Hattie Retroage: Tinder e um novo olhar para a vida sexual dos mais velhos

Hattie Retroage, 83 anos.

Por esses dias tenho visto muitos sites, blogs e afins falando em Hattie Retroage, uma mulher americana de 83 anos que tem um perfil no Tinder e diz já ter feito sexo com mais de 50 homens – todos mais jovens que ela. Espantoso para alguns, fascinante para outros, claro, já que não é algo que a gente normalmente veja: uma octagenária dizendo que é sexualmente ativa – e bote ativa nisso!

Mas eu fui pesquisar mais um pouquinho sobre Hattie, porque não era possível que fosse só isso: de repente, há oito meses, ela resolve entrar no Tinder e fazer sexo adoidado? Tinha que ter mais! E tem! Primeiro, ela é psicoterapeuta, o que, imagino, já ajuda bastante para que ela tenha essa mente aberta e esse olhar sobre sim, de “ei, estou viva, vivíssima, vivérrima!”. Ela foi casada até os 50 anos de idade e diz, em todas as entrevistas que fizeram com ela, que a vida sexual com o ex-marido era maravilhosa. Se separaram depois que os filhos entraram na universidade – o casamento não deu mais certo. Naquela época, diz ela, queria apenas ser mãe, dona de casa, uma vida comum.

Depois da separação o ex-marido casou-se de novo e ela pensou que em algum momento faria o mesmo – então era isso que ela queria: sexo + amor + casamento…nada incomum. Aí, apesar de conhecer vários homens, vendo que o rumo da vida não era como o que esperava, decidiu “cortar relações” entre o seu coração e seu sexo

. E, assim, começaria a ir atrás somente deste, para se satisfazer mesmo – e não há nada de errado nisso, correto? Assim, aos 55 anos, começou essa nova fase: colocou um anúncio no jornal “convocando” homens, selecionava os que curtia e pronto, se fosse pra rolar, rolava. Portanto, não é algo iniciado agora, como fazem parecer todas as matérias, há quase 30 anos ela vive a vida desse jeito, se diverte, é saudável e feliz. No Tinder ela diz que prefere os homens de sorriso aberto, que parecem saudáveis e tem duas exigências: não ser eleitor/apoiador de Trump nem aproveitadores. E é aquilo: acabou a curtição, vai cada um pro seu canto. Por que ela prefere os mais jovens? “porque eles são mais preocupados em dar orgasmos”, diz ela.

Se ela está certa ou errada? Oxe, quem sou eu pra julgar, minha gente? Aliás, nem vejo nada para ser julgado! Mas, uma coisa é certa: Hattie é mais uma prova de que o “envelhecer”, hoje, é muitíssimo diferente daquele que se pensava há alguns anos e – quanto a isso, sim, posso opinar – é muito bom que seja deste modo! Mentes abertas para esse novo modelo entrar e sigamos em frente! Deixo abaixo um vídeo feito com a nossa personagem pela Barcroft TV, que mostra mais sobre ela e dá uma baita motivação em quem vê:

O Futuro Profissional pós 40

Jorge Penillo, o “Doutor Carreira” (Foto: Divulgação)

Várias coisas têm me levado a pensar sobre a vida profissional dos que passaram dos 40 anos de idade. Entre elas, duas se destacam: a primeira, a tal reforma da previdência, que vai exigir que muita gente trabalhe mais tempo do que havia planejado inicialmente. O segundo motivo é mais pessoal: depois de muito tempo, me vejo em busca de novos desafios profissionais (isso mesmo, sem emprego) – já fazem dois meses e só agora começo a ajustar meus pensamentos, pois fiquei uns bons dias completamente sem saber o que faria da minha vida profissional daqui pra frente – afinal, preciso de um emprego e ainda quero contribuir para a sociedade com tudo que aprendi ao longo do tempo.

Então bati um papo com o coach e mentor de liderança e carreira Jorge Penillo, que traz ótimas respostas ao que podem ser dúvidas de muita gente que está mais ou menos na mesma situação que eu ou que, simplesmente, sente que precisa de um novo rumo profissional. Então se liga aí nessa conversa!

Pesquisas mostram que até o ano 2040, metade da força de trabalho brasileira terá mais de 50 anos de idade. Como nós, de 40 anos, podemos nos preparar para continuar firmes e fortes no mercado, especialmente agora que é bem possível que muita gente tenha que trabalhar mais tempo do que esperava para poder se aposentar?

