A Dieta da Rainha

O Business Insider publicou esses dias a dieta da rainha Elizabeth, da Inglaterra, que está com 90 anos de idade. Será que está aí o segredo da longevidade dela? Dá uma olhada:

Desjejum – chá (sem leite ou açúcar) e biscoitos

Café da manhã – Frutas e cereais, principalmente. Entre os cereais, aveia Quaker, Kellog’s e Weetabix. Algumas vezes também tem torradas com geleia e/ou ovos mexidos com salmão defumado.

Aperitivo – Hora dos bons drinks. Antes mesmo do almoço ela toma um Gordon’s gin com Dubonnet, com uma fatia de limão e gelo.

Almoço – Peixes grelhados (ou frango) e salada. Nunca batata, arroz ou massas.

Chá – Um lanche, com sanduíches (de pepino, salmão defumado, maionese de ovos, presunto com mostarda). bolos (o bolo esponja sempre está lá) e scones (um tipo de pão) e biscoitos.

Jantar – Carnes de boi, faisão ou de veado com molhos de cogumelo ou de uísque são bem comuns. De sobremesa é bem comum ter frutas, como morangos ou pêssegos (estes, colhidos no pomar do castelo de Windsor). De vez em quando também tem chocolates – entre as marcas preferidas estão Charbonnel et Walker, Prestat e também Cadbury ou Nestlé.

Antes de dormir – Uma taça de champanhe, que ninguém é de ferro, né?

Os produtos, claro, são de alta qualidade. O palácio costuma comprar produtos de fazendeiros locais. Como se vê, várias refeições, pouco carboidrato (exceto na hora do chá) e um drinquezinho podem ser os segredos para que a rainha esteja tão bem aos 90 anos.

Restrição calórica, mais tempo de vida

Macacos da mesma idade, mas o da esquerda visivelmente com aparência mais jovem – foto da Winsconsin-Madison University

A dieta da restrição calórica, do jejum intermitente, está longe de ser um consenso entre médicos, tanto no que se refere ao emagrecimento saudável quanto aos benefícios mesmo ao organismo. Mas, veja só, cientistas de dois laboratórios, o da Universidade de Winsconsin-Madison e National Institute of Aging, ambos nos Estados Unidos, uniram forças e chegaram à una conclusão: uma dieta restritiva pode prolongar a vida.

O estudo foi feito com mais de 200 macacus rhesus e concluiu que aqueles que comiam menos viviam mais e tinham menos problemas de saúde. Porém com alguns pontos:

  • Só funcionou em macacos já com mais idade – nos jovens não fez diferença – acho isso importante, algo que você pode fazer quando já tem certa idade, não quando é “tarde demais”.
  • Não é só uma questão de restrição calórica, mas também do que se come, se tem menos ou mais açúcar, por exemplo
  • Quando se fala em restrição calórica é restringir mesmo, comer pouquíssimo!

A pesquisa, vale repetir, foi feita com macacos. Ainda faltam mais pesquisas com humanos para saber como reagiriam, mas essas já estão em andamento. Além disso, a espécie de macacos pesquisada, rhesus, tem mutas semelhanças com humanos. Será que o futuro da longevidade é comer menos? Mais que isso: estão dispostos a isso?

Receita: Torta salgada com massa de grão de bico

torta salgada com massa de grão de bico

Tenho aproveitado minhas férias (vão até dia 14, portanto podem me convidar pra passear, viajar, me divertir rs) para, entre outras coisas, cuidar da saúde. Depois escrevo um post mais detalhado, mas estou tentando seguir (com uma escapadinha ou outra, rara) uma alimentação cheia de restrições, uma dieta, por causa de uma gastrite bem braba. Entre outras coisas, a minha médica gastroenterologista (ufa!) me disse pra tentar evitar trigo branco, desses comuns.

Ainda escorrego e como, vez perdida, um pãozinho francês, por exemplo, mas aproveitei as restrições pra conhecer alguns ingredientes autorizados que tinha vontade de experimenta, como a farinha de grão de bico. O grão de bico em si é uma coisa que já gosto bastante, mas como estava afim de fazer uma torta salgada há dias, queria usar farinha de trigo e já tinha visto farinha de grão de bico lá no Empório Vegetal, resolvi comprar e fazer a substituição.

Antes de dizer a receita, queria contar umas coisas boas sobre o grão de bico pra vocês: é rico em fibras, ajuda a controlar o nível de glicose, tem poucas calorias e, uma das coisa mais sensacionais: tem triptofano, que ajuda a produzir serotonina, que é aquela substância que dá uma sensação de bem-estar em alegria. Vê que coisa boa! Se sentir assim, vale lembrar, deixa a gente até mais jovem e disposto! Não são os únicos benefícios dessa leguminosa – faz aí uma busca no Google e vai achar vários outros benefícios.

