“Comida Di Buteco” Recife mostra campeões

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Ontem eu fui à festa de premiação do festival gastronômico Comida Di Buteco daqui do Recife. O concurso, que acontece em outras 19 cidades brasileiras tem uma dinâmica bacana: é escolhido um boteco de cada lugar e, depois, entre esses, é escolhido o melhor do país. Nos concursos locais leva-se em conta fatores que fazem o sucesso de todo boteco: petisco gostoso, bebida gelada, atendimento atencioso.

Quem acompanha o Instagram do Novos40 (segue aí!) viu o resultado, que postei ontem em tempo real. Quem não viu, repito de novo aqui:

  • Em terceiro lugar, Whiscritório, com o petisco carré suíno
  • Em segundo lugar, a Bodega de Seu Artur (mais conhecido como “Bar do Artur”), com o famoso cupim recheado
  • Em primeiro lugar, uma surpresa e um prato bem simples: deu Confraria do Seu Perninha, com o feijão preto com patinho e costela suína.

A surpresa é que Seu Perninha também foi campeão da edição 2015, no Recife. Nem ele acreditava que ganharia: “Eu não esperava. Não com esse prato, tão simples”, me disse  o “seu Zé Perninha”, em conversa, ontem. Mas, logo na sequência, ele mesmo mostrou o “segredo do sucesso” da casa: “a comida é boa, a bebida é gelada e o atendimento é rápido e atencioso”. E o que mais a gente quer num boteco, né, gente? É isso mesmo! Agora ele vai levar o prato pra competir com botecos de outros estados.

Uma coisa que todos os donos de botecos comentavam era como o festival aumenta a quantidade de clientes das casas. Isso é bem bacana e que me faz ter um carinho especial pelo Comida Di Buteco, já que normalmente os donos são pessoas simples e é comum que seus estabelecimentos sejam a única ou, pelo menos, principal fonte de renda da família – seu Perninha mesmo ressaltou que os filhos trabalham com ele. Ou seja: se o movimento aumenta, a renda também sobe. Isso é muito legal! Eu curti bastante ser jurada do festival.

Bem, a edição local do Comida Di Buteco 2016 acabou, mas se você quiser conhecer os botecos que participaram, tem a lista completa aqui.

Alimentos Anti-idade

ALIMENTOS ANTIOXIDANTES

Sempre curti saber o “poder” escondido nos alimentos. Um que serve pra emagrecer, outro pra controlar a taxa de açúcar no sangue, aquele outro que dá mais energia – e por aí vai. Melhor que remédio, né? Então, do mesmo jeito, existem alimentos que têm a capacidade de “rejuvenescer” a gente, veja só! Fiz uma listinha de alguns:

01 – Castanhas e nozes – As tais “oleaginosas” são ótimas pro lanche, porqque um punhadinho já “engana” bem a fome. Elas têm zinco, selênio e magnésio. Amêndoas tem bastante vitamina E, que previne contra doenças do coração e é boa para os homens porque também é boa pra prevenir câncer de próstata. Se for castanha de caju também tem vitamina B1, ótima pra combater depressão e trazer humor – e tem algo mais rejuvenescedor que isso?

02 – Aveia – Dá energia e baixa o colesterol. Ela tem um negócio chamado “beta-glucana” que, creia!, estimula as células imunológicas da pele, ou seja, combate o envelhecimento, mantém o colágeno e a elasticidade!

03 – Abacate – Quem segue o Novos40 no Instagram já viu que eu ando meio “a loka do abacate”. É que na época da fruta e tenho encontrado cada abacate grandão, bonito e com preço bom pra vender na rua que acabo não resistindo.  Seja pra comer amassadinho com açúcar e leite em pó (o mais tradicional aqui) ou como guacamole ou, ainda, fazendo um “mousse de chocolate fake e saudável” (quem me segue no Instagram já viu), o bom é que abacate tem ácido oleico, que forma uma barreira na pele, evitando a sua desidratação (e consequente envelhecimento).

04 – Tomate (molho de) – Tomates são ricos em licopeno, que ajudam a evitar o câncer e mantém o coração saudável. Também tem manganês, vitamina C e tem ação anti-inflamatória, o que é ótimo pra manter a pele em bom estado. Uma coisa interessante é que tomates frescos são muito bons, mas tomates secos ou molho de tomate são ainda melhor, têm efeito potencializado. Delícia!

05 – Chá verde – Ok, não é essa gostosura toda, se for pra tomar puro, mas já existem algumas misturinhas ótimas pro sabor ficar melhor. E – quer saber? – experimenta tomar ele puro depois de algo excessivamente doce, fica bom que só! Chá verde acelera o metabolismo e por isso faz tanto sucesso, já que ajuda a emagrecer. Mas ele também é antioxidante, ou seja, ajuda a retardar o envelhecimento.