É fato! Nossa população está amadurecendo, mas não necessariamente envelhecendo. Amadurecer traz consigo experiência, equilíbrio e paciência, características que não estão presentes na juventude, porém, é importante manter o corpo firme e pronto para novas batalhas do mercado de trabalho. Seguem 3 três passos do plano para se manter firme a ponto de causar admiração dos mais jovens:

Plano CMT ( Corpo – Mente – Tecnologia)

C – Mantenha uma atividade física, controle seu peso e tenha hábitos saudáveis de alimentação, pois isso vai te proporcionar vigor físico para os desafios diários.
M – Mantenha sua mente em constante agilidade, portanto, estude, faça novos cursos, aprenda novas habilidades, faça exercícios de inteligência, como testes de memória.
T – Aprenda a usar novas tecnologias como redes sociais, funções de telefones celulares, aplicativos de Internet ou celulares.

Não tem nada mais assustador para jovens do que pessoas acima de 50 anos de idade que conhecem novas tecnologias, têm a mente afiada e um corpo saudável talhado a boa alimentação e exercícios físicos.

Dá para mudar de carreira profissional depois de passar dos 40 anos? O que a pessoa pode fazer caso queira mudar de rumo, mas ainda não sabe exatamente qual caminho seguir?

Sim, é possível, e eu mesmo sou exemplo desta transformação. Depois dos 40 fui desligado da empresa onde trabalhava com Chefe de Operações da Sala de Controle de Energia. Tinha construído uma carreira profissional sólida no setor, porém, quando fui desligado, queria fazer algo que estivesse ligado a minha missão de vida. Pouco antes de ser demitido, cheguei à conclusão que minha missão de vida era ajudar as pessoas a encontrarem seus propósito de vida e ter sucesso profissional. O que fiz para conseguir chegar a minha missão vida?

Basicamente, me fiz 3 perguntas:

  • O que eu realmente amo fazer e que faria mesmo que de graça?
  • O que eu quero deixar de legado para as pessoas e os mais jovens no futuro?
  • Quem eu conheço que já faz o que eu gostaria de fazer, tem razoável sucesso e pode me ajudar?

Conclusão: descobri que desde criança eu tinha habilidade para lapidar talentos e fazer as pessoas acreditarem em si mesmas. Concluí que minha missão de vida era fazer brilhar os pés e as mentes das pessoas, fazendo-as felizes em seu trabalho. Procurei pessoas que já faziam esta atividade, me inspirei nelas e comecei minha jornada.

Hoje, aos 48 anos, faço brilhar pés e mentes por meio do trabalho. Pés porque um dia fui engraxate, e mente porque hoje aplico coaching e mentoria de carreira para pessoas que querem transformar sua vida profissional em um legado. Procurei referências profissionais e segui seus passos.

Quais vantagens têm as pessoas com mais de 40 anos de idade em relação aos mais jovens, especialmente no que se refere ao trabalho? Quais vantagens ela pode trazer a uma empresa empregadora mais do que um jovem traria? Quais são as desvantagens e de que modo essas pessoas podem superá-las?

Pessoas acima de 40 anos têm como grande vantagem experiência e paciência, mas o grande problema é que, às vezes, trazem consigo a arrogância e a prepotência por achar que já sabem tudo. Lembre-se que o cenário mudou, e hoje há muita inovação tecnológica; os jovens já nasceram na era da alta tecnologia, portanto, são nativos digitais, e esta é a desvantagem.

Se quer superar isso, se matricule em cursos de atualização tecnológica, participe de seminários e palestras onde estão jovens falando sobre tecnologia e mundo digital e você dará um banho de conhecimento em todo mundo!

Hoje, muito se fala em “trabalho do futuro” ou “empregos do futuro”, mas sempre pensando nas pessoas mais jovens. Quais seriam estes trabalhos para os mais maduros?

Pessoas maduras também podem participar desse admirável mundo novo da tecnologia. Quem mexia com manutenção de carros com injeção eletrônica, deve fazer, o quanto antes, um curso de transmissão elétrica de veículos; se mexia com Departamento Pessoal, deve se atualizar com os novos ERP’s (softwares de gestão empresarial), e assim vai. Só existe uma forma de você fazer parte dessa transformação de empregos futuros: estudando. Conhecimento é a chave do sucesso!

