Um dia de luxo e relax no day use do Enotel Porto de Galinhas

Você sabia que pode ter um dia de luxo e lazer em um bom hotel sem estar necessariamente estar hospedado no lugar? São os Day Use, que vários lugares adotam, para que a pessoa possa usufruir da estrutura de lazer do espaço. Na sexta-feira passada mesmo eu passei o dia com amigos do trabalho no day use do Enotel Resort Spa de Porto de Galinhas, aqui no litoral sul de Pernambuco – resort onde eu já havia ido, há alguns anos, mas que nunca havia visitado nesse esquema.

Cada resort ou hotel tem um tipo de day use, em que estão inclusos serviços que acham mais convenientes ao hóspede temporário. No caso do Enotel achei o mais vantajoso, em todos os sentidos: por 250 reais, simplesmente all inclusive, ou seja: usufruir das piscinas (muitas!), quadra, campo, além de todas as comidas e bebidas (inclusive importadas) do lugar. Diversão e satisfação certas!

Pra quem quer se dar ainda mais prazer, pode escolher, a partir de 80 reais, um dos programas do Leger SPA do resort e partir para o total relax! Aqui você vê o “cardápio” do day spa do Enotel…já começo a sonhar com esse relaxamento de novo só de olhar!

O Enotel foi recentemente ampliado e conta com quase 350 quartos, restaurantes temáticos, bar, boate, fitness center, quadras, campo de futebol, várias áreas para crianças e um sem número de piscinas – incluindo de ondas e de correntezas, daquelas pra ficar relaxando com a sua boia.

Eu e meus amigos do trabalho tivemos no Enotel a melhor confraternização de todos os tempos! Um dia inteiro usufruindo das piscinas, com bebidas e petiscos o dia inteiro, almoço, música, alegria, em um ambiente extremamente organizado e funcionários super prestativos e zero estresse. Se você, do alto dos seus Novos40, procura um lugar pra festejar, relaxar, ficar bem em uma das mais belas paisagens do Brasil, recomendo muitíssimo o lugar.

Serviço – www.enotelportodegalinhas.com.br/

Turismo em Paulo Afonso e arredores do Velho Chico

paulo_afonso novos40 claudiagiane1Como viajar é bom, né? Fazia tempo que não aproveitava uns dias de folga pra fazer isso, mas foi o que fiz no feriadão de Tiradentes: fui para o Vale do São Francisco, aquela área linda que aparece na novela Velho Chico. Apesar de não ser tão longe do Recife, só havia ido ali uma vez, ainda criança, para o casamento de um tio – aliás, só havia ido à antiga Petrolândia (hoje inundada) e à usina hidrelétrica de Paulo Afonso, mais nada.

Como minha amiga Verônica, com quem eu trabalho, tinha a mesma vontade de ir àquela área e nadar no Velho Chico, fomos juntas. Primeiro passo: escolher que cidade seria a nossa base.  Aliás, pra quem não sabe: Paulo Afonso fica na Bahia, mas a área ali é como um grande círculo, já que é bem pertinho (do tipo que se confunde) com Petrolândia (PE), Delmiro Gouveia (AL), Canindé do São Francisco (SE) e até Piranhas (AL) – são algumas cidades do chamado “Vale do São Francisco”.  Escolhemos P.A. porque é a maior dentre essas, então seria mais fácil achar lugar pra hospedagem, empresas que fizessem os passeios, facilidades de que precisaríamos.

Primeiro passo – Passagens para Paulo Afonso

Compramos as passagens (ida e volta, logo, claro) de ônibus, pela Progresso, que faz a viagem Recife-Paulo Afonso diariamente, em ônibus leito (fomos nesse, excelente), executivo e comum (tivemos que voltar neste, por causa do horário…não é desconfortável, mas extremamente cansativo). Aliás, fizemos a compra das passagens com bastante antecedência, já que, com quatro dias de folga e, ainda, a fama proporcionada pela novela, poderia ficar difícil achar o que precisava, depois.

