A crise dos 41

Enfim voltei com o blog! Foram muitos dias sem nada novo aqui. Junte um computador que vai e volta do conserto há mais de um mês (obrigada, Dell!), com muito trabalho, dias de carnaval e uma crise pessoal, que o resultado é mais ou menos esse: poeira. Meu aniversário de 41 anos caiu no sábado de carnaval. Brinquei que a festa nas ruas era em minha homenagem, estava encarando tudo otimamente bem (ganhei até “parabéns pra você” embaixo do dragão do Eu acho é Pouco, veja só).

Mas, no dia seguinte, me bateu a crise. Aquela que não tive ao fazer 40 e não poderia imaginar – porque estava bem mesmo, até então – apareceria em algum momento. Em um domingo de carnaval depois de uma bebedeira me senti velha, feia e gorda, ultrapassada. Não sei se isso estava lá no meu subconsciente e decidiu se mostrar ou era apenas a minha mente tentando me trolar. Pode ter sido a depressão (sim, eu tenho, normalmente bem sob controle) querendo “se amostrar”. O que sei é que pegou pesado e me derrubou.

Porém, me derrubou mesmo por um dia só. Se tem uma coisa que quando a gente chega aos 40 anos sabe mais do que quando se é mais jovem é a começar a separar as coisas sérias das bobagens e este era um desses casos. Não dá pra perder tempo com coisa ruim. Então tratei de colocar a cabeça no lugar, me mandei para outros blocos de carnaval, descansei, voltei ao trabalho (depois de uns dias de feriado) e pronto, estou de volta! Me recuperando, ainda, mas enfrentando com firmeza até me reencontrar como a pessoa que disse que “os 40 anos não são os novos 30; são 40 mesmo, mas de um jeito diferente, melhor”. Vamo que vamo, que os 40 anos foram surpreendentemente bons e espero que esse 41 seja ainda melhor!