“De tudo um côco” no Oficina do Sabor

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O restaurante Oficina do Sabor, do chef César Santos, em Olinda, é mais que um lugar pra ir comer. Virou, de certa forma, ponto turístico, já que está em boa parte dos roteiros de quem quer comer algo “típico”, mas que também seja sofisticado, pelas bandas de cá. A cozinha de César, valorizando ingredientes bem nossos e sendo um dos pioneiros a misturar salgados com frutas, é merecedora de destaque, mesmo.

E eis que ele inventa de novo, com festivais culinários próprios: cada festival destaca um ingrediente e, com este, ele cria entradas, principais e sobremesas. Um belo desafio! O primeiro festival é o “De tudo um côco”, que começou no início de maio e vai até o fim deste mês, e traz pratos com essa fruta (que eu amo, aliás). Por 78 reais o cliente tem acesso ao cardápio com uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Repara as opções: para a entrada pode ser “Discos de Tapioca Alto da Sé” (com recheios de coco fresco, aratu e camarão ao molho de coco), “Linguiças Embananadas” (linguiça caseira e banana comprida frita na manteiga de garrafa mais farofa de coco) ou “Panelinha do Bosque” (cogumelos salteados no óleo de coco e gratinados com farinha de coco crocante, acompanhadas de torradas de pão doce).

Entre os principais as escolhas são Camarão aos Coqueiros de Pernambuco (camarão perfumado ao molho de coco, purê de grão de bico e bolinhos de arroz frito empanado no coco); “Suíno aos Altos Coqueiros de Olinda” (filé de carne de porco ao molho de coco, abacaxi e semente de coentro, servido com arroz de coentro e batata doce frita) ou “Bacalhau Encrostado no Coco” (lombo de bacalhau grelhado envolto na Mousseline de Coco e crostas de Farofa de coco. Aí pra sobremesa Cesar bota pra quebrar e não economiza: um mix com pudim de coco, cocada mole, sorvete de soco e maria mole. Pohan! Deu até vontade, agora, viu?

Se prepare que vem mais por aí! Os ingredientes destaque dos próximos festivais do Oficina do Sabor, até outubro, já estão escolhidos: carne de porco (junho), lagosta (julho), bacalhau (agosto), cerveja (setembro), ostra (outubro). Feito dizia a minha avó: “já tô até amolando os dentes”. Fica de olho na fanpage do Oficina pra ver mais e já ficar salivando!

Tem “Comida di Buteco” na área!

Arrumadinho afrodisíaco do Bar Teatro Mamulengo - Recife

Arrumadinho afrodisíaco do Bar Teatro Mamulengo – Recife

Quem me conhece sabe que sou doida por um festival gastronômico. Esses eventos me despertam a vontade de conhecer novos lugares, já que fico sabendo de casas de que nunca ouvi falar, os preços normalmente se tornam convidativos e, a melhor parte, os cardápios ficam bem interessantes.

Um dos festivais que achei mais bacanas dos últimos tempos é o “Comida di Buteco“, criado em Belo Horizonte e já realizado em mais de 20 cidades. Curto porque gosto de botecos e bares e obviamente remetem logo à bebida, mas quando tem um evento assim a gente lembra que tem os petiscos e essas casas podem ser também ótimos lugares até pra almoçar ou jantar. Além do que ~balada~ de quem tem mais de 40 anos é, pra muita gente (eu), uma ida a um bar mesmo, né não?

Como o “Comida di Buteco” é também uma competição entre os bares, pode esperar um festival de bons petiscos, viu? Primeiro tem as locais e, posteriormente, a competição nacional. Imagina o tanto de coisa boa que circula! Recomendo aproveitar o período – o festival começa hoje (15/04) e vai até o dia 08 de maio. Pra saber mais, olha lá o site: comidadibuteco.com.br. Repare que no site tem uma listinha dos bares e botecos participantes em cada estado – a lista de Recife está aqui e podem me chamar pra acompanhar, que eu vou, viu?

Ali, no Dali, que delícia!

O final de semana nem chegou e já estou dando dica de restaurante, sim! É que o Dali Cocina, um dos restaurantes que mais gosto aqui no Recife, está cheio de novidades e faz tempo que eu queria contar isso aqui no blog. Dia desses fui convidada a conhecer o novo cardápio da casa. O Dali sempre teve boa variedade de pratos, com a comida mediterrânea como carro-chefe. Agora traz uma novidade que me agrada bastante: agregar ingredientes típicos nordestinos às receitas. Queijo-manteiga e batata-doce, por exemplo, estão lá. Outra novidade bacana está nos pratos vegetarianos, delicioso! Isso tudo sem abrir mão do toque mediterrâneo, claro.