Tem aeroporto em Paulo Afonso, mas acho que só tem vôo de Salvador pra lá, hein – pelo menos foi o que achei na internet (fora quem tem seu próprio jatinho, claro rs). Obviamente você também pode ir de carro – as rotas saindo daqui do Recife são essas.

Segundo passo: hospedagem em Paulo Afonso

Também por causa  da possibilidade de não encontrar vagas, reservamos logo um hotel. Foi nosso maior investimento, já que escolhemos, por conveniência e conforto mesmo, o maior e mais caro hotel de P.A., o San Marino. Valeu a pena, o hotel é confortável, limpo, tem um café da manhã excelente (também tem almoço e jantar – este, buffet livre, a 22 reais). Além disso, o lugar é no centro da cidade, o comércio fica logo atrás. Aliás, devo dizer que reservar o hotel com antecedência foi acertadíssimo: estava acontecendo um encontro de motociclistas na cidade bem neste feriado e todos os hoteis ficaram lotados. Mas, sim, existem outros hoteis por lá, como o Belvedere e o Executive, então vale a pesquisa.

Terceiro passo: os passeios

Aconselho que marquem tudo antes de ir. Tivemos uma grande sorte: a Grace, que nos atendeu no San Marino, organizou os nossos passeios, como um “extra” do hotel. Não sei se faz isso sempre – suponho que sim, mas é bom perguntar. Apesar de ter vários atrativos turísticos, tivemos um pouco de dificuldade de nos fazermos entender o que queríamos ver e nos passarem informações precisas, sugestões do que seria melhor em pouco tempo e valores dos passeios. Isso se dá principalmente por um motivo: não estávamos de carro.

Assim,além de valores para ter um guia ou o ingresso de um atrativo, também tínhamos que acrescentar aí o valor para um táxi, um carro com motorista. Valeu muito isso tudo, até porque não dá pra chegar de ônibus comum ou a pé em grande parte dos atrativos. Não foi algo complicado, conseguimos resolver com a ajuda do pessoal do hotel (novamente), mas, se possível, vá de carro ou alugue um por lá.

Pra facilitar pra vocês, farei o que não encontrei antes de ir: um roteiro turístico em Paulo Afonso e arredores, no Vale do São Francisco. Se prepara que lá vem textão – ou melhor, um post gigantesco, quase um mini-guia.

Paulo Afonso

1º Dia – Ida para Paulo Afonso 

Como disse, fomos de ônibus rodoviário, tipo leito, pela Progresso. A passagem custou cem reais. O viagem sai do Recife às 23h30 (na verdade, atrasou meia hora) e chega lá mais ou menos seis horas e meia depois. Dormi a viagem quase toda, então o que posso dizer é que foi tranquilo (rs).

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2º Dia – Chegada em Paulo Afonso + passeios

Chegamos mais ou menos às seis e meia da manhã em Paulo Afonso e pegamos um táxi para o San Marino (dez minutinhos, apenas). Aconselho perguntar antes por quanto fica a corrida (não vi taxímetros!). Bem instalada no hotel, conversei com a Grace (gerente ótima do lugar) a respeito de passeios – e ela simplesmente articulou todos eles pra gente.

Como não havia a opção desse serviço no site do hotel, aconselho que, caso fique hospedada por lá, envie um e-mail e combine logo tudo. Basta dizer o que mais interessa (no meu caso: catamarãs com banho no rio São Francisco era a prioridade máxima) e pronto, tudo esquematizado. Não sai mais caro do que fazer isso passeio por passeio e evita qualquer estresse – havia ligado pra um grupo que organiza passeios antes, mas foi bem difícil entenderem que eu estava sem carro e não sabia os caminhos por lá. Tudo resolvido no próprio hotel, fomos ao nosso primeiro passeio:paulo_afonso novos40 claudiagiane 2016 3