06 – Salmão – Tem vitaminas B6, B12, proteínas e vários outros componentes. Entre esses, também tem selênio, ômega 3 e vitamina A, todos ótimos pra visão e pro cabelo, além de vitamina C, que é altamente antioxidante, ou seja, retarda o envelhecimento (você sabe que a pele oxida, ou seja, envelhece). Só lembrando o que escrevi em outro post: a sardinha também é uma excelente escolha, caso não goste de salmão ou ache caro demais.

07 – Uvas – São ótimas fontes de energia, têm vitamina C e antioxidantes, ótimo pra pele, pode prevenir rugas e até aquelas manchas escuras da senilidade.  O grande lance das uvas (só das uvas pretas e vinho tinto, hein) está no resveratrol, que diminui níveis de gordura no sangue, melhora a circulação e pode até prolongar a vida das pessoas! Sim, é verdade aquilo que dizem que uma tacinha de vinho por dia pode fazer bem – pode ser suco integral.Um brinde, então!

E então, curtiu? Já dá pra transformar o cardápio em uma fonte da juventude!

100 Anos e Correndo

Foto: Purpose2Play

Foto: Purpose2Play

Ida Keeling é americana do Bronx (NY) e é corredora. Mais que isso: ela é campeã norte-americana nos 60 metros rasos, entre mulheres de 95 a 99 anos. Ida tem 100 anos! Ela está prestes a participar de uma competição de 100 metros rasos e espera, assim, espera estabelecer um novo recorde para mulheres acima dos 100 anos. Nem sempre ela competiu – afinal, quando criança, não havia muito espaço para meninas negras praticarem esportes.

Aliás, ela não teve uma vida fácil: passou, junto com a família, pela Grande Depressão americana, já adulta perdeu o marido ainda bem jovem, criou os filhos sozinha, foi ativista, perdeu dois filhos, enfim, passou por barras bem pesadas. Quando menina ela já corria, mas só foi voltar a fazer isso e levar mais a sério quando já estava com mais de 60 anos de idade.

Ela corre, é campeã e não pretende parar tão cedo! Daqui dos meus humildes 42 anos quase sedentários (especialmente se comparar com a vida de Ida) só penso que ainda está em tempo de começar a minha vida de atleta, mas que eu deveria começar isso “correndo”! Olha aí o vídeo que o NY Times fez com ela e vê se você não sente o mesmo!

“De tudo um côco” no Oficina do Sabor

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O restaurante Oficina do Sabor, do chef César Santos, em Olinda, é mais que um lugar pra ir comer. Virou, de certa forma, ponto turístico, já que está em boa parte dos roteiros de quem quer comer algo “típico”, mas que também seja sofisticado, pelas bandas de cá. A cozinha de César, valorizando ingredientes bem nossos e sendo um dos pioneiros a misturar salgados com frutas, é merecedora de destaque, mesmo.

E eis que ele inventa de novo, com festivais culinários próprios: cada festival destaca um ingrediente e, com este, ele cria entradas, principais e sobremesas. Um belo desafio! O primeiro festival é o “De tudo um côco”, que começou no início de maio e vai até o fim deste mês, e traz pratos com essa fruta (que eu amo, aliás). Por 78 reais o cliente tem acesso ao cardápio com uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Repara as opções: para a entrada pode ser “Discos de Tapioca Alto da Sé” (com recheios de coco fresco, aratu e camarão ao molho de coco), “Linguiças Embananadas” (linguiça caseira e banana comprida frita na manteiga de garrafa mais farofa de coco) ou “Panelinha do Bosque” (cogumelos salteados no óleo de coco e gratinados com farinha de coco crocante, acompanhadas de torradas de pão doce).

Entre os principais as escolhas são Camarão aos Coqueiros de Pernambuco (camarão perfumado ao molho de coco, purê de grão de bico e bolinhos de arroz frito empanado no coco); “Suíno aos Altos Coqueiros de Olinda” (filé de carne de porco ao molho de coco, abacaxi e semente de coentro, servido com arroz de coentro e batata doce frita) ou “Bacalhau Encrostado no Coco” (lombo de bacalhau grelhado envolto na Mousseline de Coco e crostas de Farofa de coco. Aí pra sobremesa Cesar bota pra quebrar e não economiza: um mix com pudim de coco, cocada mole, sorvete de soco e maria mole. Pohan! Deu até vontade, agora, viu?

Se prepare que vem mais por aí! Os ingredientes destaque dos próximos festivais do Oficina do Sabor, até outubro, já estão escolhidos: carne de porco (junho), lagosta (julho), bacalhau (agosto), cerveja (setembro), ostra (outubro). Feito dizia a minha avó: “já tô até amolando os dentes”. Fica de olho na fanpage do Oficina pra ver mais e já ficar salivando!

