Como identificar uma boa noite de sono

Você tem uma boa noite de sono? Pode ter certeza que grande parte das pessoas prontamente responde “não”, mas sabia que há estudos para identificar se você dormiu bem – quando se trata do sono da noite, não de um cochilinho? O pesquisador Maurice Ohayon, do Stanford Sleep Epidemiology Research Center junto com vários outros especialistas em sono reviram mais de 200 estudos sobre o assunto e chegaram a conclusões interessantes sobre o que é ter uma boa noite:

  1. Você leva no máximo meia hora pra pegar no sono
  2. Você levanta no máximo uma vez do sono (pra ir ao banheiro, por exemplo)
  3. Se você levanta no meio da noite, você consegue voltar a dormir em até 20 minutos
  4. Você permanece dormindo por 85% do tempo que está na cama

Pronto, agora você sabe se pode dizer se a noite de sono foi boa ou não. Agora, se foi satisfatória ou não é outra coisa: cada um tem o seu tempo certo para dormir. De uma cosia não resta dúvida: esse período de descanso é fundamental ao bom funcionamento do corpo e da mente.

Daqui.

Romãs para combater o envelhecimento

A romã, aquela fruta que por aqui se come principalmente nos finais de ano, pode ser uma aliada no combate ao envelhecimento. É o que dizem pesquisadores da Universidade de Lausanne, na Suíça. A notícia não é de hoje, é de 2016, mas eu ainda não havia publicado aqui no blog, então tá valendo. Os cientistas descobriram na fruta uma substância chamada urolithin A, que aumentou nos animais a resistência pra correr em 42%.

Essa substância é transformada no intestino e faz com que as células se protejam contra o envelhecimento, reciclando os componentes das mitocôndrias. Isso significa que não adianta se encher de romãs, porque o que vale mesmo é o elemento já transformado no intestino – e cada um é um, não reagem todos do mesmo modo, então nem todos produziriam a urolithin A. Mas, veja só, pode ser que venha um suplemente alimentar poderoso e totalmente natural por aí, que nos encha de energia! Os testes em humanos já começaram a ser feitos. Aguardemos.

 

Levanta, que sentar envelhece

Uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia em San Diego comprova: ficar sentado por mais de dez horas por dia – e a gente fica desse jeito, facilmente, em dias de trabalho – e não se exercitar pode envelhecer as células em até oito anos. Para chegar à conclusão foram pesquisadas 1500 mulheres entre 64 e 95 anos de idade.

A pesquisa mostrou que as mulheres que se exercitavam menos de 40 minutos por dia e ficavam sentadas por mais de dez horas tinham telômeros mais curtos – aquelas extremidades do DNA que, quando ficam curtas demais, a ponto da célula não conseguir se partir mais, começa o processo de envelhecimento, sobre o qual escrevi neste post. Isso, vale dizer, não é em relação à idade cronológica, mas biológica, ou seja, como o corpo reage. Como resultado, essas pessoas também têm níveis mais alto de colesterol, obesidade e problemas cardiovasculares.

Ou seja: mais sedentarismo = telômeros mais curtos = envelhecimento mais cedo. Levanta da cadeira, que ficar sentado demais não tá com nada!

Cientistas descobrem nosso “timer do envelhecimento”

Cientistas italianos descobriram recentemente a proteína que ligaria o “timer” do nosso envelhecimento, ou seja, o elemento que “ligaria” o botão “está na hora de envelhecer” do nosso organismo. Trata-se de uma molécula chamada Tzap, que ligaria as extremidades de nossos cromossomos, área chamada de “telômeros”.

Todo mundo nasce com telômeros de tamanhos determinados, que vão ficando menores cada vez que as células se dividem. Quando esses telômeros, essas extremidades, ficam curtas demais, a célula não se divide mais e começa a envelhecer.

Esses movimentos precisam ser muito bem ajustados, tanto para que o corpo também perceba o que precisa ser renovado e regenerado na gente, quanto para que não haja o excesso e surjam tumores, por exemplo. A proteína Tzap assegura que a célula não se prolifere demais.

A descoberta, por enquanto, vai até aí. Mas, já pensou se os cientistas descobrem um meio de fazer com que a Tzap retarde esse processo de “quebra”, de diminuição dos telômeros, por exemplo? Será que assim também poderiam retardar o processo de envelhecimento ou mesmo ter um controle mais efetivo sobre células cancerosas? É ao pensar nisso que vemos quão grande é essa descoberta.