Complexo hidrelétrico de Paulo Afonso – Era o único lugar em que lembrava de haver estado, um dia, em Paulo Afonso, ainda criança, quando fui ao casamento de um tio, na antiga Petrolândia (hoje inundada). Para visitar o lugar pagamos 140 reais (para duas pessoas) pelo guia com carro para nos levar lá e contar toda a história do lugar. O complexo de usinas tem duas coisas impressionantes: a própria natureza, com os cânions, cascatas, plantas, mandacaru em flor (“fulora” muito por lá, coisa mais linda!)  e a capacidade humana de fazer algo tão gigantesco.  Eu pensava principalmente em como, há décadas, quando aquela região era praticamente só mato e água, sem os equipamentos que temos hoje e totalmente sem segurança, foi possível começar aquilo tudo, o legado que deixaram! Uma coisa engraçada – estávamos lá na parte de cima do cânion, onde fica a hidrelétrica e ouvimos alguns gritos – eram uns meninos pulando na água, fazendo das piscinas naturais com dezenas de metros de profundidade o seu parque aquático – naquele calor todo e com a toda a expectativa em entrar no rio, eu meio que invejei, não vou mentir (rs). Enfim, vale a visita guiada, é bom conhecer a história da grande “usina de energia do Nordeste”.  Nos caminhos de ida à hidrelétrica e volta ao hotel fizemos um city tour rapidinho por outros pontos de Paulo Afonso – merecia um pouco mais de tempo, mas havíamos chegado neste dia, demoramos no complexo hidrelétrico e já havia outro passeio marcado para o período da tarde. Tente fazer isso com mais tempo.

  • Almoço – Como havíamos chegado neste dia, já tínhamos ido à hidrelétrica e precisaríamos sair rapidinho, almoçamos no próprio  San Marino. O almoço é à parte da hospedagem, claro. O hotel tem um restaurante com buffet no peso, aberto a todos, mesmo que não esteja hospedado. Gostei bastante.trilha_mochila paulo_afonso delmiro_gouveia alagoas deck são francisco velho cico claudiagiane novos40 2016
  • Passeio para Angiquinho + Trilha Mochila – Pode colocar o biquíni por baixo da sua roupa, que esse passeio termina em banho de rio, oba! Mais uma vez pagamos o guia + motorista pra ir (não lembro o preço – socorro! – mas acho que saiu mais de 100 reais por pessoa, viu?). Angiquinho é a primeira hidrelétrica da região, na cidade de Delmiro Gouveia – o nome é homenagem um dos pioneiros na industrialização do país. Queria ter conhecido melhor a cidade, pois foi lá que nasceu minha (já falecida) avó (paterna) Maria, no tempo em que a cidade se chamava “Pedra”. A usina foi criada para fins particulares – levar energia à indústria do próprio Delmiro, mas acabou fazendo muito mais. Praticamente só há ruínas, algumas casinhas e um ou outro maquinário por lá, mas, se no moderno complexo de Paulo Afonso eu já fiquei boba em como conseguiram fazer aquilo tudo, no começo das obras, ali fiquei de queixo caído só de imaginar que foi construído muito antes, sem suporte de CHESF nem nada. Pra quem ficou curioso, o Angico é uma árvore.  Favor não confundir com a Grota de Angicos, local onde morreu Lampião e quase todo o seu bando – esta fica em Sergipe e dá pra visitar através da Rota do Cangaço, que, infelizmente, não deu tempo de fazer. Mas em Angiquinho há uma gruta no meio de um cânion onde dizem que o rei do cangaço pode um dia ter se escondido. ATENÇÃO: para visitar Angiquinho é preciso estar acompanhado de um guia com autorização pra entrar na área – não basta ser credenciado. A que nos acompanhou se chama Quétila e eu recomendo muito, pode perguntar por ela onde ficar hospedado, que é bem conhecida por lá.  De lá fomos ao Trilha Mochila (, área às margens do rio São Francisco, que funciona como um parque, quase um clube – tem áreas para trilhas e, lá embaixo (lembre: área de cânions), junto ao rio, tem uma estrutura bacana de deck, serviço de bar, chuveiro – é aqui onde os barcos catamarãs saídos de Paulo Afonso param para os passageiros mergulharem no São Francisco. Lá estão sendo construídos chalés para, no futuro, quem quiser se hospedar por lá e até um tipo de carrinho para descer e subir a mega-ladeira que quem chega por terra enfrenta pra chegar ao rio – né brincadeira não, gente, são uns 90 metros de lá de cima até embaixo, em uma ladeira super-íngreme, não dá pra descer de carro ou moto (o único que enfrenta isso com um veículo é o Walter, dono do lugar, com uma camionete 4×4 onde peguei carona pra subir, morta de medo – mas a descida já havia me dado um estirão na coxa que durou toda a viagem rs). Aquele mergulho na prainha formada pelo Velho Chico…que coisa maravilhosa!
  • Jantar – Estávamos mortas de cansada – lembrem que viemos da viagem direto pro agito, era só nosso primeiro dia por lá! Então não fomos atrás de nada típico, nos contentamos em ir à delicatessen Boa Massa, que tem uma pizza ótima. Depois só descanso pra poder passear mais no dia seguinte.

