Impressões sobre a Casa Cor Pernambuco

Há anos eu não visitava a mostra Casa Cor Pernambuco – edição estadual da maior mostra de decoração e arquitetura do país. Este ano, aqui no Recife, ela está em um casarão do século XIX, no elegante bairro das Graças, zona norte da capital pernambucana. Visitei a casa na semana passada e devo voltar outras vezes, pra rever detalhes, mas resolvi enumerar coisas que me chamaram mais atenção num primeiro momento:

  • O dourado voltou com tudo! Está nas torneiras, luminárias, lustres, almofadas e até em papeis de paredes. Vai dos tons mais discretos àqueles bem suntuosos, pra não deixar dúvidas que quer reinar. Mas, ao contrário do que possa parecer, não ficou over nem brega, está bem dosado em quase todos os ambientes, de modo elegante e sofisticado.
Ambiente de Zezinho e Turíbio Santos na Casa Cor (foto: fanpage do escritório dos arquitetos)

Ambiente de Zezinho e Turíbio Santos na Casa Cor (foto: fanpage do escritório dos arquitetos)

  • Enquanto muitos arquitetos e decoradores parecem ter medo de pesar na mão, e acabam optando pelo clean excessivo, Turíbio e Zezinho Santos – que trabalham juntos pela primeira vez na Casa Cor – trazem um ambiente quase kitsch. Veja isso como um elogio, pois senti o lugar como divertido, com sentimento, com cores, daqueles onde você até esquece que está numa mostra de decoração e é capaz de tirar os sapatos, sentar no tapete, encostar no sofá de estampa de samambaia e ficar escutando música e batendo um papo, de boas.
  • Não tem ambiente “fraco”. Se fosse uma competição seria bem difícil escolher um melhor. Todos se esmeraram em fazer o melhor.
  • Muitos ambientes têm sistema de automatização. Telões que parecem descer de lugar nenhum, aparelhos que podem ser programados para ligar e ser desligados antes mesmo que eu chegue em casa, temperatura do jeitinho que a quantidade de convidados que está na casa pede…enfim, uma gama de possibilidades que até pouco tempo atrás era inimaginável e que pode nos trazer muito conforto, comodidade e até segurança. Uma dessas empresas é a Morhar, que está em nada menos do que oito ambientes da Casa Cor Pernambuco! Vale curtir a página da empresa! ;)
  • Eu moraria lindamente no loft do hóspede de Humberto e Analice Zírpoli.
Foto: Gleyson Ramos para Casa Cor (fanpage Casa Cor)

Foto: Gleyson Ramos para Casa Cor (fanpage Casa Cor)

  • Os jardins da casa estão cheios de várias obras de arte popular que são do acervo pessoal do arquiteto Carlos Augusto Lira. Não é a todo momento que se tem o privilégio de ver essas peças, portanto, aproveite.
  • Falando nisso, o Sebrae está com uma loja para venda de obras de arte de artistas plásticos pernambucanos, dentro da Casa Cor. Talvez você perceba algo diferente algo do que está acostumado em relação a arte popular: peças contemporâneas. Desejei várias coisas por lá.
  • A Casa Cor é uma mostra que reúne arquitetura, decoração, paisagismo e tem vários outros profissionais envolvidos – pedreiros, marceneiros, artesãos, encanadores…fiquem atentos aos detalhes.

A Casa Cor está aberta ao público, com ingressos a 38 reais (19 reais a quem paga meia entrada). Mais que uma mostra de decoração, é sobre como vivem pessoas, é também para despertar ideias criativas e até para despertar também novos modos de pensar nosso jeito de viver – afinal, é sobre isso também que trata esse blog, não é? Veja mais na página da Casa Cor Pernambuco no Facebook.

Ziraldo e a Turma do Pererê

ziraldo exposição pererê do brasil recife

Daquelas coisas que fizeram parte da infância de quem já passou dos 40, uma das mais queridas – pelo menos pra mim – é a Turma do Pererê, de Ziraldo. Eu, que sempre fui louca por histórias em quadrinhos desde os tempos que eu chamava gibi de “revistinha” e nem sonhava em dizer “agáquê”. Quem leu, sabe: é a turminha mais brasileira dos quadrinhos.

Quem lembra com saudades do famoso saci, da onça Galileu, do coelho Geraldinho, do macaco Alan e de todo o restante da turma e está pelo Recife, aproveite: a Caixa Cultural está com a exposição “Pererê do Brasil”, em que os visitantes encontram desenhos originais, capas de todas as revistinhas, campanhas publicitárias, produtos e mais um bocado de coisas bacanas que fazem qualquer #novos40 relembrar da infância. Claro que a mostra também é bacana pra levar crianças, mesmo as que não conhecem as historinhas, pra também se apaixonarem pelo trabalho de Ziraldo – daí pra Menino Maluquinho, Professora Maluquinha e outras coisas mais é um pulo.

ziraldo 2

ziraldo

Então, se você está aqui pela capital pernambucana, fique ligado: a exposição “Pererê do Brasil” está na Caixa Cultural, no Recife Antigo, até o dia 08 de maio. A entrada é gratuita (e pergunta se ainda tem o catálogo da mostra, que é em forma de gibi, bem bacana). Eu fui ontem mesmo porque queria pegar autógrafo de Ziraldo. Consegui e ele ainda escreveu “Um beijão para a Claudinha” que me encheu de alegria. :)

Veja mais informações sobre a mostra aqui.

Cientistas descobrem a “idade real”

pessoas mais velhas saudáveis

Você pode não ter chegado ainda aos 40 anos. Ou já ter passado dessa idade há muito tempo, apesar do que diz a sua certidão de nascimento. É que cientistas britânicos divulgaram esses dias que desenvolveram um exame de sangue simples que poderia “dizer” qual a verdadeira idade de uma pessoa – do seu físico, na verdade. Isto significaria que a idade que você tem cronologicamente seria apenas um número sem tanto significado (a gente sempre soube disso, né?).

Pois bem, os cientistas do King’s College London, em parceria com outras instituições, depois de um estudo de sete anos, conseguiram identificar sinais que mostram quanto uma pessoa estaria ou não envelhecendo bem e se teria sinais de desenvolver doenças relacionadas à idade.  Detalhe: a real idade mostrada nesse estudo independe do estilo de vida da pessoa que faz esse teste de sangue, é algo puramente genético mesmo.

O teste, que pesquisa 150 genes, poderia prever Alzheimer e demência antes mesmo que se desenvolvessem, por exemplo. Isso pode ajudar a desenvolver tratamentos para prevenir esses males. O desenvolvimento desse trabalho pode resultar em tratamentos que podem prolongar a boa saúde até que as pessoas se tornem – também cronologicamente – mais velhas, algo que interessa a todos, pois resultaria em uma sociedade – que está envelhecendo, em todo o mundo – mais saudável.

Veja mais sobre a pesquisa no site do King’s College.