O Regresso: sobre ter motivação

therevenant oregressoVocês assistiram o filme “O Regresso“, o novo de Leonardo Dicaprio? Acho que o filme está em cartaz. Eu vi já tem umas três semanas, mas me deu vontade de escrever a respeito aqui no blog. Sim, é o tal que provavelmente vai fazer com que Leonardo Dicaprio finalmente leve uma estatueta do Oscar pra casa – merecido, aliás.

“O Regresso” é um filme longo, sanguinolento, mas incrível. Trata-se da história de Hugh Glass, guia de caçadores e ele próprio caçador e vendedor de peles, que em uma expedição, em 1823, é atacado por um urso e, quase totalmente trucidado, é abandonado pelos colegas para morrer. A partir daí há uma saga dificílima desse homem em um território inóspito, com índios em pé de guerra pela sua área (e para garantir seu quinhão com as peles, claro), animais selvagens e a sua própria dor física (extrema) e emocional, por tantas coisas pelas quais passa.

Mas, para mim, o filme é sobre persistência. Sobre não desistir porque existe um motivo maior para continuar, sabe? Um filho, um compromisso firmado, uma vingança, uma promessa para si mesmo…é se apegar naquilo com todas as forças, enfrentando as piores situações, mas continuando.

Às vezes a gente não encontra motivação alguma, né? O que fazer nessas horas? A não ser que a situação seja mesmo para desistir – porque pode acontecer de ser só uma teimosia ou obsessão, por exemplo, o negócio é dscarafunchar, cavar fundo até encontrar…ou inventar a sua própria motivação, se agarrar nela com todas as forças até que você mesmo acredite nisso. Ter algo maior em mente é uma boa ideia para seguir em frente.

Bom, foi só um post para divagar mesmo. Mas, de todo modo, recomendo o filme. Em vários momentos pensei em como minha mente imaginaria algumas cenas se, em vez de ver o filme, estivesse lendo o livro. Acho que isso tornou “O Regresso” mais interessante pra mim. Vão vê-lo, então, e me digam o que acharam (caso já tenham visto também, claro).

P.S. Dicaprio está com 41 anos. Idade perfeita para ganhar o primeiro Oscar, concordam? ;)

Os velhos 40

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A esta altura do campeonato, quem já deu uma lida neste blog entendeu que aqui eu tento desfazer aquela ideia de antigamente, de que pessoas de 40 anos estariam cansadas e ultrapassadas e mostrar que somos jovens, cheios de planos e dispostos. Mas, sejamos bonestos: não e sempre assim. Tem dias em que o cansaço bate mais forte do que nunca, aparecem dores aqui e acolá, as idas aos médicos ficam mais frequentes e emagrecer já ficou difícil [há anos]. Tem dias em que chego em casa depois do trabalho e já não consigo produzir nada e nos finais de semana quero relax, risadas e descanso. Só!

Então você lamenta, mas logo lembra como empre foi: no meu caso, que malhou algumas vezes, mas não com muita frequência e mais pra programações traanquilas com amigos do que de farras. Também recorda que sempre foi ao médico e que já sabia que, com o tempo, isso ficaria mais frequente – sem dramas, até porque passou a prestar mais atenção na própria saúde. .Acima de tudo você já sabe que é preciso priorizar algumas coisas na vida e deixar outras para o futuro (ou para nunca mesmo).

É aí que entra a sua porção #Novos40 nesse contexto #Velhos40: o modo de encarar! Se antes ficava arrasada com muitas coisas, agora só o problema for sério. Fica com raiva e/ou triste, normalmente, mas já sabe que não pode se deixar levar por isso e continua a sua rotina, da melhor forma que puder. Também sabe que há pessoas a quem pode dizer “desculpa, não tô lega” e ficar tudo bem.

Mas é o humor que faz a grande diferença. Aprender a rir de mim mesma deve ter sido o que melhor fiz pela minha pessoa. Não que precise justificar como se sente, mas experimenta  “é PVC!” para explicar o “não” pra balada e pra falar sobre a causa de dores nas costas  Pra quem não sabe, PVC = “porra da velhice chegando”. Mesmo que a dor seja má postura, vale usar o humor.Emende essa frase com uma boa gargalhada e vai ver que esse humor contamina você mesmo e quem estiver por perto.