E, minha gente, preciso dizer: que jantar maravilhoso eu tive, viu? Dá água na boca só de relembrar!

dali cocina restaurante Recife cardápio metidterrâneo regional

Os pratos da casa sempre foram muito bons, mas a chegada do chef Robson Lustosa deu uma incrementada, principalmente pela ousadia. As tapas e os bocaditos são ótimos como entrada ou na happy hour – novidade no horário do Dali. Aliás, eu espero que Chris e Gideão, sócios no restaurante, tenham aceito a sugestão de ter aquela mostra com um exemplar com variedades dessa categoria, em um só prato. Devo dizer que me surpreendi com as coxinhas de rã.

De principal, o filé ao molho de alho assado, com arroz de pimenta biquinho e chips de batata-doce promete conquistar a clientela – o único problema vai ser decidir entre ele e o Mezclado de frutos do mar. Pra completar, esse bolinho de chocolate e creme de avelã, acompanhado de sorvete, da última foto.

Já disse e repito: após os 40 anos “comer bem” é sinônimo de não apenas se alimentar de modo adequado, mas de lazer, bem-estar, alegria e prazer. Nessa idade a gente também já tem as próprias tradições, aqueles lugares onde você já se sente em casa e lembra das idas com os amigos – e restaurantes – não apenas bares e botecos – já se tornam um desses espaços. Me sentir em casa depois de tanto tempo sem ir a esse restaurante me fez perceber que ele já se tornou uma tradição totalmente minha. Curte aí a página do Dali no Facebook pra ver mais fotos e se ligar nos horários e vai lá!

Verdades da dieta sem lactose

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Começo logo esclarecendo: não eliminei lactose do meu dia-a-dia, apenas tenho pesquisado a respeito. Aí dia desses eu gajnhei da Nestlé uma lata do novo leite Ninho sem lactose. Uma grande sacada da empresa, já que muita gente tem descoberto que não pode ingerir – ou deve ingerir menos – o açúcar natural do leite, por motivos de saúde. Como tenho uma amiga que tem a tal intolerância e tenho percebido que leite em excesso não me faz muito bem desde que tirei a vesícula – o que pode ser só ua coincidência, já que não fui ao médico perguntar a este respeito – acabei pesquisando algumas coisas a respeito, que achei bem interessantes. Trago pra vocês agora:

  • Intolerância e alergia são coisas bem diferentes – Na intolerância você vai sentir desconforto e até dores. Dificilmente terá que recorrer a um hospital, por exemplo, por causa disso. No caso da alergia é algo mais sério, as consequências são mais graves e não pode haver contaminação de alimentos – ou seja: nada de usar a mesma panela para fazer algo com lactose e outra sem a proteína.
  • Entre os “desconfortos” da intolerância à lactose pode haver dor, como já mencionei, gases, enjoo, diarreia. Tem gente que tem alguma dor e há quem se contorça após comer um simples queijinho coalho – lembre: a lactose não está só no copo de leite, mas na manteiga, queijo, requeijão, doce de leite, leite condensado…é, muita coisa tem lactose.
  • Dieta sem lactose não ajuda a emagrecer – Sinto muito, não é verdade. Claro que se você tirar leite, queijos, manteiga e outros derivados e só colocar alimentos magros no lugar, emagrecerá. Se o leite fazia você se sentir inchado, sem ele terá uma sensação de mais leveza. Mas simplesmente tirar alimentos com lactose da dieta não faz ninguém deixar de ser obeso.
  • Eliminar lactose também não fará você mais jovem – Mas, novamente, se isso significar substituir por alimentos mais leves, você perderá peso e pode ficar mais saudável e isso pode aparentar mais jovialidade. Mas você também pode fazer uma dieta saudável e perder peso ingerindo lactose – os bons resultados também aparecerão. Um nutricionista saberá dizer o que é melhor para você.
  • Quer tomar menos leite? Já existem produtos que têm consistência equivalente, nutritivos e alguns até são saborosos, como o “leite” feito de amêndoas ou o velho conhecido de soja. Mas, vale lembrar: não é leite de verdade, portanto não substitui o produto. Caso queira ou precise substituir é válido procurar um nutricionista – se for obrigado a substituir provavelmente terá sindo pelo seu gastroenterologista e ele deve recomendar um.nutricionista que dirá como fazer as substituições.

Uma outra opção para quem não tem a alergia ao leite é diminuir a quantidade dele em algumas refeições – eu apenas revezo com sucos ou chá gelado – é optar por versões com menor teor de lactose ou, melhor ainda, sem lactose – essa última, ótima também para alérgicos. Existem várias marcas no mercado que já oferecem esses produtos em forma de leite, manteiga, queijo e iogurtes sem lactose, como esse Ninho que eu ganhei. O sabor dele é muito bom e a textura é mais “macia” do que a de um leite integral – algo como o integral e o instantâneo. Ainda não se encontra desse tipo de produto em todos os lugares, mas imagino que a tendência seja que isso se amplie, pela quantidade de pessoas que aderiram mesmo. Bom para quem opta pela dieta,  melhor ainda para quem precisa dela.