Mas vamos a receita:

Não tem. Desculpa, gente, mas não tem uma receita certinha, com medidas e pronto. Apenas fui testando coisas e usando o que havia na geladeira mesmo. Mas vamos lá, relembrar:

  • Duas xícaras e mais um bocadinho de farinha de grão de bico
  • Uma xícara de água morna
  • Sal
  • Azeite

Misturei tudo até virar uma massa que não fique muito grudada nas mãos – então vai acertando o ponto aí. Depois untei e enfarinhei (com a farinha de grão de bico mesmo) uma forma de aro removível pequena e forrei com a massa de grão de bico. Aí fui colocando o que tinha:  um bocado de frango desfiado, rodelas de cebola, cenoura ralada, e duas colheres de sopa de um requeijão de soja sabor provolone (juro) que comprei. Mas, olha, pode ser requeijão comum, palmito, queijo, ovo cozido, atum…vê aí o que você tem pra colocar na torta e coloca. Temperei com sal e cúrcuma (por isso o recheio tá amarelinho). Misturei, coloquei por cima da massa e salpiquei noz moscada por cima. O pulo do gato foi cobrir o recheio com dois ovos batidos. Pronto, foi ao forno até que o palito que coloquei no meio saísse praticamente limpinho e a borda já estivesse firme, mas sem queimar.

Pronto, ficou bonita e uma delícia! Vai fazendo aí, do seu jeitinho, inventa algo e depois me conta. Bom apetite!

P.S. Tem muita gente que faz a massa cozinhando o grão de bico e passando ele no processador depois. Mas, como a massa existe, resolvi fazer de modo mais prático.

Verdades da dieta sem lactose

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Começo logo esclarecendo: não eliminei lactose do meu dia-a-dia, apenas tenho pesquisado a respeito. Aí dia desses eu gajnhei da Nestlé uma lata do novo leite Ninho sem lactose. Uma grande sacada da empresa, já que muita gente tem descoberto que não pode ingerir – ou deve ingerir menos – o açúcar natural do leite, por motivos de saúde. Como tenho uma amiga que tem a tal intolerância e tenho percebido que leite em excesso não me faz muito bem desde que tirei a vesícula – o que pode ser só ua coincidência, já que não fui ao médico perguntar a este respeito – acabei pesquisando algumas coisas a respeito, que achei bem interessantes. Trago pra vocês agora:

  • Intolerância e alergia são coisas bem diferentes – Na intolerância você vai sentir desconforto e até dores. Dificilmente terá que recorrer a um hospital, por exemplo, por causa disso. No caso da alergia é algo mais sério, as consequências são mais graves e não pode haver contaminação de alimentos – ou seja: nada de usar a mesma panela para fazer algo com lactose e outra sem a proteína.
  • Entre os “desconfortos” da intolerância à lactose pode haver dor, como já mencionei, gases, enjoo, diarreia. Tem gente que tem alguma dor e há quem se contorça após comer um simples queijinho coalho – lembre: a lactose não está só no copo de leite, mas na manteiga, queijo, requeijão, doce de leite, leite condensado…é, muita coisa tem lactose.
  • Dieta sem lactose não ajuda a emagrecer – Sinto muito, não é verdade. Claro que se você tirar leite, queijos, manteiga e outros derivados e só colocar alimentos magros no lugar, emagrecerá. Se o leite fazia você se sentir inchado, sem ele terá uma sensação de mais leveza. Mas simplesmente tirar alimentos com lactose da dieta não faz ninguém deixar de ser obeso.
  • Eliminar lactose também não fará você mais jovem – Mas, novamente, se isso significar substituir por alimentos mais leves, você perderá peso e pode ficar mais saudável e isso pode aparentar mais jovialidade. Mas você também pode fazer uma dieta saudável e perder peso ingerindo lactose – os bons resultados também aparecerão. Um nutricionista saberá dizer o que é melhor para você.
  • Quer tomar menos leite? Já existem produtos que têm consistência equivalente, nutritivos e alguns até são saborosos, como o “leite” feito de amêndoas ou o velho conhecido de soja. Mas, vale lembrar: não é leite de verdade, portanto não substitui o produto. Caso queira ou precise substituir é válido procurar um nutricionista – se for obrigado a substituir provavelmente terá sindo pelo seu gastroenterologista e ele deve recomendar um.nutricionista que dirá como fazer as substituições.

Uma outra opção para quem não tem a alergia ao leite é diminuir a quantidade dele em algumas refeições – eu apenas revezo com sucos ou chá gelado – é optar por versões com menor teor de lactose ou, melhor ainda, sem lactose – essa última, ótima também para alérgicos. Existem várias marcas no mercado que já oferecem esses produtos em forma de leite, manteiga, queijo e iogurtes sem lactose, como esse Ninho que eu ganhei. O sabor dele é muito bom e a textura é mais “macia” do que a de um leite integral – algo como o integral e o instantâneo. Ainda não se encontra desse tipo de produto em todos os lugares, mas imagino que a tendência seja que isso se amplie, pela quantidade de pessoas que aderiram mesmo. Bom para quem opta pela dieta,  melhor ainda para quem precisa dela.