Para o restante, como os posts do meu blog resolvi que farei no tempo certo, sem forçar a barra. É o melhor que cada um pode fazer por si, em qualquer idade e ocasião. Vocês concordam?

Dia da Mulher – o que você quer de verdade?

O Dia Internacional da Mulher tem origem controversa, mas o objetivo creio que todo mundo saiba: lembrar a luta das mulheres pelos seus direitos, pela igualdade, pela não-violência. Eu não me importo que me desejem “feliz dia”, que me deem rosas ou chocolates – acho apenas que são pessoas que ainda não compreenderam o que é o dia de hoje.

Este é um dia não para comemorar, mas para lembrar a todo mundo que mulheres tem direitos, que ainda vivemos em uma sociedade sexista, onde muitas mulheres ganham menos fazendo o mesmo trabalho que homens, que a violência doméstica não deu trégua e ainda há quem ache que o sexo feminino existe apenas “para servir”.É absurdo que ainda há quem pense assim nos dias de hoje – mulheres, inclusive!

Então, pensando nisso tudo, me ocorreu que ao longo da vida a gente se pergunta várias vezes “o que eu quero?”, mas parece que quando os 40 anos chegam essa questão soa ainda mais alto dentro da cabeça. Percebemos quantas vezes fizemos o que não queríamos, começamos a enxergar barreiras que tentam nos empatar de ir adiante em realizar nossos desejos – algumas delas dentro de nós mesmas.

Sendo assim, sugiro que este dia seja usado também para que nós, mulheres, pensemos “o que eu quero pra mim, de verdade?“. Ao pensar nisso só existe uma atitude possível para alcançar: siga adiante! Você pode querer ser desbravadora ou clichê, o importante é que se respeite e se faça feliz. A pergunta é importante para que você possa separar o que quer daquilo que os outros querem de você, mas que assumiu como se fosse o seu desejo – mesmo sem ser.

Empoderamento feminino, educação de meninas (e dos meninos, para que o machismo não seja perpetuado), consciência da igualdade são expressões que passam cada vez mais a fazer parte do cotidiano e isso é muito bom. Ainda há um longo caminho a percorrer. Percorramos, então.Deixo para vocês alguns links que merecem ser lidos neste Dia da Mulher:

He for she – um movimento solidário pela igualdade de gêneros

Esse texto na revista TPM

Esse texto da Aline Valek

Essa matéria no site da ONU

A crise dos 41

Enfim voltei com o blog! Foram muitos dias sem nada novo aqui. Junte um computador que vai e volta do conserto há mais de um mês (obrigada, Dell!), com muito trabalho, dias de carnaval e uma crise pessoal, que o resultado é mais ou menos esse: poeira. Meu aniversário de 41 anos caiu no sábado de carnaval. Brinquei que a festa nas ruas era em minha homenagem, estava encarando tudo otimamente bem (ganhei até “parabéns pra você” embaixo do dragão do Eu acho é Pouco, veja só).

Mas, no dia seguinte, me bateu a crise. Aquela que não tive ao fazer 40 e não poderia imaginar – porque estava bem mesmo, até então – apareceria em algum momento. Em um domingo de carnaval depois de uma bebedeira me senti velha, feia e gorda, ultrapassada. Não sei se isso estava lá no meu subconsciente e decidiu se mostrar ou era apenas a minha mente tentando me trolar. Pode ter sido a depressão (sim, eu tenho, normalmente bem sob controle) querendo “se amostrar”. O que sei é que pegou pesado e me derrubou.

Porém, me derrubou mesmo por um dia só. Se tem uma coisa que quando a gente chega aos 40 anos sabe mais do que quando se é mais jovem é a começar a separar as coisas sérias das bobagens e este era um desses casos. Não dá pra perder tempo com coisa ruim. Então tratei de colocar a cabeça no lugar, me mandei para outros blocos de carnaval, descansei, voltei ao trabalho (depois de uns dias de feriado) e pronto, estou de volta! Me recuperando, ainda, mas enfrentando com firmeza até me reencontrar como a pessoa que disse que “os 40 anos não são os novos 30; são 40 mesmo, mas de um jeito diferente, melhor”. Vamo que vamo, que os 40 anos foram surpreendentemente bons e espero que esse 41 seja ainda melhor!

