A partir dos 40 anos temos maior amplitude intelectual

Há quem pense que quanto mais idade temos, mais ladeira abaixo vamos. Não é bem assim! Um problema aqui, outro acolá, igual a qualquer fase da vida, mas também temos nossas vitórias. Olha aqui uma delas! O neurocientista, filósofo, neuropsicólogo e psicanalista Fabiano de Abreu afirma que, baseado em dados científicos, aos que chegaram ou ultrapassaram os quarenta anos de idade a amplitude intelectual é maior. 

Ele diz que que o envelhecimento humano depende de vários fatores internos e externos, sobre os quais podemos ter algum poder:

“O envelhecimento humano está sujeito a influências intrínsecas, como a constituição genética individual responsável pela longevidade máxima e os fatores extrínsecos condizentes às exposições ambientais que o indivíduo sofreu (dieta, sedentarismo, poluição, entre outros). A partir dos 40 anos de idade temos o que chamamos de contagem regressiva, quando nossos neurônios começam a morrer e temos o degeneração natural do envelhecimento com a atrofia dos hemisférios cerebrais entre muitos outros fatores. Na juventude estamos formando neurônios e fortalecendo sinapses (impulso nervoso), mas num processo natural de conhecimento, não temos o fator crucial para um intelecto pleno, com o cognitivo desenvolvido para termos uma melhor interação social, aprendizagem e com todas as nuances necessárias para um melhor bem estar”.

Não desanima ainda, gente! O neurocientista também que o auge do saber do ser humano se dá a partir dos 40 anos. “Após os 40 anos temos o que é denominado de Inteligência cristalizada; que está relacionada ao conhecimento que vem da aprendizagem anterior e experiências passadas que resultam em uma melhor compreensão de leitura e vocabulário”. Fatores como maior autocrítica, mais cuidado com o que faz no dia a dia (não se arriscar tanto, por exemplo), experiências já vividas e vocabulário mais rico contribuem para uma maior amplitude intelectual a partir do momento que chegamos à casa dos 40. É isso aí: mais maduros, mais sábios.

Quarentena: o que fazer quando não se pode sair de casa?

Estamos vivendo dias atípicos. O coronavírus virou pandemia e aqui no Brasil, como em outros lugares, estamos em isolamento social, em uma tentativa de não espalhar ainda mais a covid19. O resultado, para muitos, é de ansiedade lá em cima ou de tédio, preocupação em ocupar o tempo enquanto se está em casa. Visitei vários sites, blogs e redes sociais e trouxe uma listinha de coisas para você se dedicar nesse período, porque ficar 100% do tempo apenas apreensivo não é bom para ninguém, correto?

Então segue aí:

Bem, por enquanto é só. À medida que eu souber de mais coisas online, gratuitas e bacanas, vou adicionando à lista, certo? De resto, já sabe: arrumar gavetas, papear online com amigos, se divertir com os memes, enquanto se informa. Tudo para garantir que estejamos informados, mas com a mente de boas.

Você é uma WHIP?

Jane Fonda, 82 anos, WHIP desde sempre! Maravilhosa! (foto: site da BBC)

Você já ouviu falar no conceito “WHIP”? Ele existe há alguns anos e agora está se popularizando. Significa “Women Hot, Intelligent and in their Prime”, ou seja “mulheres quentes, inteligentes e em seu melhor momento”. É o termo que estão usando para designar mulheres acima dos 50 anos que têm um “Q a mais” de “interessância”. Aquilo de não bastar ser bonita aos olhos de quem acha bonita – não precisa estar naqueles padrões que a gente conhece bem, ufa! -, mas ter um papo interessante, ser alguém que as pessoas olham e se sentem, de alguma forma, atraídos.