Quais mercados podem crescer com o envelhecimento da população?

Mercado de saúde, pois mais pessoas precisarão de cuidados médicos, alimentação saudável, medicamentos, exercícios físicos e medicina diagnóstica. O mercado de educação para matura idade (entre 40 e 65 anos), como novos cursos de atualização tecnológica, novas formações profissionalizantes e cursos superiores de curta duração.

Mercado de entretenimento mature (entre 40 e 65 anos), com atividades recreativas para pessoas maduras sem muita disponibilidade para viagens, pois ainda continuam na ativa, mas valorizam qualidade de vida.

O que um coach pode fazer por uma pessoa dessas, acima dos 40, que quer estar no mercado de trabalho? No que ele pode fazer a diferença?

Um coach faz toda a diferença. Eu, por exemplo, só atendo pessoas acima de 40 anos que se desligaram de seus empregos anteriores ou se aposentaram e querem continuar produtivas. Juntos traçamos estratégias para a transição, seja para uma nova atividade como empregado ou com empreendedor. Sempre começamos a nova jornada baseada na missão de vida da pessoa ou o que ela pretende deixar de legado.

Nota final: Dica para recomeçar aos 40

Controle o medo do novo, aceite novos desafios com a mente aberta e, acima de tudo, aceite ser liderado por alguém mais jovem, pois a maior causa de fracasso de pessoas que retornam ao mercado de trabalho após os 40 anos é não aceitar isso.

  • Jorge Penillo, conhecido como Doutor Carreira, é coach e mentor de liderança e carreira. Professor universitário e palestrante, tem formação em universidades do Brasil e Estados Unidos. É graduado em Administração de Empresas com pós-graduação em Marketing e Negócios e possui MBA em Estratégia Empresarial com especialização em Neurociências. Começou sua carreira profissional aos 14 anos de idade, em 1986, na Eletropaulo como menor aprendiz, e permaneceu na empresa por 30 anos, passando por várias áreas técnicas e administrativas até 2016. É autor do livro “Iniciando uma carreira brilhante”, que tem o objetivo de orientar os jovens sobre como entrar no mercado de trabalho.

Começar a se exercitar depois dos 40 também faz bem

Homem de mais ou menos 40 anos de idade corre em uma esteira ergométrica em um lugar que parece ser uma academia de ginástica

Para quem nunca foi muito chegado a fazer exercícios sempre vem o pensamento: “se não fiz até agora, é tarde demais para começar”. Engano total! Uma pesquisa publicada na revista científica Jana mostra que se a gente começar a se exercitar aos 40 anos, o risco de mortalidade é reduzido, da mesma forma que se tivesse se exercitado desde a adolescência! Não é incrível?

A Organização Mundial de Saúde recomenda que para pessoas entre os 18 e 64 anos – portanto, a faixa em que estamos incluídos – se pratique, semanalmente, pelo menos 150 minutos de atividades físicas moderadas (parece muito, mas são só 20 minutos por dia!) ou 75 minutos de atividades físicas mais vigorosas por semana (10 minutos por dia). Infelizmente, e tenho até vergonha de dizer isso, estou no time dos sedentários, mas olhando esses dados só consigo pensar: poxa, é tão pouquinho tempo por dia. Dá pra ser, né, gente? Se é pra viver mais com qualidade, vale muito esse esforço! Só um lembrete: consulte um médico antes de começar a se exercitar e faça seus exercícios com orientação de um profissional da área.

Fonte

Longevidade em Exposição

Começa nesta sexta-feira (02/08), no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro a exposição “Longevidade: os Caminhos para Viver mais e Melhor”. A expectativa de vida aumentou muito nos últimos anos – hoje é de 76 anos de idade, entre os brasileiros – e, por isso, é importante que se discuta como iremos viver e que mundo teremos, já que as pessoas ficam cada vez mais tempo por aqui.

O evento mostra como foi que a humanidade chegou a esse patamar de idade média, as transformações – sociais, tecnológicas etc. – que aconteceram ao longo dos anos e, ainda, como estamos nos preparando e como podemos nos preparar para um futuro com mais idade, tanto em relação à própria saúde quanto no que se refere ao que temos feito com o planeta.