Status: “queria, não aconteceu, tudo bem”

Faz tempo que não coloco uma divagação minha aqui no blog. Mas esses dias me veio à mente um assunto que deve ter entrado na pauta das minhas conversas um sem número de vezes: casamento. Aliás, dois: casamento e filhos. Bem, fiz 40 anos e não aconteceu de casar nem de ter filhos.

Tudo bem, não é nada incomum, iguais a mim tem um monte de mulheres por aí. Há as que nunca quiseram nem uma coisa nem outra, as que só queriam casar, as que só queriam filhos, mas uma coisa me chama atenção: grande parte das mulheres que já conheci pessoalmente e estão na mesma situação que eu se sente na obrigação de dizer “estou ótima”, “maravilhosa”, “melhor assim”, “homens não prestam” (ok, levei em consideração o casamento hetero, apenas porque é minha realidade, mas, se não é a sua, que seja “não tem quem preste etc”, ok?). O “nunca quis” aparece muito mais do que imaginam.

Claro que conheço muita gente que nunca pensou mesmo nessa vida casada-filhos-etc e acho esta uma decisão normal – afinal, cada um deve ser responsável pelo seu próprio destino e isso de seguir regras tradicionais que a sociedade espera (espera mesmo?) já não cabe em nosso tempo. O que não compreendo é: se você já sabe que não tem essa obrigação, por que não pode dizer que queria, mas não aconteceu e ficar bem com isso? “Até queria estar casada e com filhos. Pensei que a esta altura do campeonato estaria. Não aconteceu. Mas ok, estou bem” foi minha resposta, algumas vezes.

Não entendo quem se espanta com isso. Não aconteceu, mas eu estou bem. Pode acontecer, ainda – ou não. E tudo bem, também. Acho negar um desejo algo tão imaturo! Sem obsessão, drama, tristeza, mas sem desprezo também ou um olhar de melhor/pior que outros apenas por isso. A idade começa a ensinar que nem todos os caminhos se mostram como a gente imaginava que se mostrariam, então aprende a caminhar bem nos caminhos que nos apareceram. É isso.

E vocês, o que acham a este respeito?

Prioridades!

Quase um mês sem atualizar o blog! Que triste! Sim, sei bem que é um descaso com leitores e peço desculpa. A verdade é que, além de problemas com a internet/linha telefônica de casa, tenho andado bem cheia de tarefas no trabalho (não é uma reclamação. Como vivo dizendo “gosto de poder pagar minhas contas” e “ruim mesmo é não ter trabalho nenhum”) e estado bem cansada, inclusive com bastante sono. Então achei por bem priorizar o que deve ser priorizado: eu mesma, minha saúde, meu descanso. Taí uma coisa boa que vem com a idade: saber que em certos momentos algumas coisas, mesmo boas, tem que ficar de lado por um tempo para dar lugar ao que realmente deve ser prioritário. Foi isso que eu fiz, mas, enfim, ESTOU DE VOLTA!

E se você pudesse mudar o seu passado?

a dona da história

Já pensou, poder voltar ao passado e poder mudar o rumo que a sua vida tomou? Imagina poder reescrever a sua história e, em vez de, por exemplo, ter escolhido a profissão que você tem hoje, escolher outra. Ou não ter casado. Ou ter ido atrás da “pessoa da sua vida” e ter casado. É disso que trata a peça “A Dona da História”, que fui ver na última quinta-feira no teatro Apolo, ali no Recife Antigo. O espetáculo está em cartaz com Lívia Falcão e Olga Ferrário – mãe e filha, interpretando a mesma personagem aos 20 e aos 50 anos, que encontra consigo mesma e pode fazer essas alterações no passado (aos 20), que refletirão no futuro (aos 50).  A peça é de autoria do pernambucano João Falcão e já virou filme, em 2004, quando a personagem do enredo foi vivida por Marieta Severo e Débora Falabella.