Existem vários exemplos de mulheres assim: Fátima Bernardes, Madonna, Cameron Diaz, Jane Fonda e várias outras. Detalhe que o termo não serve só para os homens falarem a respeito de mulheres (como o MILF), mas normalmente são usados como elogios pelo “conjunto da obra”. Observou que essas citadas acima são admiráveis, porque, entre outras coisas, sabem o que querem e correm atrás de realizar isso? Normalmente não gosto de títulos, apelidos e afins, mas, vou dizer…até que simpatizem com o WHIP e espero estar pavimentando meu caminho para me tornar uma mulher assim, de fibra, bem comigo mesma e no meu esplendor total, logo, logo.

P.S. Claro que já lembramos que “whip”, em inglês, significa “chicote” e é possível que o acrônimo tenha sido pensado pra chamar essas mulheres de mandonas. Mas, sabe o quê? Diz o ditado: “se não aguenta, pra que veio?”.

Tendências 2020

Se tem uma coisa que gosto é de saber sobre tendências – moda, decoração, gastronomia…qualquer assunto me interessa e entendo que qualquer um deles pode ser resumido em um: comportamento. Isso porque dizer que alguma coisa é ou será tendência é dizer como grande parte das pessoas vai se comportar, o que elas vão fazer, consumir etc.

Entre os vários relatórios sobre tendências para 2020 que eu li, boa parte diz que os anos 90 estão de volta, ou, pelo menos, grande parte das coisas que nós, acima dos 40, vimos naquela época estarão de volta. Bom, exatamente em 1990 eu estava com 16 anos, então isso diz bastante sobre minha adolescência e iniciozinho da vida adulta – talvez de muitos de vocês que leem o blog também. Então vamos ver algumas dessas coisas que deverão voltar, de acordo com um dos melhores relatórios que li: o do Pinterest:

Música

Pode apostar na volta de sucessos da música baiana, por exemplo. Vai ter muito “ô, Miiiila” e “a cor dessa cidade sou eeeeu” tocando. Pode tirar seu figurino de axé music do armário e vamos lá aprender os passinhos dessas músicas – e dos pagodões clássicos – tudo de novo. Para quem curte as ~internacionais, o hip hop, que já começou a dar as caras novamente, também estará bastante forte.

Moda e Estilo

Levando em conta as tendências musicais, pode tirar do armário o seu top e as roupas super coloridas, que eles estarão nas ruas novamente. Porém, como moda não é igual pra todo mundo – ufa! Do mesmo modo, as roupas folgadas do hip hop. O estudo mostra que o finalzinho dos anos 90 e, ainda mais, início dos 2000 prevalecerão, então estamos novamente com aquela tendência camisetas com inscrições, por exemplo, muito jeans (look total) e – quem sabe? – talvez até o grunge dê as caras.

Comportamento

Claro que moda e música se referem a comportamentos, mas existem outras ações, atitudes que deverão acontecer no ano 2020 que serão bastante marcantes. Um exemplo está no pensamento “sem gênero”, ou seja, não binário ou, ainda, melhor explicando: cada vez menos teremos o “isso é para meninos/homens e aquilo é para meninas/mulheres”. As coisas deixam de ter essa divisão e se tornam “é para quem quiser”, assim como muitas pessoas são o que elas sentem que são e pronto. Que tal nomes que servem para meninos e meninas? E um smoking em forma de vestido? E bonecas/bonecos, carrinhos e demais brinquedos sendo simplesmente para quem gostar deles, sem definir se são femininos ou masculinos? Isso já começou e deve ser deste modo, cada vez mais. É inclusivo e libertador!

É um novo tempo? Sim, todo dia é um novo tempo! Essas tendências, para os mais atentos, já estavam bem claras e já estão aí, na verdade! Vai incomodar alguém? O que é novo sempre incomoda. Mas é isso: até o nosso próprio corpo é incômodo enquanto cresce! Faz parte do processo de evolução. Sugiro que você dê uma olhada nessa pesquisa do Pinterest e fique por dentro de tudo que já nos rodeia e o que ainda virá por aí.