Fernanda Abreu, 54, eterna garota carioca sangue bom

Quem acompanha o Instagram do @Novos40 viu que na semana retrasada fui ao show Nivea Viva Rock Brasil, em homenagem aos 30 anos do rock brasileiro, aqui no Recife. Em um dos posts comentei que estava impressionada em como Paula Toller fica cada dia mais bonita – nosso Dorian Gray, certeza! Aí hoje eu me liguei que temos outra cantora famosa que também parece ter tomado água na fonte da juventude: Fernanda Abreu.

Ela está com 54 anos, sabiam? Acho que é bem mais bonita hoje do que no início da fama, quando ainda era da Blitz, lá pelos anos 80. Mas isso nem é o mais importante – ela  é talentosa e dando aquela impressão de “garota carioca, suingue, sangue bom” de sempre. E está com trabalho novo: o álbum Amor Geral será lançado no dia 20 deste mês – primeiro trabalho dos últimos dez anos. Se chegar aos 50 com tanta energia e vontade de fazer algo bom assim, ficarei bem feliz.

No vídeo acima você tem a música Outro Sim, do novo álbum.

Os benefícios da Sardinha (+ receita de boteco)

Imagem: Comida di Buteco

Imagem: Comida di Buteco

Uma coisa que sempre me fascinou  – a ponto de eu ter pensado em ser nutricionista, um dia – é ver o que certos alimentos podem fazer pela saúde e beleza das pessoas. Um alimento que muita gente nem imagina que pode fazer tão bem é a sardinha.

A gente fala tanto no ômega 3 do salmão, tão caro, que nem se liga que a sardinha, peixinho bem mais barato, fácil de encontrar e que rende boas receitas, também é fonte de muita coisa boa: proteína, cálcio, vitaminas A, C e do complexo B, selênio, ferro e magnésio. Bom para o cérebro, para o coração para reduzir pressão e colesterol e até para a beleza! Não é à toa que esse peixinho foi eleito como um dos 150 alimentos mais saudáveis do mundo.

Então eu fiquei bem feliz quando a organização do festival Comida Di Buteco me enviou uma receita maravilhosa, de Sardinha ao Molho de Tomate, do Bar Sem Nome, que fica no bairro do Janga, aqui pertinho do Recife. Vê que delícia:

Ingredientes
1 quilo de sardinhas frescas
1/2 quilo de tomates
1 xícara (chá) de azeite
1 cebola picada bem miudinha
Sal
Limão
Alho
Louro
Pimenta do reino a gosto

Modo de preparo
Limpe as sardinhas, tempere com limão, alho, louro, sal e pimenta-do-reino. Ponha azeite no fogo e frite a cebola picada; junte os tomates e, quando estiverem bem derretidos, passe numa peneira. Volte ao fogo com as sardinhas temperadas e deixe cozinhar durante 30 minutos em fogo brando.

Simples, né? É isso mesmo e por isso tão gostoso! Isso acompanhado de uma cervejinha fica uma coisa maravilhosa, viu? Me animei pra fazer o prato no final de semana – quis compartilhar a receita com vocês antes mesmo de fazer, que é pra dar tempo de vocês também prepararem. Mas, caso você não queira preparar, corre lá no Bar Sem Nome, que esse é o prato servido por ocasião do Comida Di Buteco e o festival já acaba neste final de semana! Aproveita! É isso – bom final de semana. ;)

Maquiagem com efeito “blur”

maquiagem make up base efeito blur effect

Quem já usou algum editor de imagens ou, pelo menos, o Instagram sabe do que se trata o efeito “blur”, ou seja, desfocado – ele dá uma certa “borrada” que faz com que a gente não perceba certos detalhes, aquilo que faz a gente dizer “minha pele ficou ótima nessa foto, queria esse filtro pra vida real”. Pois existe isso sim, gente. Várias marcas tem produtos com esse tal efeito blur, pra dar uma disfarçada melhor em manchas e ruguinhas, por exemplo.