Piquenique do equilíbrio #VivaPositivamente

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Quem me acompanha em outras redes sociais viu que no mês passado postei algumas fotos de um piquenique lindo! O que isso tem a ver com o Novos40? Não foi um piquenique qualquer. Foi lindo, gostoso, com decoração fantástica, comidas gostosas e gente bacana em uma paisagem magnífica – nada menos do que o jardim do MAM, no Rio de Janeiro – é certo, mas também foi instrutivo: tratou-se de mais uma ação do #VivaPositivamente, coletivo de formadores de opinião da Coca-Cola que tem por meta divulgar ações de saúde e meio-ambiente.

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Estávamos, eu e outros blogueiros, ali reunidos com o médico Vitor Matsudo, sobre o qual eu havia feito post no meu antigo blog, o Bolsa de Novidades, e com a nutricionista Claudia Cravo para conversarmos sobre Balanço Energético. Aí você entende  o que isso tem a ver conosco, pessoas que estão por volta dos 40 anos. Trata-se daquele equilíbrio que a gente tanto fala durante toda a vida: se comeu, tem que gastar; as comidas “gordas” e as “magras”; a compensação que a gente sabe bem que é o que poderia nos dar um corpo mais saudável – e até mais bonito.

A nutricionista Claudia Cravo e o médico Victor Matsudo

A nutricionista Claudia Cravo e o médico Victor Matsudo

Olha aí algumas dicas que os profissionais da saúde nos deram:

 * Mexa-se! Não precisa ser atleta, basta se mexer, sair do sedentarismo, que é a segunda maior causa de mortes no mundo! Suba escadas, ande até a parada de ônibus mais longe, deixe o carro em casa e vá a pé, sempre que possível. O ideal é se movimentar 30 minutos por dia, mas deixa te dar uma boa notícia: podem ser três vezes de dez minutinhos.

* A preguiça é grande até pra se mexer? Então fica em pé, criatura! Pelo menos cinco minutinhos em pé já fazem bem ao seu corpo.

* Para de tomar leite e comer glúten é fundamental? Não, não é. Não se recomenda que ninguém se empanturre de leite, mas parar tudo de vez, só se for comprovado que você tem intolerância ou alergia – vá a um médico verificar isso. Ficar sentindo a barriga cheia demais depois que toma ou come algo derivado de leite pode ser um sinal.

 * Depois do exercício físico o corpo continua queimando calorias. Então vá beber a sua água e deixe pra comer só 30 minutinhos depois, pra ter proveito total do que gastou.

* Pode tomar refrigerante, comer brigadeiro e coxinha e outras coisas assim? Se não houver restrição médica, pode sim! O negócio é que antigamente isso era comida de festa, em final de semana e agora muita gente quer isso todos os dias, como uma refeição trivial – aí não dá, né? Equilíbrio é a palavra aqui!

* Come aqui, gasta ali…pronto, chegamos à fórmula desejada do balanço energético positivo! Nada sobrando, nada faltando, apenas tudo equilibrado.

Eu gosto muito disso de saber que equilibrando dá pra fazer – quase – tudo. É que eu acho (e já perguntei a médicos, que afirmaram que eu estou certa) que se estressar com o que vai comer ou se obrigar a fazer um esporte que odeia é tão estressante que não pode fazer tão bem. Sim, ainda estou precisando equilibrar mais, mas já comecei a fazer a minha parte. Aliás, pra quem estranha ser a Coca-Cola à frente de um projeto de vida saudável, saiba que não há nada o que estranhar: trata-se, repito, de equilíbrio!

Nem pense em dizer que é tarde para começar! Equilíbrio energético, comida mais saudável no seu prato, exercícios (mesmo moderados) e, consequentemente, mais saúde, são coisas que você pode começar em qualquer idade! Isso inclui a gente, que está nesses #Novos40. Afinal, se a gente quer mostrar que os 40 anos de idade de hoje são bem diferentes do que aquele sedentarismo, “acabadismo”, “crise dos enta” e tudo mais que acreditavam há tempos atrás, é porque a bola está conosco mesmo! Então vamos jogar nesse time da saúde!

A turma do #VivaPositivamente

A turma do #VivaPositivamente

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 P.S. quanto ao piquenique em si: que coisa mais linda! Muito material reaproveitado na decoração, almofadas e toalha xadrez gigante, pra todo mundo ficar confortável, comidas gostosas – desde saladas a brigadeiro, passando por sanduichinhos e bolos maravilhosos. E isso de ser no jardim do MAM, em pleno “Ridichanêaro”: ô, cidade linda, meu Deus! Fazia tempos que não ia lá e o pensamento que ficou foi: preciso voltar com mais tempo, para visitar e passear bastante.

* Imagens – Otagai Mídias Sociais