A exposição é interessante a todos, não só aos que têm mais idade – afinal, todo mundo vai chegar lá, né? Além disso, é muito importante saber como se preparar para quando esse momento chegar.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO LONGEVIDADE – OS CAMINHOS PARA VIVER MAIS E MELHOR

02 DE AGOSTO A 15 DE SETEMBRO

De terça a domingo – 12h às 19h

ENTRADA GRATUITA

Centro Cultural Correios

Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro – Rio de Janeiro

Para mais informações, acesse aqui.

Cursos para quem tem mais de 40 anos

Se estar ou entrar no mercado de trabalho já é difícil, a coisa fica ainda mais complicada para quem tem mais de 40 anos de idade, não é verdade? Estar atualizado e fazer cursos são uma boa ideia, sempre. Então olha aí uma boa oportunidade para os +40 que moram em São Paulo: a empresa Reclame Aqui abriu vagas para pessoas que tenham entre 40 e 100 anos de idade e que estejam desempregadas.

As inscrições são feitas no site Exército das Poderosas (apesar do nome, vale para homens também, tá?). Os cursos acontecem nos finais de semana, então não atrapalha ninguém que está naquele serviço temporário de segunda à sexta. As próximas edições serão neste sábado (20/07) e no da próxima semana (27/07).

Uma boa oportunidade, não acham? Tomara que se amplie para o resto do país! De novo: para se inscrever, acesse este site.

Homecoming, de Beyoncé, é muito mais que um show

Vou falar de um documentário que está na Netflix e nem é mais novidade, um monte de gente já falou a respeito – mas que eu acho que deva ser mencionado. Me refiro a “Homecoming”, o documentário que mostra o show de Beyoncé no festival Coachella 2018. Comecei pensando que era isso que eu veria: apenas o show – e não entendia porque tinha tanta gente emocionada. Afinal, era só um show!

Mas Homecoming é mais que isso. É um exemplo de pedir por justiça social, é mostrar que o sucesso só vem com trabalho árduo e é um banho de “se liga aí, você é ótimo, aumenta aí essa autoestima”. Bem, pelo menos foi assim que eu vi. Isso num pacote com ótimas músicas e performances incríveis.

O show é incrível, nada menos. Super, hiper, mega, über produção, com um sem número de pessoas envolvidas. Dá pra gente ver porque um show dela sempre é tão perfeito – meses de planejamento, mais um tanto de tempo só para ensaiar (quatro meses de trabalho árduo só nisso!!!), altos investimentos e tudo mais. Mas esse show teve um diferencial muito bacana: inscrições abertas em faculdades para negros, para que mostrassem o que sabem fazer em dança, música, banda. Por que negros? Porque eles têm menos oportunidades e ela, como negra que é, achou por bem dar uma chance a eles, claro! Fantástico.

Outra coisa legal do documentário é ela mostrar como é o dia a dia em família – chato mesmo é ver que até ela é pega pela indústria do “tem que ser magra, gostosa, em forma” (vemos isso quando se refere ao peso que teve após a última gravidez e os sacrifícios que fez para “entrar em forma” novamente). Mas, o mais legal de tudo, além do próprio show, evidentemente, são as mensagens de incentivo à autoestima espalhadas ao longo do filme. Me identifiquei com algumas.

Enfim, se você está aí passeando pela Netflix e não sabe o que ver, aconselho: Homecoming, com Beyoncé! Clica AQUI e vai direto pra lá!

Lá vem o Menudo!

Se tem uma coisa que lembro bem da minha pré-adolescência (eu tinha 10 ou 11 anos) é da ida ao estádio do Arruda (do Santa Cruz), aqui no Recife, para ver um show do Menudo. Multidão, meu pai me passando por cima de uma cerca e muita felicidade. Menudo era A sensação daquela época, nos anos 80, especialmente entre as meninas, mas o grupo de Porto Rico existia desde 1977. Foi sensação mundial!

E não é que estão fazendo uma série para contar toda a história do grupo, desde a sua fundação? O trabalho deve ir ao ar no próximo ano pela Amazon Prime Videos e deve contar com 15 capítulos.