Estive pesquisando alguns desses produtos, com objetivo de comprar um. Estou pendendo pra comprar esse da La Roche Posay na foto acima, apenas porque eu uso o gel de lavar o rosto da mesma marca e linha, pra peles bem oleosas, como a minha – sem contar que moro em uma cidade de clima quente e úmido, então quanto mais o produto tem a capacidade de deixar a pele sequinha, melhor pra mim. Mas fiz um resumo do que li sobre cada um desses produtos da foto:

  • Revitalift Blur Mágico, da L’Oreal – é chamado de “alisador instantâneo da pele”, por apagar em segundos a aparência (veja bem, só a aparência) de rugas e linhas de expressão. Serve para todos os tipos de pele.
  • Effaclar BB Blur, da La Roche Posay – não é apenas um primer, como alguns, ele já é uma base mesmo, então tem cor. Como toda a linha Effaclar, ele é feito para quem tem pele oleosa (eu uso o gel de limpeza do rosto há anos e gosto bastante). Esse é o que tenho pensado em comprar.
  • Pores no More, Dr. Brant – taí uma marca que eu não conhecia, mas sobre a qual já li bastante – só coisa boa. Não se trata de só um produto, mas de uma linha  que não apenas disfarçam os poros dilatados, mas tratam a oleosidade. Entre esses produtos – aí, sim! – tem um creme que dá um efeito “mate”, opaco, à pele.
  • Natura Blur Me – ajuda no controle da oleosidade e no disfarce de marcas de sinais, poros, rugas e de expressão, podendo ser utilizado com ou sem maquiagem.
  • Wonderblur – o slogan aqui é “Drops of Youth” (gotas de juventude), que já diz bem ao que veio. O produto é da The Body Shop e se mostra como um último passo na rotina de beleza de quem usa. Além de uniformizar e matificar a pele, inclusive diminuindo as linhas de expressão, dizem que a pele fica hidratada por até 12 horas – o que, no final das contas, também ajuda a pele a ter menos marcas, sem disfarces, depois de um tempo.

Então, mesmo quando não é uma solução definitiva, mas apenas um disfarce, em parte dos produtos, que achei com um pesquisa rápida, há também um “efeito pós” – usando um deles, depois de um tempo, pode dar uma boa melhorada na sua pele. E você, o que usa para ter esse effeito Blur?

Turismo em Paulo Afonso e arredores do Velho Chico

paulo_afonso novos40 claudiagiane1Como viajar é bom, né? Fazia tempo que não aproveitava uns dias de folga pra fazer isso, mas foi o que fiz no feriadão de Tiradentes: fui para o Vale do São Francisco, aquela área linda que aparece na novela Velho Chico. Apesar de não ser tão longe do Recife, só havia ido ali uma vez, ainda criança, para o casamento de um tio – aliás, só havia ido à antiga Petrolândia (hoje inundada) e à usina hidrelétrica de Paulo Afonso, mais nada.

Como minha amiga Verônica, com quem eu trabalho, tinha a mesma vontade de ir àquela área e nadar no Velho Chico, fomos juntas. Primeiro passo: escolher que cidade seria a nossa base.  Aliás, pra quem não sabe: Paulo Afonso fica na Bahia, mas a área ali é como um grande círculo, já que é bem pertinho (do tipo que se confunde) com Petrolândia (PE), Delmiro Gouveia (AL), Canindé do São Francisco (SE) e até Piranhas (AL) – são algumas cidades do chamado “Vale do São Francisco”.  Escolhemos P.A. porque é a maior dentre essas, então seria mais fácil achar lugar pra hospedagem, empresas que fizessem os passeios, facilidades de que precisaríamos.

Primeiro passo – Passagens para Paulo Afonso

Compramos as passagens (ida e volta, logo, claro) de ônibus, pela Progresso, que faz a viagem Recife-Paulo Afonso diariamente, em ônibus leito (fomos nesse, excelente), executivo e comum (tivemos que voltar neste, por causa do horário…não é desconfortável, mas extremamente cansativo). Aliás, fizemos a compra das passagens com bastante antecedência, já que, com quatro dias de folga e, ainda, a fama proporcionada pela novela, poderia ficar difícil achar o que precisava, depois.

Tem aeroporto em Paulo Afonso, mas acho que só tem vôo de Salvador pra lá, hein – pelo menos foi o que achei na internet (fora quem tem seu próprio jatinho, claro rs). Obviamente você também pode ir de carro – as rotas saindo daqui do Recife são essas.

Segundo passo: hospedagem em Paulo Afonso

Também por causa  da possibilidade de não encontrar vagas, reservamos logo um hotel. Foi nosso maior investimento, já que escolhemos, por conveniência e conforto mesmo, o maior e mais caro hotel de P.A., o San Marino. Valeu a pena, o hotel é confortável, limpo, tem um café da manhã excelente (também tem almoço e jantar – este, buffet livre, a 22 reais). Além disso, o lugar é no centro da cidade, o comércio fica logo atrás. Aliás, devo dizer que reservar o hotel com antecedência foi acertadíssimo: estava acontecendo um encontro de motociclistas na cidade bem neste feriado e todos os hoteis ficaram lotados. Mas, sim, existem outros hoteis por lá, como o Belvedere e o Executive, então vale a pesquisa.