 

catamarã raso_da_catarina paulo_afonso brasil 2016 claudiagiane novos40

3º Dia – Catamarã de Paulo Afonso

Existem passeios de catamarã saindo de vários lugares, na região: Canindé do São Francisco, Piranhas e Paulo Afonso, os mais conhecidos. Foi dia de fazer o passeio que sai de P.A. O passeio custa 60 reais por pessoa – você contrata lá no Núcleo de Apoio ao Turista (grave esse lugar, é aí onde você consegue todas as informações que precisa), pertinho de onde eu estava hospedada e é de lá mesmo de onde saem as vans que levam até o cais de onde saem os barcos.Que coisa linda, passar entre os cânions gigantescos, ver aquela água verdinha, se ligar na profundidade daquilo ali. Aí  eu sou lembrada de que muitas daquelas áreas não eram como é hoje – lembre que ali é região de hidroelétricas, o que significa que houve inundações, o rio teve que mudar de curso, ciclos foram fechados e outros abertos. É tudo magnífico!

Dentro do catamarã há venda de petiscos e bebidas. Quando chega lá no Trilha Mochila, onde já havia ido, há uma parada para o banho de rio e aproveitar a estrutura do lugar – é mesmo melhor chegar de barco do que descer a ladeira andando, viu?.  O passeio todo dura entre três horas e meia a quatro horas – como saímos às 10h e pouco, a volta já se deu no meio da tarde, então não dava pra marcar mais nada. Fomos bater perna pelo comércio de Paulo Afonso mesmo – maior do que esperávamos, com lojas populares e algumas de grife.  Só não é fácil achar lugares que vendam souvenir, infelizmente (eu amo, mas não comprei nem unzinho).

Jantar – Havíamos pensado em conhecer algum bar ~de balada ~ de Paulo Afonso,mas como precisaríamos estar de pé às 5h e pouca da manhã no dia seguinte, pra fazer o passeio de catamarã por Xingó, ficamos ali por perto do hotel mesmo. Logo atrás do San Marino há um calçadão com vários barzinhos e um deles, bem simples, chamou nossa atenção: o “Pedaço da Bahia” só tem um prato no cardápio: acarajé! Com algumas variações, como com ou sem camarão ou caruru, por exemplo, mas era só isso. Casca fininha e crocante, bem recheado, muito bem temperadinho, foi excelente! Melhor parte? O acarajé completo com um refrigerante saiu por uns dez reais, mais ou menos (lá só aceita dinheiro vivo, nada de cartão ou tíquete-refeição).

catamarã xingó canindé do são francisco novos40 claudiagiane

4º Dia – Catamarã em Xingó 

Esse era o grande passeio pelo qual esperávamos, eu e minha amiga: passeio de catamarã pelo rio São Francisco por Xingó – área de cânion que foi inundada depois da construção da hidrelétrica de Xingó, em Sergipe. A saída do catamarã é da cidade de Canindé do São Francisco, a 76km de Paulo Afonso. Isso é um problema pra quem não tem carro, que era o meu caso, pois como chegar lá? Bem, o passeio no catamarã custa 90 reais (vale muitíssimo), mas contando com um carro com motorista e guia pra lá, pode somar ai mais uns 240 reais (para as duas pessoas). Mas nós tivemos uma grande sorte: Grace, nossa “salvadora da pátria” do hotel San Marino, conseguiu pra gente duas vagas em uma excursão que havia chegado de Natal e faria justamente esse passeio – não nos cobraram nada, foi uma “carona” mesmo, só precisamos pagar pelo passeio de catamarã. Mão na roda, não foi?