Que acabe o preconceito de idade!

O preconceito de idade é real e o assunto tem me interessado cada vez mais, provavelmente por já me identificar com algo – apesar de dizerem que só se começa a senti-lo mesmo a partir dos 50, meus 45 anos de idade e alguns meses de desemprego já começam a sentir o cheiro dele. Então venho pesquisando bastante sobre o tema.

De pesquisa em pesquisa acabei chegando nesse vídeo ótimo de um TED Talks de 2017, chamado “Let’s end ageism”, que pode ser traduzido como “Vamos acabar com o etarismo” que, como sabem, é justamente o nome que damos ao preconceito de idade. O vídeo tem legendas em português. Vamos acompanhar?

E então? O que acharam e o que têm a dizer sobre o tema? Vamos conversar mais sobre ele?

Longevidade em Exposição

Começa nesta sexta-feira (02/08), no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro a exposição “Longevidade: os Caminhos para Viver mais e Melhor”. A expectativa de vida aumentou muito nos últimos anos – hoje é de 76 anos de idade, entre os brasileiros – e, por isso, é importante que se discuta como iremos viver e que mundo teremos, já que as pessoas ficam cada vez mais tempo por aqui.

O evento mostra como foi que a humanidade chegou a esse patamar de idade média, as transformações – sociais, tecnológicas etc. – que aconteceram ao longo dos anos e, ainda, como estamos nos preparando e como podemos nos preparar para um futuro com mais idade, tanto em relação à própria saúde quanto no que se refere ao que temos feito com o planeta.

A exposição é interessante a todos, não só aos que têm mais idade – afinal, todo mundo vai chegar lá, né? Além disso, é muito importante saber como se preparar para quando esse momento chegar.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO LONGEVIDADE – OS CAMINHOS PARA VIVER MAIS E MELHOR

02 DE AGOSTO A 15 DE SETEMBRO

De terça a domingo – 12h às 19h

ENTRADA GRATUITA

Centro Cultural Correios

Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro – Rio de Janeiro

Para mais informações, acesse aqui.

As Mulheres sem Idade

Passou da metade do mês e eu escrevendo sobre uma revista que chegou às bancas no início do mês. Mas é por um bom motivo: a revista Claudia deste mês tem como tema “Idade não é Limite”, algo que tem tudo a ver com o Novos40. Na capa, a atriz, apresentadora etc. Regina Casé, diva do movimento “ageless“, ou seja, aquele que mostra que não existe “idade certa” para as coisas, que sempre é tempo. A matéria com ela, que se tornou avó há poucos meses, está bem bacana e fala de trabalho, casamento e maternidade, entre outras coisas.

Também tem outra matéria, muito legal, chamada “Idade não me Define”, que mostra mulheres que começaram a fazer coisas – virar fotógrafa e andar de bicicleta, entre elas – em idades que alguns poderiam achar “tarde demais” pra aquilo. Belos exemplos, aconselho as leituras!

Conheça os “perennials”, as pessoas “sem idade”

Mulheres de 40 anos e mesmo 50, em grande número não se sentem de “meia-idade” – o que a gente já havia colocado aqui no blog algumas vezes, de outras formas, foi comprovado em pesquisa do Telegraph. A pesquisa foi feita com mais de 500 mulheres no Reino Unido, mas creio que reflete bem o que se passa aqui também.

Vi essa matéria no Telegraph graças à amiga Sam Shiraishi, do ótimo A Vida Quer, ela mesma na casa dos 40, como eu. Uma pesquisa mostrou dados interessantes: mais de 2/3 das mulheres que responderam acham que estão nos melhores anos de suas vidas, 59% sentem-se vibrantes e jovens como nunca e 84% apenas não se define pela idade. E, ainda, 80% acham que a sociedade não as vê como realmente são.