Terceiro passo: os passeios

Aconselho que marquem tudo antes de ir. Tivemos uma grande sorte: a Grace, que nos atendeu no San Marino, organizou os nossos passeios, como um “extra” do hotel. Não sei se faz isso sempre – suponho que sim, mas é bom perguntar. Apesar de ter vários atrativos turísticos, tivemos um pouco de dificuldade de nos fazermos entender o que queríamos ver e nos passarem informações precisas, sugestões do que seria melhor em pouco tempo e valores dos passeios. Isso se dá principalmente por um motivo: não estávamos de carro.

Assim,além de valores para ter um guia ou o ingresso de um atrativo, também tínhamos que acrescentar aí o valor para um táxi, um carro com motorista. Valeu muito isso tudo, até porque não dá pra chegar de ônibus comum ou a pé em grande parte dos atrativos. Não foi algo complicado, conseguimos resolver com a ajuda do pessoal do hotel (novamente), mas, se possível, vá de carro ou alugue um por lá.

Pra facilitar pra vocês, farei o que não encontrei antes de ir: um roteiro turístico em Paulo Afonso e arredores, no Vale do São Francisco. Se prepara que lá vem textão – ou melhor, um post gigantesco, quase um mini-guia.

Paulo Afonso

1º Dia – Ida para Paulo Afonso 

Como disse, fomos de ônibus rodoviário, tipo leito, pela Progresso. A passagem custou cem reais. O viagem sai do Recife às 23h30 (na verdade, atrasou meia hora) e chega lá mais ou menos seis horas e meia depois. Dormi a viagem quase toda, então o que posso dizer é que foi tranquilo (rs).

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2º Dia – Chegada em Paulo Afonso + passeios

Chegamos mais ou menos às seis e meia da manhã em Paulo Afonso e pegamos um táxi para o San Marino (dez minutinhos, apenas). Aconselho perguntar antes por quanto fica a corrida (não vi taxímetros!). Bem instalada no hotel, conversei com a Grace (gerente ótima do lugar) a respeito de passeios – e ela simplesmente articulou todos eles pra gente.

Como não havia a opção desse serviço no site do hotel, aconselho que, caso fique hospedada por lá, envie um e-mail e combine logo tudo. Basta dizer o que mais interessa (no meu caso: catamarãs com banho no rio São Francisco era a prioridade máxima) e pronto, tudo esquematizado. Não sai mais caro do que fazer isso passeio por passeio e evita qualquer estresse – havia ligado pra um grupo que organiza passeios antes, mas foi bem difícil entenderem que eu estava sem carro e não sabia os caminhos por lá. Tudo resolvido no próprio hotel, fomos ao nosso primeiro passeio:paulo_afonso novos40 claudiagiane 2016 3


Complexo hidrelétrico de Paulo Afonso – Era o único lugar em que lembrava de haver estado, um dia, em Paulo Afonso, ainda criança, quando fui ao casamento de um tio, na antiga Petrolândia (hoje inundada). Para visitar o lugar pagamos 140 reais (para duas pessoas) pelo guia com carro para nos levar lá e contar toda a história do lugar. O complexo de usinas tem duas coisas impressionantes: a própria natureza, com os cânions, cascatas, plantas, mandacaru em flor (“fulora” muito por lá, coisa mais linda!)  e a capacidade humana de fazer algo tão gigantesco.  Eu pensava principalmente em como, há décadas, quando aquela região era praticamente só mato e água, sem os equipamentos que temos hoje e totalmente sem segurança, foi possível começar aquilo tudo, o legado que deixaram! Uma coisa engraçada – estávamos lá na parte de cima do cânion, onde fica a hidrelétrica e ouvimos alguns gritos – eram uns meninos pulando na água, fazendo das piscinas naturais com dezenas de metros de profundidade o seu parque aquático – naquele calor todo e com a toda a expectativa em entrar no rio, eu meio que invejei, não vou mentir (rs). Enfim, vale a visita guiada, é bom conhecer a história da grande “usina de energia do Nordeste”.  Nos caminhos de ida à hidrelétrica e volta ao hotel fizemos um city tour rapidinho por outros pontos de Paulo Afonso – merecia um pouco mais de tempo, mas havíamos chegado neste dia, demoramos no complexo hidrelétrico e já havia outro passeio marcado para o período da tarde. Tente fazer isso com mais tempo.