É nesse passeio que você mais sente a grandiosidade do rio São Francisco. A lotação do catamarã é de 250 pessoas e ele tem guia narrando todo o caminho, serviço de bar, chuveiro e tem térreo e primeiro andar. Ele vai primeiro por um braço do rio, pra depois entrar nele de fato. Tem música especial pra esse momento e eu chorei de emoção, confesso. Em uma gruta no meio do cânion há uma imagem de São Francisco de Assis, o padroeiro do rio (no dia do santo, em 04 de outubro, acontece uma procissão de barcos ali que, imagino, deve ser uma coisa linda). O passeio vai até uma área segura para mergulhar, com piscinas naturais, devidamente cercadas e com redes embaixo, para que todos mergulhem. A piscina de crianças tem 1,5m de profundidade e a de adultos, até 10 metros. Tem coletes salva-vidas e boias tipo “espaguete” para todos. Lá também tem um passeio de barquinho a remo (10 reais) pra você chegar ainda mais pertinho do rio e dos cânions.

mergulho rio são francisco xingó novos40 claudiagiane

Volta do catamarã ao ponto original, o restaurante Karrancas, onde almoçamos (38 reais, buffet livre – achei bem mais ou menos, viu? Talvez a la carte seja melhor). Lá também tem aluguel de equipamento para praticar stand up paddle e até passeio de helicóptero (140 reais, pouco mais de cinco minutos – não fui).

piranhas novos40 claudiagiane recife

De lá, uma ida até Piranhas (AL), cidade que serve de cenário para muitas cenas da novela Velho Chico (cheguei até aqui sem ter falado nela!) e que, de verdade, parece mesmo cenográfica, de tão linda e colorida. Lá nós visitamos o Museu do Sertão, que conta parte da história do cangaço, a central de artesanato (é a terra do bordado, mas, sinceramente, não tinha quase nada disso) e o mirante, de onde se tem uma vista espetacular! Experimente o sorvete de rapadura que vendem lá!

Pronto, daí foi voltar pro hotel – jantamos lá mesmo (22 reais, com buffet livre, muito bom!) e fomos descansar, exaustas do dia puxado e feliz.

Eu e minha amiga Verônica, já planejando a próxima viagem

Eu e minha amiga Verônica, já planejando a próxima viagem

5º Dia – Volta pra casa e planos para as próximas viagens

Voltamos para Recife – ônibus comum, com zilhões de paradas no caminho, bem cansativo, mas o leito só sairia à noite, com chegada na capital pernambucana apenas na manhã de segunda-feira, então não ia rolar. Viagem cansativa, mas tranquila – chegamos bem, é o que importa.

Na volta pensei em coisas que queria ter feito em Paulo Afonso e arredores, mas não deu tempo de fazer, como a Rota do Cangaço, visita à Casa de Maria Bonita, trilha do Umbuzeiro e talvez até bungee jump na ponte metálica D. Pedro II (que liga Paulo Afonso a Delmiro Gouveia, com 62 metros de altura). Mas pensei, principalmente, em como a viagem foi ótima, como o rio São Francisco é maravilhoso e, claro, em como quero viajar mais, conhecer novos lugares, perto ou longe daqui – e contar tudo a vocês. Espero que aproveitem essas dicas. Me contem de suas viagens, depois.

Viagens de aventura e luxo

Imagem: Desert Luxury Camp

Imagem: Desert Luxury Camp

Ando numa vontade louca de viajar – e por enquanto é só isso mesmo que tenho: uma vontade gigantesca, nada mais. Vem um feriadão local (08 de dezembro, N. Sra. da Conceição) e tudo que eu queria era passar quatro dias passeando e/ou descansando.