Greenery, a cor do momento

Isso não tem a ver só com quem tem 40 anos, mas com todo mundo – ou por quem se interessa por tendências ou, ainda, quer entender o motivo de uma cor aparecer tanto nas vitrines. Greenery é a cor de 2017, de acordo com a Pantone, cartela que muitos seguem, no mundo inteiro.

Trata-se de um verde das folhagens, como aquele de uma boa salada, sabe? Vejo como o verde do inseto que chamamos de esperança mesmo. Um tom que exala frescor! É uma cor que dá pra usar bem em roupas, maquiagem, decoração e a gente até encontra naturalmente por aí. Trouxe algumas inspirações:

Se bater alguma dúvida em relação ao tom, lembre de couves, vitórias-régias e, claro, no suco verde, presente nas dietas detox de tanta gente. É uma cor super fácil de misturar com verdes em outros tons e mesmo outras cores.

Esperança, detox, frescor, natureza…essa cor tem tudo pra dar certo e tomara que se espalhe mesmo por aí.

Wendy Ida, em forma aos 64, começou depois dos 40

Se você é daquelas pessoas que vê alguém super em forma e logo imagina que aquele ser deve ter se exercitado a vida inteira, talvez desde a adolescência, e não adiantaria nada começar agora, convido a conhecer Wendy Ida.

A canadense de 64 anos tem um corpão e saúde de dar inveja a muito jovenzinho e é bem comum que achem que ela tenha até 30 anos a menos do que a idade real dela. O detalhe é que Wendy só começou a se exercitar e seguir uma dieta mais saudável a partir dos 43 anos de idade, depois de ter passado por um relacionamento abusivo.

Entrou de cabeça nessa rotina saudável e o resultado é a conquista de oito títulos em competições de fisiculturismo e hoje é instrutora em uma academia. Dieta rígida, com muita proteína, e pelo menos duas horas de exercícios, diariamente.

Quem quiser, pode acompanhar o Instagram de Wendy para seguir o exemplo. Ela mesma diz: ““Quero ser uma inspiração para todos que dizem ‘Eu estou muito velho e não posso fazer”. A cara do #Novos40, não acham? Então vamos mexer, gente!

P.S. Tudo isso pra celebrar o fato de eu ter voltado à ioga ontem e, digo, foi super puxada, com muitos alongamentos, força e equilíbrio. Espero não abandonar desta vez. ;)

Como se tornar um “SuperAger”, a “Super Pessoa de Idade”

Elderly in superhero costume isolated on white background

Existe um determinado grupo de pessoas que os cientistas estão chamando, principalmente nos Estados Unidos, de “superager”, ou seja, os super “pessoa de mais idade” – pessoas mais velhas, mas com características superiores. O neurologista Marsel Mesulan diz que os superagers não são pessoas apenas que têm boa memória ou uma mente um pouco acima da média pra idade, mas que estão no mesmo nível de jovens de 25 anos que estão plenamente em forma!

Outra neurologista, Lisa Feldman Barret, estudou 17 desses “superagers” (acima dos 65 anos) e descobriu que partes do cérebro deles, em comparação ao cérebro de pessoas “normais” da mesma idade, eram mais espessas, mais grossas mesmo. Essas áreas, poderia se imaginar que seriam ligadas ao raciocínio, ao cognitivo, mas, na verdade, são  o sistema límbico e o lobo da ínsula, regiões do cérebro responsáveis pelo emocional! Isso já mostra o quanto questões como “obstinação”, “vontade” e “garra” contribuem que se forme esse superager.

Mas, como se tornar uma super-pessoa-de-idade? Depois de se descobrir que essa área responsável pelo nosso emocional também é responsável pelo estresse, linguagem, funcionamento dos cinco sentidos e até regulação dos órgãos internos, os cientistas foram adiante. Os cientistas ainda estão estudando que atividades realmente funcionam para que a pessoa se torne um “super”, tenha um super cérebro e um super físico, mas algumas coisas já são apontadas:

  • Exercícios vigorosos – até deixar exausto mesmo
  • Atividades mentais quase extenuantes (como problemas matemáticos)

Pois é, nada fácil. Os cientistas mesmo dizem que é comum que o caminho para se tornar um “super” seja difícil demais para a maioria, que grande parte sinta-se cansado demais e até frustrado. Mas os estudiosos também dizem que essa “dor” seria a construção dos músculos, mesmo os mentais.