  • Almoço – Como havíamos chegado neste dia, já tínhamos ido à hidrelétrica e precisaríamos sair rapidinho, almoçamos no próprio  San Marino. O almoço é à parte da hospedagem, claro. O hotel tem um restaurante com buffet no peso, aberto a todos, mesmo que não esteja hospedado. Gostei bastante.trilha_mochila paulo_afonso delmiro_gouveia alagoas deck são francisco velho cico claudiagiane novos40 2016
  • Passeio para Angiquinho + Trilha Mochila – Pode colocar o biquíni por baixo da sua roupa, que esse passeio termina em banho de rio, oba! Mais uma vez pagamos o guia + motorista pra ir (não lembro o preço – socorro! – mas acho que saiu mais de 100 reais por pessoa, viu?). Angiquinho é a primeira hidrelétrica da região, na cidade de Delmiro Gouveia – o nome é homenagem um dos pioneiros na industrialização do país. Queria ter conhecido melhor a cidade, pois foi lá que nasceu minha (já falecida) avó (paterna) Maria, no tempo em que a cidade se chamava “Pedra”. A usina foi criada para fins particulares – levar energia à indústria do próprio Delmiro, mas acabou fazendo muito mais. Praticamente só há ruínas, algumas casinhas e um ou outro maquinário por lá, mas, se no moderno complexo de Paulo Afonso eu já fiquei boba em como conseguiram fazer aquilo tudo, no começo das obras, ali fiquei de queixo caído só de imaginar que foi construído muito antes, sem suporte de CHESF nem nada. Pra quem ficou curioso, o Angico é uma árvore.  Favor não confundir com a Grota de Angicos, local onde morreu Lampião e quase todo o seu bando – esta fica em Sergipe e dá pra visitar através da Rota do Cangaço, que, infelizmente, não deu tempo de fazer. Mas em Angiquinho há uma gruta no meio de um cânion onde dizem que o rei do cangaço pode um dia ter se escondido. ATENÇÃO: para visitar Angiquinho é preciso estar acompanhado de um guia com autorização pra entrar na área – não basta ser credenciado. A que nos acompanhou se chama Quétila e eu recomendo muito, pode perguntar por ela onde ficar hospedado, que é bem conhecida por lá.  De lá fomos ao Trilha Mochila (, área às margens do rio São Francisco, que funciona como um parque, quase um clube – tem áreas para trilhas e, lá embaixo (lembre: área de cânions), junto ao rio, tem uma estrutura bacana de deck, serviço de bar, chuveiro – é aqui onde os barcos catamarãs saídos de Paulo Afonso param para os passageiros mergulharem no São Francisco. Lá estão sendo construídos chalés para, no futuro, quem quiser se hospedar por lá e até um tipo de carrinho para descer e subir a mega-ladeira que quem chega por terra enfrenta pra chegar ao rio – né brincadeira não, gente, são uns 90 metros de lá de cima até embaixo, em uma ladeira super-íngreme, não dá pra descer de carro ou moto (o único que enfrenta isso com um veículo é o Walter, dono do lugar, com uma camionete 4×4 onde peguei carona pra subir, morta de medo – mas a descida já havia me dado um estirão na coxa que durou toda a viagem rs). Aquele mergulho na prainha formada pelo Velho Chico…que coisa maravilhosa!
  • Jantar – Estávamos mortas de cansada – lembrem que viemos da viagem direto pro agito, era só nosso primeiro dia por lá! Então não fomos atrás de nada típico, nos contentamos em ir à delicatessen Boa Massa, que tem uma pizza ótima. Depois só descanso pra poder passear mais no dia seguinte.

 

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3º Dia – Catamarã de Paulo Afonso

Existem passeios de catamarã saindo de vários lugares, na região: Canindé do São Francisco, Piranhas e Paulo Afonso, os mais conhecidos. Foi dia de fazer o passeio que sai de P.A. O passeio custa 60 reais por pessoa – você contrata lá no Núcleo de Apoio ao Turista (grave esse lugar, é aí onde você consegue todas as informações que precisa), pertinho de onde eu estava hospedada e é de lá mesmo de onde saem as vans que levam até o cais de onde saem os barcos.Que coisa linda, passar entre os cânions gigantescos, ver aquela água verdinha, se ligar na profundidade daquilo ali. Aí  eu sou lembrada de que muitas daquelas áreas não eram como é hoje – lembre que ali é região de hidroelétricas, o que significa que houve inundações, o rio teve que mudar de curso, ciclos foram fechados e outros abertos. É tudo magnífico!

Dentro do catamarã há venda de petiscos e bebidas. Quando chega lá no Trilha Mochila, onde já havia ido, há uma parada para o banho de rio e aproveitar a estrutura do lugar – é mesmo melhor chegar de barco do que descer a ladeira andando, viu?.  O passeio todo dura entre três horas e meia a quatro horas – como saímos às 10h e pouco, a volta já se deu no meio da tarde, então não dava pra marcar mais nada. Fomos bater perna pelo comércio de Paulo Afonso mesmo – maior do que esperávamos, com lojas populares e algumas de grife.  Só não é fácil achar lugares que vendam souvenir, infelizmente (eu amo, mas não comprei nem unzinho).