A primeira formação do Menudo foi com os irmãos Fernando e NeftySallaberry Valls, junto com outros irmãos, Carlos, Óscar e Ricky Meléndez. Eu lembro só desse último, mas quando o grupo realmente fez sucesso por aqui a formação era Robby, Roy, Ray, Charles e Ricky (depois, mais conhecido como Ricky Martin). Para quem não sabe, havia um “ciclo de vida” no grupo, ou seja, só se podia ficar até certa idade: os meninos entravam aos 12 e saíam aos 16 anos, quando a voz ficava muito grave. O Menudo acabou em 2009. Agora espero ansiosamente para ver a trajetória do meu grupo de meninos preferido da pré-adolescência, que marcou a transição da infância para a adolescência, em uma série, em 2020.

Sarcopenia: o que é e como se prevenir

Sabe uma coisa comum quando a gente passa dos 40 anos? Dizer “eu poderia ter me cuidado melhor quando mais jovem”. Ainda bem que cuidar da saúde é algo bom de fazer em qualquer tempo. Mas, também tem outra coisa: que tal prevenir agora de males que podem nos acometer no futuro? Como este blog trata de coisas que tenham a ver com as pessoas de 40 (ou mais), trago alguns alertas a este respeito. Vou tentar fazer uma série de posts dentro da temática.

Começo escrevendo sobre sarcopenia. Nunca ouviu falar? Confesso que até pouco tempo atrás eu também não sabia da existência, mas achei por bem pesquisar. Para começar: você sabe: ter um bom índice de massa muscular não é coisa só do povo do treino.. Os músculos são responsáveis pelo movimento e estabilização do corpo. A sarcopenia é a perda progressiva de massa magra e força muscular que atinge as pessoas normalmente a partir dos 40 anos de idade. Atividades triviais como caminhar ou levantar algum peso se tornam mais difíceis e, assim, perde-se muito em qualidade de vida. Aquilo de dizer que se sente mais fraco com a idade não deveria ser tão intenso, entende?  

A causa da sarcopenia, acredita-se, é a diminuição no índice de alguns hormônios, como a testosterona, que chega com o passar do tempo. Nas mulheres, o período da menopausa é para levantar a bandeirinha de alerta. Mas outros dois fatores se destacam quando se trata de apontar causas para a perda da força e massa muscular: sedentarismo e nutrição inadequada. Exercícios, principalmente a musculação, são extremamente importantes.

Quando se trata da alimentação, a ingestão de proteína é fundamental à construção do tecido muscular. Você vai encontrá-la no feijão, em verduras verde-escuras e em alimentos de origem animal. Outro elemento que dá força aos músculos é a Vitamina D, aquela dos raios solares, assim como potássio e magnésio. Se o objetivo é suprir o organismo de tudo que é necessário, algo providencial é o suplemento alimentar. Aqui eu me refiro tanto a prevenir quanto a reconstruir o que já foi perdido. Então, já sabe: nada de achar que perder todo o vigor muscular é normal, mesmo com o passar dos anos. Vamos prevenir contra a sarcopenia e ter mais força durante muito mais tempo! Afinal, os 40 anos são só o começo do resto da vida – e a gente quer que seja muito boa, obrigada!

* post patrocinado

Para melhorar a memória: cogumelos

Tem quem diga que é coisa da idade, eu já acho que é a vida corrida e o excesso de informações. O certo é que, em algum momento, a memória falha e, para alguns, isso pode ser crítico. Mas, veja que coisa boa, a solução pode estar naquele risotinho de cogumelos que você gosta tanto!

Pesquisadores da National University of Singapore (NUS) fizeram uma pesquisa com mais de 600 pessoas com mais de 60 anos de idade e descobriram que comer cogumelos duas vezes por semana (300 gramas semanais) diminui em 57% as chances de desenvolver algum tipo de demência e, ainda ajuda a melhorar a memória.

Isto seria por causa de um componente dos cogumelos, a ergotioneína, aminoácido que é antioxidante e antiinflamatório e ajudaria a retardar o declínio cognitivo – nos testes, quem comia cogumelos se saía melhor em testes de raciocínio e processamento. O estudo foi feito com 663 chineses de mais de 60 anos de idade, por seis anos.

Uma boa hora pra aprender a fazer aquele risoto de cogumelos gostosinho, que você experimentou em algum restaurante, não acha?

