A crise da meia-idade é real!

crise de meia idade midlife-crisis-ahead

Será que a “crise de meia-idade” existe mesmo ou é apenas uma piada ou, ainda, uma desculpa para algumas mudanças de comportamento? A Royal Economic Society – associação britânica de estudos econômicos e sociais que envolve a universidade, governo, serviços bancários e outros representantes da sociedade – revelou um estudo chamado (em tradução livre) “Evidências de que o bem-estar humano atinge seu nível mais baixo no início dos 40 anos” que mostra que é algo verdadeiro!!

Mid life crisis U curve

Para chegar a esse resultado foi feita uma pesquisa com 50 mil pessoas no Reino Unido e na Austrália. A pesquisa mostrou que a felicidade e o bem-estar começam a fazer uma curva em forma de “U”, a partir do começo da vida adulta, atingindo o seu ponto mais baixo entre os 40 e 42 anos. Ou seja, nessa idade bateria uma “crise” e não acharíamos nada legal.

Na verdade, já se sabia que essa curva em U era comum, mas é a primeira vez que a pesquisa é feita em vários países ao mesmo tempo e que se confirma um padrão. Entre outros dados, percebeu-se que as muitas responsabilidades da pessoa no começo dos 40 influem bastante e seria a época em que mais se trabalha. Ter ou não filhos não faz diferença, pelo que viram. Bem, a boa notícia é que depois dessa idade a curva volta a fazer um movimento ascendente. Ufa!

Agora me diz o que você acha da crise de meia-idade! Já está percebendo isso em você?

Veja mais sobre a pesquisa aqui.

 

A crise dos 41

Enfim voltei com o blog! Foram muitos dias sem nada novo aqui. Junte um computador que vai e volta do conserto há mais de um mês (obrigada, Dell!), com muito trabalho, dias de carnaval e uma crise pessoal, que o resultado é mais ou menos esse: poeira. Meu aniversário de 41 anos caiu no sábado de carnaval. Brinquei que a festa nas ruas era em minha homenagem, estava encarando tudo otimamente bem (ganhei até “parabéns pra você” embaixo do dragão do Eu acho é Pouco, veja só).

Mas, no dia seguinte, me bateu a crise. Aquela que não tive ao fazer 40 e não poderia imaginar – porque estava bem mesmo, até então – apareceria em algum momento. Em um domingo de carnaval depois de uma bebedeira me senti velha, feia e gorda, ultrapassada. Não sei se isso estava lá no meu subconsciente e decidiu se mostrar ou era apenas a minha mente tentando me trolar. Pode ter sido a depressão (sim, eu tenho, normalmente bem sob controle) querendo “se amostrar”. O que sei é que pegou pesado e me derrubou.

Porém, me derrubou mesmo por um dia só. Se tem uma coisa que quando a gente chega aos 40 anos sabe mais do que quando se é mais jovem é a começar a separar as coisas sérias das bobagens e este era um desses casos. Não dá pra perder tempo com coisa ruim. Então tratei de colocar a cabeça no lugar, me mandei para outros blocos de carnaval, descansei, voltei ao trabalho (depois de uns dias de feriado) e pronto, estou de volta! Me recuperando, ainda, mas enfrentando com firmeza até me reencontrar como a pessoa que disse que “os 40 anos não são os novos 30; são 40 mesmo, mas de um jeito diferente, melhor”. Vamo que vamo, que os 40 anos foram surpreendentemente bons e espero que esse 41 seja ainda melhor!