Jantar – Havíamos pensado em conhecer algum bar ~de balada ~ de Paulo Afonso,mas como precisaríamos estar de pé às 5h e pouca da manhã no dia seguinte, pra fazer o passeio de catamarã por Xingó, ficamos ali por perto do hotel mesmo. Logo atrás do San Marino há um calçadão com vários barzinhos e um deles, bem simples, chamou nossa atenção: o “Pedaço da Bahia” só tem um prato no cardápio: acarajé! Com algumas variações, como com ou sem camarão ou caruru, por exemplo, mas era só isso. Casca fininha e crocante, bem recheado, muito bem temperadinho, foi excelente! Melhor parte? O acarajé completo com um refrigerante saiu por uns dez reais, mais ou menos (lá só aceita dinheiro vivo, nada de cartão ou tíquete-refeição).

catamarã xingó canindé do são francisco novos40 claudiagiane

4º Dia – Catamarã em Xingó 

Esse era o grande passeio pelo qual esperávamos, eu e minha amiga: passeio de catamarã pelo rio São Francisco por Xingó – área de cânion que foi inundada depois da construção da hidrelétrica de Xingó, em Sergipe. A saída do catamarã é da cidade de Canindé do São Francisco, a 76km de Paulo Afonso. Isso é um problema pra quem não tem carro, que era o meu caso, pois como chegar lá? Bem, o passeio no catamarã custa 90 reais (vale muitíssimo), mas contando com um carro com motorista e guia pra lá, pode somar ai mais uns 240 reais (para as duas pessoas). Mas nós tivemos uma grande sorte: Grace, nossa “salvadora da pátria” do hotel San Marino, conseguiu pra gente duas vagas em uma excursão que havia chegado de Natal e faria justamente esse passeio – não nos cobraram nada, foi uma “carona” mesmo, só precisamos pagar pelo passeio de catamarã. Mão na roda, não foi?

É nesse passeio que você mais sente a grandiosidade do rio São Francisco. A lotação do catamarã é de 250 pessoas e ele tem guia narrando todo o caminho, serviço de bar, chuveiro e tem térreo e primeiro andar. Ele vai primeiro por um braço do rio, pra depois entrar nele de fato. Tem música especial pra esse momento e eu chorei de emoção, confesso. Em uma gruta no meio do cânion há uma imagem de São Francisco de Assis, o padroeiro do rio (no dia do santo, em 04 de outubro, acontece uma procissão de barcos ali que, imagino, deve ser uma coisa linda). O passeio vai até uma área segura para mergulhar, com piscinas naturais, devidamente cercadas e com redes embaixo, para que todos mergulhem. A piscina de crianças tem 1,5m de profundidade e a de adultos, até 10 metros. Tem coletes salva-vidas e boias tipo “espaguete” para todos. Lá também tem um passeio de barquinho a remo (10 reais) pra você chegar ainda mais pertinho do rio e dos cânions.

mergulho rio são francisco xingó novos40 claudiagiane

Volta do catamarã ao ponto original, o restaurante Karrancas, onde almoçamos (38 reais, buffet livre – achei bem mais ou menos, viu? Talvez a la carte seja melhor). Lá também tem aluguel de equipamento para praticar stand up paddle e até passeio de helicóptero (140 reais, pouco mais de cinco minutos – não fui).

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De lá, uma ida até Piranhas (AL), cidade que serve de cenário para muitas cenas da novela Velho Chico (cheguei até aqui sem ter falado nela!) e que, de verdade, parece mesmo cenográfica, de tão linda e colorida. Lá nós visitamos o Museu do Sertão, que conta parte da história do cangaço, a central de artesanato (é a terra do bordado, mas, sinceramente, não tinha quase nada disso) e o mirante, de onde se tem uma vista espetacular! Experimente o sorvete de rapadura que vendem lá!

Pronto, daí foi voltar pro hotel – jantamos lá mesmo (22 reais, com buffet livre, muito bom!) e fomos descansar, exaustas do dia puxado e feliz.

Eu e minha amiga Verônica, já planejando a próxima viagem

Eu e minha amiga Verônica, já planejando a próxima viagem

5º Dia – Volta pra casa e planos para as próximas viagens

Voltamos para Recife – ônibus comum, com zilhões de paradas no caminho, bem cansativo, mas o leito só sairia à noite, com chegada na capital pernambucana apenas na manhã de segunda-feira, então não ia rolar. Viagem cansativa, mas tranquila – chegamos bem, é o que importa.

