As lições das mulheres dos cabelos coloridos

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Viu um monte de jovenzinho por aí de cabelo colorido, teve vontade de fazer igual, mas aí pensou “não tenho mais idade pra isso” e deixou pra lá? Besteira sua! O Huffington Post fez uma matéria ótima mostrando cinquentonas que decidiram deixar as madeixas mega-coloridas.

Não que elas precisem justificar alguma coisa* (se liga asterisco, falo mais sobre isso), mas o maior motivo pra colocar um arco-íris na cabeça é bem simples: é divertido. Como disse a escritora best-seller Amy Tan: “To hell with ‘aging gracefully.’ I’m doing it for myself. It’s fun.” (Vá pro inferno com ‘envelhecer graciosamente’. Eu estou fazendo por mim mesma, é divertido”). Por enquanto não tenho essa vontade de colorir, não, mas como eu acho que se divertir consigo mesmo é sempre muito bom, não descarto.

O mesmo diz Marcia Kester Doyle (na foto acima), de 56 anos, blogueira do “Menopause Mother”:

“I colored my hair these unique shades because it sends a clear message — that a woman my age is still allowed to be FUN. I spent too much of my life trying to fit the mold and please others. Now that I’m older, I do whatever I want and worry less about what others think. My new hair color makes me feel younger, confident and sexy. At our age, we shouldn’t have to worry about what others think. Life is short — enjoy the ride.”

(“Eu colori meu cabelo com esses tons únicos porque passam uma mensagem clara: que ainda é permitido que uma mulher na minha idade se divirta. Eu passei muito tempo da minha vida tentando me moldar pra agradar os outros. Agora que estou mais velha, eu faço o que quero e me preocupo menos com o que os outros pensam. Minha nova cor de cabelo me faz me sentir mais jovem, confiante e sexy. Na nossa idade a gente não deve mais se preocupar com o que os outros pensam. A vida é curta – aproveite a jornada”)

É o mesmo que eu penso quando, no carnaval, saio com minhas plumas no cabelo e purpurina no rosto ou, como coloquei esta semana no Snapchat (segue aí: claudiagiane), que o reaparecimento dos meus cachos nos cabelos, fazento “toin oin oin” me fazem rir – e rir de si é algo fundamental pra ter uma vida mais leve, você sabe.

A matéria completa do Huffington Post traz SETE mulheres de cabelos coloridos e seus depoimentos e você pode vê-la aqui. Mas eu não poderia terminar esse post sem colocar pelo menos uma foto da nossa diva brasileira dos cabelos coloridos, Baby do Brasil, que aos 63 anos continua sendo um arco-íris ambulante. ;)

baby do brasil

Lição de uma dançarina de 102 anos: boas lembranças

Essa senhorinha na cama é a Alice Baker, de 102 anos. Durante a época do Harlem Renaissance (Renascimento Harlem), movimento cultural que aconteceu nos Estados Unidos entre o final dos anos 1920 e inicio dos 1930, que atraía atenções para a cultura negra e seus artistas, ela era dançarina.

Então levaram para Alice alguns vídeos em que ela aparece dançando em várias apresentações – uma coisa realmente linda! Eis que ela não só se reconhece, como se anima bastante e acha tudo fabuloso! Mas fiquem atentos ao que ela diz: “Eu costumava dizer para mim mesma: ‘eu estou sendo paga para fazer algo que eu gosto de fazer e que faria de graça, simplesmente porque eu me divertia fazendo“.Aliás, em outro momento do vídeo (no 3:25), quando perguntada sobre o que sentiu em ver a si mesma dançando, nos vídeos, ela responde> “Eu gostaria de poder sair dessa cama e fazer tudo de novo“.

Enfim, investir em bons momentos, em fazer coisas que se gosta, como se pode ver, é importante não só no presente, mas também para ter boas lembranças no futuro! Uma boa lição para quem, com nós, está nesse início de fase dos anos “enta”. Que a gente cultive cada vez mais bons momentos, assim como os de Alice, para sorrir bastante, mais tarde.