Então as palavras cruzadas e o Sudoku não bastam, tem que ir até não suportar mais…e prosseguir, sem desistir. Aprender um novo idioma ou aprender música seriam bons exercícios para o cérebro. Nadar e correr, para o corpo. E, assim, você começa a construir uma camada mais “casca grossa” no seu cérebro, e, talvez, torne-se também uma super-pessoa-de-idade. A dica é começar já!

No site do Journal Neuroscience você vê o estudo completo.

No site do The NY Times você vê um bom resumo sobre o assunto.

(ambos em inglês – pra já começar a exercitar o cérebro rs).

O Brasil está envelhecendo – série do Jornal Nacional

Imagem daqui

“Aquela frase que dizia que o Brasil é um país jovem já não faz mais sentido. Hoje nós somos um país adulto, caminhando pra velhice”. Foi assim que Willian Bonner começou a apresentação de uma série de reportagens do Jornal Nacional, iniciada ontem (02/01), sobre a importância de se preparar para essa fase da vida, a velhice.

Achei bem importante trazer isso aqui pro blog, uma vez que esse espaço trata especificamente de idade, de um meio de caminho entre o ser jovem e o ser idoso. Talvez grande parte de nós ainda não se ligou e muito menos se prepara para quando chegar à terceira idade, mesmo os que já pensaram alguma vez que poderia ter se preparado melhor, quando estava lá pelos 20 anos, para quando chegasse aos 40. É aquilo da gente viver demais o presente, mas não planejar devidamente o futuro, né?

A primeira matéria da série é bem interessante e você pode vê-la aqui

Fica a pergunta: você está se preparando para a sua velhice?

Mulher mais velha do mundo diz segredos da longevidade

morano

A italiana Emma Morano é, oficialmente, a última pessoa do mundo nascida nos anos 1800. No dia 29 de novembro ela completou nada menos do que 117 anos! Pelo que diz, não foi uma longa vida feliz – trabalhou até os 65 anos em uma fábrica, perdeu o noivo amado na Primeira Guerra Mundial, foi obrigada a casar com outro homem – de quem se divorciou quando perdeu o único filho – este, ainda bebê.

Mas ela mantém o humor e crê que a sua longevidade se deve a dois fatores:

  1. Desde jovem come dois ovos por dia – uma recomendação médica que recebeu um dia e levou pro resto da vida
  2. Desde que se divorciou não quis mais saber de casar, pra “não ter que ser dominada por ninguém”

Até que são ensinamentos simples para tanta longevidade, não acham?

Vi aqui.

Saúde: benefícios da uva passa

passas

Dezembro se aproxima e já começou a “guerra das passas” – os que colocam elas no arroz e em vários outros pratos natalinos e os que as detestam, mesmo que seja umazinha só. Eu sou do time que ama, seja misturada em alguma comida seja pura mesmo, como um confeito. Você sabia que as passas têm vários benefícios para a saúde? Listei alguns:

  • É cheia de nutrientes: vitaminas A e B, cálcio, cobre, ferro, manganês, potássio e zinco são alguns deles.
  • Tem fibras e poder laxativo. Pra quem sofre de prisão de ventre, é um bom regularizador do funcionamento intestinal.
  • Ótima fonte de energia. Atenção, atletas de plantão – e quem mais precisar de uma forcinha.
  • Faz bem aos dentes! Sim, mesmo com todo o docinho dela, as passas são boas para a dentição por causa do ácido oleanólico que elas têm e ajuda na proteção contra cáries e bactérias.
  • Tem cálcio! Bom para ossos e dentes.
  • Por conter ferro, ajuda a combater a anemia.
  • Pode ajudar a baixar a pressão arterial
  • Faz bem aos olhos
  • Tem arginina, que aumenta a libido – ajuda, portanto, a melhorar a sua vida sexual.
  • Tem resveratrol. Pra quem não sabe, é tido como a “fonte da juventude”, por muitos. É antioxidante e há médicos que apontam que pode prevenir contra certos tipos de câncer, além de Alzheimer e Parkinson.

Apenas duas observações: quem tem nível de açúcar alto não deve consumir passas e sim, tem muitas calorias – mas ninguém vai comer meio quilo de passas de uma só vez, afinal, basta uma porçãozinha e tá bom. As propriedades das passas são maiores do que as das uvas porque estão concentradas, já que estão sem água.