A Brincadeira do “eu nunca” (ou: “Sobre uma Histerectomia”)

Sabe aquela brincadeira do “Eu nunca…”, que a gente vai dizendo coisas que nunca fez na vida e o amigo responde se fez ou não fez também, envolvendo pagamentos de tarefas? Obviamente ela se faz falando do passado, como “eu nunca roubei chocolate na loja”, “eu nunca bebi até cair” e outras coisas assim. Já tem algum tempo eu lembro dela como uma brincadeira comigo mesma, com os verbos no tempo futuro, pra amenizar coisas ruins que, de fato, nunca terei. Sim, uma bobagem pra cobrir alguma coisa que poderia se transformar em uma grande frustração. Foi assim que, em parte, resolvi o “nunca vou ficar grávida”, ao entender que, definitivamente, precisaria passar por uma histerectomia – “tudo bem, também não posso mais fazer high school nos Estados Unidos, como nos filmes de Sessão da Tarde e tô ótima”. Leseira? Total, mas me ajudou um pouco. Porque sim, passei por uma cirurgia assim há um mês.

O meu útero era uma bomba, um ET, o alien do filme…não fazia bem para mim ele estar aqui dentro. Inúmeros (sim, incontáveis) miomas, de todos os tamanhos; endometriose com força e, ainda, estava em uma posição não convencional (retrovertido) – não só por causa dos miomas, mas porque ele era assim. Sempre tive fluxo forte e senti cólicas e tentei vários tratamentos para amenizar isso. Já havia passado por uma cirurgia para retirada de miomas (eram onze, daquela vez), há dez anos. Ali ficou tudo limpinho. Mas voltaram, bem piores e maiores e trazendo seus coleguinhas (a endometriose e a posição estranha) consigo. Há uns dois ou três anos já haviam me recomendado a cirurgia para retirá-lo – fui a uns cinco médicos para saber a opinião e não se chegou a um consenso, então deixei pra lá, guardei os exames no armário e não fiz nada. Claro que só piorou.

Desta vez fui disposta a fazer o que fosse necessário para o meu bem estar. Nunca tive uma anemia, comum a quem tem miomas e minha menstruação sempre veio certinha, todos os meses. Mas senti outras coisas: uma vontade constante de fazer xixi (eu bebo muita água e passo boa parte do dia em salas com ar condicionado, no trabalho, mas já estava fora do normal), prisão de ventre, barriga inchada…tudo por causa do útero. Estava afetando outros órgãos. Mesmo assim, passei por quatro médicos desta vez e todos deram o mesmo diagnóstico, com histerectomia como solução.

O que mais me passou pela mente, claro, foi o “não poderei mais engravidar”. Não tenho filhos, sou filha única e queria muito dar um neto à minha mãe. Porém, nunca cogitei uma produção independente, não estou nem com namorado e não lembro de um período na vida realmente favorável a que eu pudesse ter filhos. Quando uma das ginecologistas consultadas me disse “com o útero que você tem, provavelmente nunca teria tido filhos, provavelmente teria sofrido abortos ou o feto e você teriam sofrido muito – e talvez a criança nascesse com problemas”, nem havia mais com o que retrucar, certo? Fora que já tenho 45 anos – há muitas mulheres que têm filho com essa idade e até mais, mas há, sim, risco para a mãe e para a criança, em ter filhos assim, “mais velha”. Então só respondi “ok, tá certo, vou fazer, me indique o cirurgião”. Meses depois, aqui estou, já “desuterada”. Na verdade, foram embora útero, colo do útero e trompas – os ovários ficaram, por questões hormonais.

Minha histerectomia pôde ser feita por videolaparoscopia (o outro modo teria sido uma cirurgia convencional, como uma cesária – foi assim a retirada dos meus miomas, em 2008). Foi no hospital Esperança, aqui no Recife, com o cirurgião Mauro Aguiar. Mais tranquila, impossível! Juro que o pós-operatório de quando tirei a vesícula, que era bem menor, foi mais chato. Sangrei por alguns dias, precisei tirar 40 dias de licença médica (ainda estou nela!), ainda tenho os furinhos da entrada da câmera e pinças (o útero é retirado por baixo, como em um parto – lembrando que tomei anestesias ráque e geral), mas estou bem. Achei que ficaria bem deprimida depois do procedimento cirúrgico, mas isso não aconteceu. Então é isso – se precisar fazer, vá e se submeta, com tranquilidade. Se em algum momento o “chamado para ser mãe” falar mais alto, adotarei. Por enquanto está tudo bem assim. Estou certa de que é só o começo de um bom período com melhor qualidade de vida para mim.

Se tiver alguma dúvida que eu, como paciente, possa responder, é só deixar aí nos comentários.