Bom, enquanto sonhava e procurava sugestões de viagens me deparei com uma matéria sensacional do site Food and Wine para quem quer fazer viagens de aventura, mas não abre mão de certos luxos e confortos.  Pois é, não são coisas irreconciliáveis. Então, se você é do tipo que até toparia bancar o “explorador”, mas acha que não tem mais idade (essa não vale!), saúde ou ânimo pra alguns “sacrifícios” das viagens de aventura, dá uma olhada nessas sugestões:

Talvez isso não seja mesmo “vivenciar” esses lugares, mas certamente são viagens inesquecíveis. Por enquanto, um lugar mais perto ou um hotel beira mar já me seriam de bom tamanho pro próximo feriado. E você, o que achou desses “singelos” passeios acima?

* A lista completa está aqui

Destino: Foz do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu. A água escura é sinal de que choveu muito.

Cataratas do Iguaçu. A água escura é sinal de que choveu muito.

Coisa boa é viajar! Conhecer um novo lugar – ou revisitar um local que tenha gostado, provar sabores, ver novas culturas e cores, sair da rotina são coisas boas demais! Para as pessoas de 40 anos, então, isso é fundamental! Nesse ponto da vida a gente já aprendeu o quanto é importante pra tudo – mente, saúde, espírito – essa ida a outras paragens para ser feliz. Bom, pelo menos é assim pra mim.

Então acho bem justo ter uma categoria Turismo aqui no blog, para postar sobre lugares que visitei, quero visitar e outras ligadas à área. “Inauguro” ela agora, pra falar da viagem que fiz há poucos dias a Foz do Iguaçu, para conferir o Festival de Turismo da cidade e, claro, ver as belezas turísticas de lá. Há 20 anos eu não ia a Foz, então é como se fosse a primeira vez. Foram cinco dias incríveis, com visitas a muitos lugares interessantes. Essas são minhas impressões:

– #FITCataratas – O Festival Internacional de Turismo das Cataratas é um dos eventos mais importantes do segmento no país e é voltado para profissionais da área. Tem muitos representantes de vários lugares, companhias aéreas, atrativos e da rede hoteleira. Ir a um evento desses dá muita vontade de viajar ainda mais! Afinal, como resistir a esse pensamento depois de visitar estandes como o de Beto Carrero World, rede Nobile de hoteis, de vários resorts de praias daqui mesmo do Nordeste e, ainda, de outros países? Quero mais, muito mais! Um encontro muito bom pra quem trabalha com Turismo.

Rainha e princesas da Oktoberfest e Fenarreco no FIT Cataratas

Rainha e princesas da Oktoberfest e Fenarreco no FIT Cataratas

–  Passeios turísticos – Parque das Aves, Parque das Cataratas, Usina de Itaipu (infelizmente, por causa do tempo corrido, só vi por fora), passeio de catamarã pra ver o pôr-do-sol em Itaipu, Saltos Monday (fiz arvorismo e tirolesa por lá!), city tour por Foz do Iguaçu em ônibus aberto (que nem aqueles que aparecem em vídeos de NY, sabe?), city tour em cidades paraguaias, templo budista, mesquita, Museu de Cera,  Vale dos Dinossauros, compras em Ciudad del Leste e o molhado-e-emocionante Macuco Safari, um passeio de barco pelas corredeiras, em que a gente vê de pertinho as cataratas argentinas. Foi tanta coisa, que espero não ter esquecido de citar nada! Queria ter tido mais tempo pra curtir ainda mais tudo que visitamos. Me emocionei em muitos momentos: dentro de viveiros de araras, vendo as cataratas de pertinho, no barco entre corredeiras e conferindo o pôr-do-sol em Itaipu.