Muitas dessas mulheres não aparentam a idade que têm e não se identificam minimamente com o termo “meia-idade” como hoje se define. A pesquisa foi feita pelo grupo Super Human e uma das fundadoras, Rebeca Rhodes, acha que as empresas têm muito foco nos chamados millenials, mas esquecem o grande poder de compra de quem tem mais de 40 anos – algo grave, levando em conta que no Reino Unido 1/3 dos trabalhadores estarão acima dos 50 anos.O resultado? As mulheres mais velhas acabam usando produtos que foram desenvolvidos ao se pensar nas mulheres mais jovens.

O termo “meia-idade” está ficando obsoleto. As pessoas que têm por volta de 40 e 50 anos hoje são conhecidas como “perennials“. Pessoas de todas as idades, que têm amigos também de todas as idades, que curtem tecnologia, que sabem o que está acontecendo no mundo, são criativas, colaborativas, enfim, vivem de fato o mundo. Até o jeito de se vestir dessas pessoas não se identifica com o de “mais velhas” – até porque as que se sentem assim acabam por aparentar mesmo com mais idade. Não é que elas tenham que se vestir como “jovens”, mas usam um tipo de roupa que não tem idade, simples assim. As atrizes Julianne Moore, Emma Watson e Julia Roberts estariam nesse grupo “sem idade definida”.

As novas mulheres entre 40 e 50 anos têm mais confiança em si mesmas para trabalhar e emitir opinião, são ambiciosas (de modo positivo) e gostam de novos desafios, são ativas. No mesmo caminho, as empresas começam a definir seus clientes pelas preferências deles, não pela idade que têm – sem idade, como os perennials, cuja tradução, aliás, faz todo o sentido: são perenes. E, assim, as definições limitantes são ultrapassadas.

* A matéria completa sobre o assunto está aqui

Evento para a maturidade, no Rio de Janeiro

Dica para quem está no Rio de Janeiro: hoje (05/07) e amanhã acontece na Varanda do Botafogo Praia Shopping o evento Saúde, Beleza & Bem Estar na Maturidade, com um bate-papo bacana sobre mudanças que acontecem com as pessoas após os 50 anos de idade. O encontro é promovido pela plataforma #Atitude50 e traz os seguintes assuntos:

  • Hoje (05/07)
    • Efeitos da menopausa na aparência e como melhorar a pele nessa fase da vida, com a dermatologista Graça Silveira
    • Relacionamentos: mitos e verdades pós 50 anos, com a terapeuta sexual Cristina Barros
  • Amanhã (06/07)
    • Inventários e questão de sucessão e familiares, com a juíza Andrea Pachá
    • Previdência privada, INSS e poupança como preparação para a aposentadoria, com a gestora de negócios Patricia Campos

O evento começa a partir das 19h no Varanda Botafogo Praia Shopping e a entrada é gratuita. Aproveitem!

Cameron Diaz, casada aos 42

Em dias de hoje ainda há quem pense em “idade pra casar”. Confesso que as vezes me contamino por essas ideias bobas que circulam e penso “acho que está tarde demais pra mim”. Nunca foi meu projeto de vida, mas não significa que não estivesse aberta à ideia, entende?  Aí aparece Cameron Diaz, que se casou aos 42 anos, e em um evento da amiga Gwyneth Paltrow e dá a real. Gwyneth perguntou à amiga porque ela esperou até estar na casa dos 40 para casar, ao que ela disse prontamente “Eu ainda não havia conhecido meu marido”.

Ela completou dizendo “Mulheres são muito objetificadas, mas meu marido tem conseguido me mostrar o que é não ter isso em um relacionamento e a sermos iguais”. “Meu marido é meu parceiro na vida e em tudo”. Eles se casaram em 2015, quando ela tinha 40 anos.

O relato da atriz fez com que várias mulheres mostrassem, nas redes sociais, sua identificação com a atriz, dizendo também preferirem casarem-se mais velhas, com alguém que realmente valha tentar o casamento. E você, o que acha?