A preguiça que os 40 trazem – opinião

Quarenta e dois, quase 43 e uma certa preguiça. Nem me refiro àquela vontade de não fazer nada, de ficar em casa vendo Sessão da Tarde enquanto come pipoca – essa até existe também, mas aqui o assunto é outro: é uma certa preguiça de ir contra. Durante boa parte da vida fui a que se sentia na obrigação de mostrar a opinião, entrava na discussão disposta a vencer, pela razão ou pelo cansaço.

Hoje o cansaço me vem primeiro. Quando penso no tempo que vou perder, no estresse que talvez tenha, na energia que aquilo tudo vai me demandar…dá uma preguiça medonha! Tem que valer a pena, tem que ser algo que valha (para mim) dar a opinião, tenho que ter motivação pra discussão, ou, se não, apenas não.

Nem sempre isso funciona, é certo. Ainda me meto em umas barcas furadas. Mas já saí de tantas outras movida por essa preguiça. Claro que, com isso, ouvi muitos absurdos fazendo apenas a minha melhor cara de “não vale a pena” e deixei de expôr vários pontos de vista.  Nada muito importante, evitei o enfado. Talvez essa preguiça que a casa dos 40 anos tragam não seja realmente preguiça, afinal. Pode ser apenas que seja a maturidade, chegando de forma enviesada e disfarçada, junto com mais humor, que me faz relevar mais coisas e deixar passar. Vale observar e deixar ser.

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