanced Style”.

É um trabalho interessante não só por mostrar pessoas idosas que se vestem de modo elegante e/ou extravagante, mas porque tem uma baita lição de vida, resumida em: vou ser feliz e não dou a mínima para quem não gostar. Elas são incríveis e deixam bem claro: se vestem daquele jeito porque se sentem bem. Elas são inspiradoras, isso sim! A melhor parte é que nem é necessário passar dos 60 anos pra seguir o exemplo, seja de moda ou de MODO de viver. Só pra você ter uma ideia, pesquei essas frases inspiradoras do documentário:

“Eu nunca quis parecer mais jovem, eu quis parecer ótima!”  (Joyce Carpati, 80*)

“Quando uma pessoa envelhece. Não é para se criticar tanto. Eu nunca fui crítica demais em relação a mim mesma, porque eu sentia “bem, é isso que eu sou e nao há nada que eu possa fazer a esse respeito” (Zelda Kaplan, 95)

“Eu me visto todos os dias para o teatro da minha vida” (Lynn Dell, 80)

Algumas dizem que não eram assim quando mais jovens, que só se sentiram mais autoconfiantes e com autoestima em alta quando já estavam na casa dos 70! Ou seja: nós, que estamos na casa dos 40, estamos em tempo de mudar o que não agrada em nós mesmos.

Dê um jeito de ver esse documentário agora! Vai ser bom para você. Veja o trailer abaixo:

Homens, não fiquem enciumados, parece que uma versão masculina do documentário já está sendo preparada. Há outros blogs com essa temática, também bem bacanas – depois trago aqui. Enquanto isso, visite o Advanced Style.

* idades à época em que o documentário foi gravado

Jane Fonda fantástica na W Magazine

jane-fonda-cover-W magazine

Ela já passou dos 40 há tempos. Aliás, não faltam muitos anos para ter o dobro disso. A atriz Jane Fonda, aos 77 anos, está soberba na capa da W. Magazine! E só agora ela recebe um título que até então desconhecia: o de ícone da moda. Vi em algumas entrevistas que ela está achando isso ao máximo, principalmente porque nunca se achou “da moda”.

O estilo dela fora das telas até pode ter sido sempre mais despojado, mas desde sempre – especialmente em Barbarela – Jane Fonda é ícone de moda, sim. O segredo para escolher o que usa ela diz que é saber exatamente o que gosta ou não gosta no seu corpo – dica sempre válida pra todo mundo.

A atriz está em evidência por causa da série “Grace & Frankie”, que faz com a amiga Lily Tomlin, onde fazem o papel de duas mulheres septuagenárias que são abandonadas pelos maridos e tem que se “reinventar”. É uma comédia e o trabalho reedita a parceria entre as duas amigas, que vem desde “Como eliminar seu chefe”, de 1980.

Aliás, na entrevista à W Magazine Jane falou das vezes que também se “reinventou”, por vários motivos – dinheiro, carreira, amor, divórcios. Uma dessas “viradas” aconteceu quando já estava com 63 anos. Ativista, talentosa, bonita, inteligente, simpática e consciente do seu potencial – Jane Fonda é um exemplo de pessoa de atitude. Assim como ela existem muitas pessoas – homens e mulheres – assim, super ativos aos 70 anos – bem diferente do que se imaginava de um septuagenário anos atrás. Então nós, na casa dos #Novos40, também podemos mostrar que ter quatro décadas hoje também é bem diferente do que se imaginava há alguns anos. Que tal?

Confira a matéria completa sobre Jane Fonda no site da W. Magazine.