Na volta pensei em coisas que queria ter feito em Paulo Afonso e arredores, mas não deu tempo de fazer, como a Rota do Cangaço, visita à Casa de Maria Bonita, trilha do Umbuzeiro e talvez até bungee jump na ponte metálica D. Pedro II (que liga Paulo Afonso a Delmiro Gouveia, com 62 metros de altura). Mas pensei, principalmente, em como a viagem foi ótima, como o rio São Francisco é maravilhoso e, claro, em como quero viajar mais, conhecer novos lugares, perto ou longe daqui – e contar tudo a vocês. Espero que aproveitem essas dicas. Me contem de suas viagens, depois.

Tem “Comida di Buteco” na área!

Arrumadinho afrodisíaco do Bar Teatro Mamulengo - Recife

Arrumadinho afrodisíaco do Bar Teatro Mamulengo – Recife

Quem me conhece sabe que sou doida por um festival gastronômico. Esses eventos me despertam a vontade de conhecer novos lugares, já que fico sabendo de casas de que nunca ouvi falar, os preços normalmente se tornam convidativos e, a melhor parte, os cardápios ficam bem interessantes.

Um dos festivais que achei mais bacanas dos últimos tempos é o “Comida di Buteco“, criado em Belo Horizonte e já realizado em mais de 20 cidades. Curto porque gosto de botecos e bares e obviamente remetem logo à bebida, mas quando tem um evento assim a gente lembra que tem os petiscos e essas casas podem ser também ótimos lugares até pra almoçar ou jantar. Além do que ~balada~ de quem tem mais de 40 anos é, pra muita gente (eu), uma ida a um bar mesmo, né não?

Como o “Comida di Buteco” é também uma competição entre os bares, pode esperar um festival de bons petiscos, viu? Primeiro tem as locais e, posteriormente, a competição nacional. Imagina o tanto de coisa boa que circula! Recomendo aproveitar o período – o festival começa hoje (15/04) e vai até o dia 08 de maio. Pra saber mais, olha lá o site: comidadibuteco.com.br. Repare que no site tem uma listinha dos bares e botecos participantes em cada estado – a lista de Recife está aqui e podem me chamar pra acompanhar, que eu vou, viu?

As lições das mulheres dos cabelos coloridos

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Viu um monte de jovenzinho por aí de cabelo colorido, teve vontade de fazer igual, mas aí pensou “não tenho mais idade pra isso” e deixou pra lá? Besteira sua! O Huffington Post fez uma matéria ótima mostrando cinquentonas que decidiram deixar as madeixas mega-coloridas.

Não que elas precisem justificar alguma coisa* (se liga asterisco, falo mais sobre isso), mas o maior motivo pra colocar um arco-íris na cabeça é bem simples: é divertido. Como disse a escritora best-seller Amy Tan: “To hell with ‘aging gracefully.’ I’m doing it for myself. It’s fun.” (Vá pro inferno com ‘envelhecer graciosamente’. Eu estou fazendo por mim mesma, é divertido”). Por enquanto não tenho essa vontade de colorir, não, mas como eu acho que se divertir consigo mesmo é sempre muito bom, não descarto.

O mesmo diz Marcia Kester Doyle (na foto acima), de 56 anos, blogueira do “Menopause Mother”:

“I colored my hair these unique shades because it sends a clear message — that a woman my age is still allowed to be FUN. I spent too much of my life trying to fit the mold and please others. Now that I’m older, I do whatever I want and worry less about what others think. My new hair color makes me feel younger, confident and sexy. At our age, we shouldn’t have to worry about what others think. Life is short — enjoy the ride.”

(“Eu colori meu cabelo com esses tons únicos porque passam uma mensagem clara: que ainda é permitido que uma mulher na minha idade se divirta. Eu passei muito tempo da minha vida tentando me moldar pra agradar os outros. Agora que estou mais velha, eu faço o que quero e me preocupo menos com o que os outros pensam. Minha nova cor de cabelo me faz me sentir mais jovem, confiante e sexy. Na nossa idade a gente não deve mais se preocupar com o que os outros pensam. A vida é curta – aproveite a jornada”)

É o mesmo que eu penso quando, no carnaval, saio com minhas plumas no cabelo e purpurina no rosto ou, como coloquei esta semana no Snapchat (segue aí: claudiagiane), que o reaparecimento dos meus cachos nos cabelos, fazento “toin oin oin” me fazem rir – e rir de si é algo fundamental pra ter uma vida mais leve, você sabe.

A matéria completa do Huffington Post traz SETE mulheres de cabelos coloridos e seus depoimentos e você pode vê-la aqui. Mas eu não poderia terminar esse post sem colocar pelo menos uma foto da nossa diva brasileira dos cabelos coloridos, Baby do Brasil, que aos 63 anos continua sendo um arco-íris ambulante. ;)

baby do brasil