A personagem – só são elas duas no palco – começa a elaborar outras alternativas de vida. Por exemplo “e se eu não tivesse ido ao baile onde Luís Claudio me pediu em casamento, mas eu acabasse o namoro com ele naquele dia?”, “e se em vez de casar e ter uma vida certinha eu tivesse ido ser atriz de teatro?” e por aí vai. Isso tudo é feito com muito humor.

Acho que todo mundo faz esse “exercício”, de pelo menos imaginar o que poderia ter acontecido se você tivesse escolhido outros caminhos. Na idade da gente, então, é que faz mesmo! A peça serve, inclusive, de ponto de partida pra pensar nisso – aliás, me reconheci em algumas situações da personagem. Se isso não serve pra mudar o passado, talvez sirva pra começar algo diferente hoje e, assim, mudar alguma coisa para o futuro. Bem, acabei de entrar nesses #novosquarenta, talvez sirva para que eu tenha #novoscinquenta.

Quanto à peça, ela está em cartaz de quinta a domingo, às 20h, no Teatro Apolo, até o dia 30 de março. O ingresso custa 20 reais (10 reais, meia entrada), sendo que na quinta-feira custa oito reais para todo mundo. Aconselho: garantia de boas gargalhadas e uma boa reflexão.

Mas, me diz aí: se você pudesse revisitar o seu passado, o que você faria diferente?

Os “novos 40”

bolo de aniversário 40 anos

Eis que chegou o dia! Entrei na casa dos “enta”. Você sabe: quarENTA, cinquENTA, sessENTA…por aí vai. Eu poderia esconder a idade, dizer que tenho vários anos a menos – pode ter certeza que acreditariam. Aliás, ninguém acredita é quando digo que tenho o quanto tenho. Nada disso muda um fato: eu realmente estou fazendo 40 anos. Fico feliz com isso.

Confesso: não estou curtindo muito a ideia. Sei que é bobagem, mas é estranho. Porém, posso dizer que isso já é melhor do que há alguns meses, quando eu estava odiando, me achando velha, ultrapassada. Nada que boas companhias não tenham me ajudado a superar.

Houve quem dissesse “não se preocupa, os 40 são os novos 30 anos”. Entendo o que quer dizer: o conceito do que são as “pessoas de quarenta anos”, hoje, é bem diferente do que se pensava há pouco mais de uma década. Mas isso não são “40 são os novos 30”, isso significa que temos “novos 40”, simplesmente. Ou seja: muita coisa que até há algum tempo se achava que era “só para pessoas mais jovens”, que pessoas de 40 anos já não pudessem/devessem fazer, que estaria tarde demais, hoje está sendo feita por esses mesmos quarentões. Essas pessoas estão, por exemplo, começando a fazer faculdade, sonhando em conhecer alguém bacana e casar, fazendo a primeira tatuagem, começando a aprender um instrumento musical, indo mochilar em algum lugar, embarcando em um intercâmbio, estão com o coração na mão por conhecer alguém novo e até tendo filhos. Sim, porque hoje os tratamentos médicos permitem que mulheres acima (algumas um bocado acima) dos 40 anos tenham filhos de modo seguro.

Então começo esse blog como uma terapia para mim, para que toda vez que eu pense que passei da idade pra alguma coisa, eu mesma me faça lembrar que esse conceito está ultrapassado, que há muito pela frente. Quero fazer isso com exemplos, mostrando histórias bacanas e pessoas lindas. Claro que também quero mostrar produtos e serviços que achar interessantes e tudo mais que combinar com este blog.

Bem, é isso. Em vez de esconder a idade, como muitas pessoas fazem, resolvi alardear. Acho que é melhor fazer algo útil e bacana disso e, ainda, rir da cara desses quarenta anos. É um novo começo, uma nova ideia, um novo conceito. São novos 40.

Vamos lá!

P.S. Não, ainda não estou curtindo a ideia. Estou apenas ‘ok’, com isso. Mas eu vou aprender a curtir. Ah, vou!

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