100 Anos e Correndo

Foto: Purpose2Play

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Ida Keeling é americana do Bronx (NY) e é corredora. Mais que isso: ela é campeã norte-americana nos 60 metros rasos, entre mulheres de 95 a 99 anos. Ida tem 100 anos! Ela está prestes a participar de uma competição de 100 metros rasos e espera, assim, espera estabelecer um novo recorde para mulheres acima dos 100 anos. Nem sempre ela competiu – afinal, quando criança, não havia muito espaço para meninas negras praticarem esportes.

Aliás, ela não teve uma vida fácil: passou, junto com a família, pela Grande Depressão americana, já adulta perdeu o marido ainda bem jovem, criou os filhos sozinha, foi ativista, perdeu dois filhos, enfim, passou por barras bem pesadas. Quando menina ela já corria, mas só foi voltar a fazer isso e levar mais a sério quando já estava com mais de 60 anos de idade.

Ela corre, é campeã e não pretende parar tão cedo! Daqui dos meus humildes 42 anos quase sedentários (especialmente se comparar com a vida de Ida) só penso que ainda está em tempo de começar a minha vida de atleta, mas que eu deveria começar isso “correndo”! Olha aí o vídeo que o NY Times fez com ela e vê se você não sente o mesmo!

A Bela Velhice – vídeo

O tamanho da vaidade no Brasil. De um lado, algo positivo: a mulher brasileira investe cada vez mais em si mesma. De outro, o negativo: uma insatisfação eterna consigo. Aceitar o processo de envelhecimento ou tentar se “congelar” no tempo? Esse vídeo da antropóloga e escritora Miriam Goldenberg é bem curtinho, tem menos de cinco minutos, mas faz pensar um bocadinho a este respeito. Olha só:

a bela velhice | com mírian goldenberg from Henrique Lukas on Vimeo.

O vídeo trata do livro “A Bela Velhice”, de autoria da própria Miriam Goldenberg e lançado em 2013. Na obra ela trata do envelhecimento da sociedade, do significado de “envelhecer” na nossa cultura, sobre felicidade na velhice, ao mostrar que a “bela velhice” está ligada a um “belo projeto de vida”.

Taí um livro que preciso ler, afinal, estou envelhecendo – não a partir dos 40, mas desde que nasci, assim como você e qualquer outra pessoa, certo?