– Comida –  Como é fronteira com o Paraguai e com a Argentina é fácil ver a influência desses países na comida por lá, além de muitos lugares com comida árabe (a colônia é grande). Tivemos um jantar maravilhoso no elegante restaurante da Sax, uma loja de seis andares de grifes de luxo no Paraguai – aquele salmão e a sobremesa de ameixas são inesquecíveis! Pra lembrar que está na região Sul a dica é almoçar na Churrascaria do Gaúcho. Mas, se eu puder dar um conselho gastronômico, reserve uma noite de sexta ou sábado para a Noite Italiana do restaurante Bella Itália – buffet de saladas, antepastos, sopas e pães, nada menos do que 42 tipos de queijos (!!!), um rodízio de massas fantástico e sobremesas deliciosas! Tem que ir de barriga vazia para aproveitar bem!

– Compras – Foz é uma cidade grande, então para compras “comuns” você acha tudo que precisar. Fora isso há as lembrancinhas nas lojinhas do Parque das Cataratas, no Parque das Aves ou no templo budista. Mas quando se fala em compras por aquelas bandas, o assunto é mesmo o Paraguai, com impostos que deixam os preços de importados mais baixos que no Brasil – e Ciudad del Leste é logo ali. São shoppings, galerias e as ruas são cheias de camelôs – com estes só compre o que você não fizer muita questão que seja original, ok? Quando fui à Sax, que vende grifes ótimas, era semana de liquidação, mas acabei nem comprando nada. Pra falar a verdade, comprei pouca coisa – basicamente, produtos pra cabelo da Aussie e mais umas bobagens – porque estava “descapitalizada”, o tempo era muito corrido (aconselho a deixar pelo menos um dia inteiro para as compras) e o dólar a 3,20 reais não ajudava nadinha – sim, tudo é cotado em dólar, mas você pode comprar em moeda brasileira ou paraguaia.

Jornalistas e blogueiros em Foz do Iguaçu

Jornalistas e blogueiros em Foz do Iguaçu

– Temperatura – É uma cidade de extremos. No verão – época em que fui, há 20 anos – passa facilmente dos 40 graus. Desta vez fui no outono, quase inverno, e estava bastante frio: teve dia que fazia seis graus às oito da manhã! E nem era inverno de verdade, ainda”

– Para quem serve – Se você vai com crianças, elas vão gostar de muitas atrações – só não aconselho o Macuco Safári pros pequenos, porque, afinal, é no meio das corredeiras, mas é ótimo pra ir com os amigos! Conhecer os parques das Cataratas e das Aves exige um pouco de disposição, porque você vai caminhar bastante e, no caso do primeiro, subir e descer muitas escadas, se quiser ver tudo, mas vale muitíssimo. Dizem que há bons lugares pra quem curte baladas, mas eu sou mais diurna que noturna e, ainda, eram tantos passeios que à noite eu só queria descansar pra me preparar para os passeios do dia seguinte. Mas, enfim, serve para os quarentões de todo tipo, indo com a família, amigos ou mesmo sozinho.

– Para passear e se hospedar – Quem cuidou de todo o receptivo dos jornalistas e blogueiros foi a Loumar Turismo. Aconselho procurar por eles, porque uma empresa especializada local é sempre o melhor modo de não perder nenhuma atração. Fiquei hospedada no hotel Águas do Iguaçu, bem no centrão da cidade. Não é nada luxuoso, mas é bem confortável, limpo, organizado e com funcionários simpáticos – e é perto o suficiente pra ir a vários lugares de táxi sem ficar caro. Mas lá você encontra hoteis de redes como Íbis e Nobile, além de muitos resorts fantásticos.

 Post longo, eu sei,mas não tinha como ser diferente! Espero que gostei das dicas. Postei um álbum com várias fotos dessa viagem a Foz do Iguaçu na página do Novos40 no Facebook (aproveita e curte lá!). Aconselho também a dar uma olhada nesse vídeo lindíssimo feito pelo Barba, vlogger de Fortaleza que também estava no grupo que viajou a Foz.

Então é isso. Espero que curtam as dicas. Quero deixar meu agradecimento à organização do Festival de Turismo das Cataratas, De Angeli Feiras e Eventos, Convention Bureau, Loumar Turismo e Itaipu Binacional pelo maravilhoso convite para participar dessa presstrip. Espero poder voltar à cidade em breve.